Selic é ponto de discórdia entre empresários brasileiros

Airton Bulhões,

  A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) considera como uma medida técnica e necessária para conter o processo inflacionário no País a elevação em 1% na taxa básica de juros (Selic), de 11,75% para 12,75%, anunciada quarta-feria pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

  Para o presidente da ABRAINC, Luiz França, apesar do aumento nos juros, temos boas perspectivas para o setor. “A taxa dos financiamentos imobiliários é atrelada à remuneração da poupança e a mesma não irá subir na mesma proporção que a Selic”, afirma o executivo.

  Segundo a Confederação Nacional da Indústria
a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, está equivocada ao manter o ritmo de aumento da taxa básica de juros (Selic) em 1 ponto percentual.

  Desde março de 2021, a taxa básica de juros tem sido elevada pela autoridade monetária, acumulando mais de 10 pontos percentuais no período. Para a CNI, a taxa anterior, de 11,75%, já era suficiente para garantir uma trajetória de queda da inflação nos próximos meses, uma vez que a alta leva tempo para restringir a atividade e, consequentemente, segurar a alta dos preços.

“Este novo aumento da taxa de juros deve comprometer ainda mais a atividade econômica, que já dá claros sinais de fraqueza. Para a indústria, a intensificação do ritmo de aperto da política monetária piora as expectativas para o crescimento econômico em 2022, com efeitos adversos sobre a produção, o consumo e o emprego”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

O índice de atividade IBC-Br, calculado pelo Banco Central, de fevereiro, de 2022 está 0,4% abaixo do índice de dezembro de 2021, apontando estagnação da economia.

A CNI avalia que a expectativa de inflação cadente e a trajetória incerta de recuperação da atividade econômica demandam uma política monetária mais moderada e atenta aos desafios de crescimento do Brasil no curto prazo.

xKO7R9c.jpg



A+ A-