Consultor do Banco Mundial sugere mais parcerias pelo setor produtivo interessado no Parque Tecnológico

Airton Bulhões,


  O  britânico  Bob Hodgson, consultor do Banco Mundial participou nesta quarta-feira em Natal   de reunião entre dirigentes de universidades, institutos de pesquisa, governo do estado onde foi feita uma  avaliação técnica do projeto Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX) que o Rio Grande do Norte vai implantar na Região Metropolitana de Natal, no município de Macaíba onde foram analisadas formas de financiamento.

 A proposta é promover uma intersecção mais forte entre o setor produtivo e a academia para impulsionar um ecossistema real de desenvolvimento socioeconômico acelerado por pesquisa e inovação.

  Os participantes do encontro - realizado por videoconferência - apontaram desafios, como a necessidade dessa intersecção, assim como as vantagens do PAX.   

  O Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX) começou a ser idealizado em 2018 no Rio Grande do Norte, por meio da articulação de diversos parceiros, e demandará R$ 75,26 milhões em investimentos.

Os recursos são previstos para cinco etapas de implantação, distribuídas entre os anos 2022 e 2040.

  Do valor global a ser investido, cerca de R$ 8 milhões, ou 10,62%, são esperados do Banco Mundial. O restante é previsto em  financiamento público e parcerias privadas.

  A expectativa é atrair empresas do Brasil e do exterior interessadas em tecnologias nas áreas de energia, saúde e indústria 4.0 - inicialmente âncoras do projeto - mas também em setores como aeroespacial, de cerâmica, minerais e cosméticos.

“O propósito principal do projeto é gerar mais desenvolvimento social e econômico”, disse a assessora da UFRN e coordenadora do PAX, Ângela Paiva, em  encontro com parceiros que precedeu a reunião com o consultor britânico. 

  Nesta terça-feira, Freitas Júnior, do ISD, reforçou, entretanto, que “a intersecção academia e setor produtivo é uma necessidade concreta para que o ecossistema de desenvolvimento catalisado por pesquisa e inovação aconteça”. 

“A contribuição do setor produtivo é essencial e o PAX funcionará como instituição articuladora desses interesses”, ressaltou  o diretor-geral do ISD, Freitas Júnior.

SAIBA MAIS


 “Um dos desafios que vejo é que Natal tem muitos recursos, mas fica na ‘periferia’. Como construir o interesse do setor produtivo, que não necessariamente está aqui agora no Rio Grande do Norte?”, apontou, Bob Hodgson  entre outras questões lançadas para reflexão de pesquisadores e dirigentes de Instituições que acompanhavam a reunião. 

“Em que áreas o Parque Científico e Tecnológico do Rio Grande do Norte deveria focar? O que ele pode acrescentar ao que universidades e institutos de pesquisa no estado já estão fazendo?”, foram outras perguntas dentro da análise inicial que fez do projeto.


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