RN perde empresas no setor da construção civil com a crise e ainda mais com a pandemia

Airton Bulhões,

   O Rio Grande do Norte ganha mais um troféu a perda de empresas de construção civil ficando em primeiro lugar no Nordeste, segundo levantamento realizado pelo IBGE.

  A causa pode ser a lenta recuperação da economia antes da pandemia e agora com o covid-19 essa redução deverá ser drástica, isso significa desemprego, menos impostos arrecadados e atinge o que existe de pior a economia como um todo por ser um grande agregador de mão de obra.

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  O Rio Grande do Norte teve o menor crescimento proporcional no número de empresas da construção, entre os estados do Nordeste, na comparação do ano de 2009 com 2018: 12,3%.

  Em 2009, o estado tinha 728 empresas no setor. Em 2018, eram 818. Esses são resultados da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) 2018, que o IBGE divulgou nesta semana.

Na mesma análise, o Maranhão (20,8%) teve o segundo menor crescimento proporcional da região: de 546 empresas, em 2009, para 660 em 2018. A Paraíba (97,7%) teve o maior salto percentual no período: de 576 para 1.139 empresas.

O aumento proporcional de novas empresas no Nordeste (52%) também está acima do percentual potiguar no período.

Conforme a pesquisa, a atividade de construção compreende a construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços especializados para a construção.

  Para identificar mudanças estruturais, a PAIC 2018 prioriza a comparação dos dois pontos extremos de uma série de dez anos: 2018 e 2009.

Valor de obras

O valor das obras, incorporações e serviços de construção do Rio Grande do Norte representa 7,6% do total do Nordeste. Essa participação ficou estável se comparada a 2009, quando o RN tinha 7,5% do total.

  Em números absolutos, o valor das obras potiguares totaliza R$ 3,5 bilhões em 2018. No Nordeste, esse valor é de R$ 47,5 bilhões.

SAIBA MAIS

 Dos nove estados do Nordeste, em sete deles houve diminuição do pessoal ocupado.

 O Rio Grande do Norte teve uma redução proporcional de 8% em 2018 frente 2009. São 2.247 trabalhadores a menos no período.

Na região, o número de pessoas ocupadas na construção aumentou somente na Paraíba (27%) e Ceará (8,6%) no período destacado pela pesquisa.

SALÁRIOS

  No Rio Grande do Norte, o valor total de salários, retiradas e outras remunerações cresceram 60%. Em 2009, o montante era de R$ 367 milhões. Em 2018, chegou a R$ 588 milhões.

  Todos os estados do Nordeste apresentaram crescimento, cinco deles acima do mercado potiguar: Paraíba (179%), Ceará (176%), Piauí (83%), Alagoas (82%) e Sergipe (71%). Embora tenha a maior expansão do valor total de salários no período, a Paraíba (R$ 533 milhões) registrou R$ 55 milhões a menos que o montante norte-rio-grandense.


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