Aumento na venda de cimento mostra que a economia reage e aponta crescimento de consumo

Airton Bulhões,


   

     Um dos principais termômetros nos itens para analisar o desempenho da economia está o consumo de cimento no País. Na segunda quinzena, o setor se deparou com uma queda de demanda causada pelo isolamento social e restrições de circulação.

  Em abril, primeiro mês cheio em plena pandemia, a indústria observou uma queda, mais amena que o previsto. A partir de maio veio a surpresa e o crescimento do setor que se estendeu a junho, um crescimento de 3,6% em relação ao primeiro semestre de 2019. Na fotografia de junho os números também foram positivos, com 5,2 milhões de toneladas, um aumento de 24,2% sobre o mesmo mês do ano passado.

   Hoje, esses vetores respondem por aproximadamente 90% do consumo no país e alavancaram as vendas do insumo no mercado interno, atingindo 26,9 milhões de toneladas.

   Ao se analisar a venda de cimento por dia útil em junho, de 228 mil toneladas, a curva também é crescente, com aumento de 7,7% sobre maio deste ano e de 16,1% em relação ao mesmo mês de 2019.

  As reformas seguem em ritmo chinês há mais de dois meses, conforme demonstram indicadores de vendas de lojas de materiais de construção¹.

  Esse fenômeno tem causa: o aumento do tempo de permanência das pessoas nos lares reforçou a necessidade de pequenas melhorias nas casas, que deixaram de ser apenas um lar para se transformar num local de trabalho e lazer, e as reformas e manutenções em estabelecimentos comerciais foram executadas, aproveitando a paralisação forçada.

O outro vetor são as obras de empreendimentos imobiliários retomadas pelas construtoras, como corroboram pesquisas do setor. Há registros, inclusive, do aumento de trabalhadores nos canteiros de obras.


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