Indústria têxtil e de confecção criou 70 mil empregos de janeiro a agosto

Airton Bulhões,

 Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), com base em informações do Caged, o setor registrou saldo positivo de 71.818 empregos formais de janeiro a agosto deste ano.

   Nos últimos 12 meses, tendo agosto como base, foram 102.658 (30.075 no segmento dos têxteis e 72.583 no de vestimenta).
  "Somente em agosto, geramos 10 mil postos de trabalho, de um total de 372 mil em todos os setores da economia, ou seja, 2,7% das vagas, índice maior do que nossa participação no PIB nacional", acentua o presidente da entidade, Fernando Valente Pimentel.

   A indústria têxtil e de confecção vai recompondo seu mercado de trabalho, que havia perdido 38.666 empregos em 2020.

   "Já superamos as perdas ocorridas no ano passado e agosto de 2021 é o melhor mês de agosto em dez anos, em relação a geração de postos formais de trabalho", afirma Pimentel.

SAIBA MAIS

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2021, em relação a igual período de 2020, a produção têxtil cresceu 30,9% e a de confecção, 27,6%. Nos últimos 12 meses, registrou-se avanço de 7,2% no primeiro segmento e queda de 10,8%, no segundo.

Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Valente Pimentel, esses números, assim como os dados do PIB nacional no primeiro trimestre, que surpreenderam positivamente, mostram haver espaço para retomada econômica este ano. 

  Pimentel observa que, já considerando o mês de abril, a produção do segmento têxtil apresenta desempenho muito próximo do patamar de 2019. A confecção, porém, ainda está bem abaixo do desempenho que apresentou no período pré-pandêmico.

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