RN recebe R$12,9 milhões para empreendedores através dos FNE

Airton Bulhões,

   Empreendedores e produtores rurais do Norte e do Nordeste já contrataram R$ 220,7 milhões das linhas emergenciais de crédito dos Fundos Constitucionais de Financiamento destas regiões – respectivamente FNO e FNE –, criadas para mitigar os impactos econômicos da pandemia de Covid-19. Foram disponibilizados, a partir de meados de abril, R$ 5 bilhões para as duas macrorregiões.

Na região Nordeste, foram movimentados R$ 6,4 bilhões nos últimos dois meses, sendo R$ 5,3 bilhões destinados ao atendimento de setores urbanos e outro R$ 1,1 bilhão para atividades rurais. Foram contratadas cerca de 810 mil operações no período.

Os empreendedores do Ceará acessaram R$ 17,9 milhões (236 contratações), enquanto os do Rio Grande do Norte movimentaram R$ 12,9 milhões (175 contratos). Na sequência, aparecem Paraíba, com R$ 13,5 milhões (170 acordos); Piauí, com R$ 11,9 milhões (164 operações); Maranhão, com R$ 11,1 milhões (146 contratos); Alagoas, com R$ 5,4 milhões (70 operações financeiras); e Sergipe, com R$ 4,4 milhões (59 financiamentos).

A maior parte dos financiamentos beneficiou o micro, pequeno e médio produtor, com R$ 4,6 bilhões para mais de 800 mil operações de crédito. Os empreendimentos de grande porte captaram R$ 1,6 bilhão em 163 contratos.

Os recursos são administrados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e concedidos por meio de bancos públicos: Banco do Nordeste e Banco da Amazônia. São R$ 3 bilhões destinados aos estados nordestinos, enquanto outros R$ 2 bilhões atendem o Norte.

“Os Fundos Constitucionais são instrumentos para fomentar a economia. Esse apoio, sobretudo em um momento assim, é ainda mais importante e garante fôlego financeiro a autônomos e pequenos comércios. É o olhar atento do Governo Federal para essas pessoas, sob orientação do presidente Jair Bolsonaro”, destaca o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

As concessões a partir do FNE Emergencial somaram R$ 164,4 milhões e 2.159 financiamentos até o dia 19 de maio. O maior volume de contratos foi na Bahia, onde foram firmadas 478 operações, com o valor de R$ 36,9 milhões. Em Pernambuco, foram R$ 30,1 milhões em 397 contratos.

Trabalhadores autônomos, pequenos comércios e cooperativas em municípios do Norte de Minas Gerais e parte do Espírito Santo, também na área de atuação do FNE, tiveram acesso a R$ 19,9 milhões em 264 contratos.

No Norte do País, até o momento, foram 722 operações de crédito realizadas em todas as unidades da macrorregião. Os valores concedidos pelo FNO Emergencial somam R$ 56,3 milhões. Lideram o volume de contratações os seguintes estados: Pará, com R$ 15,1 milhões em 186 financiamentos; Rondônia, com 172 operações e R$ 12,8 milhões para investimentos; Tocantins, com 132 contratos e R$ 9,3 milhões em recursos; Acre, onde 99 operações movimentaram R$ 8,3 milhões; e Amazonas, com 128 financiamentos que somaram R$ 7,8 milhões.

SAIBA MAIS

Ao todo, R$ 6 bilhões foram disponibilizados para operações emergenciais por meio dos Fundos Constitucionais de Financiamento. No Centro-Oeste, com total de R$ 1 bilhão para crédito, os contratos ainda serão viabilizados pelo Banco do Brasil, responsável pela operacionalização dos recursos do FCO – Fundo destinado à região.

A orientação do Governo Federal é de pulverizar as aplicações dos recursos chegando ao maior número de beneficiários e municípios possível.



Companhias aéreas amargam o pior resultado em abril desde 2000

Airton Bulhões,

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  Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC com dados compilados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) a demanda por voos domésticos teve queda de 93,09% em abril, em relação a igual  do ano passado, refletindo o agravamento do impacto da pandemia do novo coronavírus na aviação comercial brasileira.

  A oferta de assentos nos aviões recuou 91,35% na mesma comparação. Esses dois indicadores são os piores resultados mensais da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), iniciada em 2000. 

  Esse números atingem em cheio o turismo  brasileiro do setor que apostam passada a pandemia no Brasil a recuperação deste segmento vai demorar 6 meses para se ter um equilíbrio e 12 meses para recuperação total.

  A taxa de ocupação dos aviões ficou em 65,45% em abril, uma diminuição de 16,42 pontos percentuais na comparação anual, desempenho mais fraco desde junho de 2010. O volume de passageiros transportados em voos nacionais teve retração de 94,55%, para 399.558 pessoas, pior resultado mensal em 20 anos.

  Os  dados foram compilados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR). Incluem as operações de suas associadas (GOL, LATAM, VOEPASS/MAP) e trazem números agregados das demais empresas nacionais.

MERCADO INTERNACIONAL

 O transporte de passageiros para o mercado internacional, entre as companhias aéreas nacionais, caiu 98,13% em março, diante do mesmo mês de 2019. A oferta recuou 96,42% na mesma base de comparação.

  O aproveitamento dos aviões teve redução de 40,53 pontos percentuais, para 44,25%. Ao todo, foram transportados 9.210 passageiros, queda de 98,70%. Novamente, os piores desempenhos mensais para esses indicadores desde 2000.

CARGAS

A demanda por transporte aéreo de cargas no país recuou 66,86% em abril, em relação ao mesmo mês do ano passado. Para o mercado internacional, a retração foi de 58,80%.



Compras feitas pelos potiguares no varejo no RN está pulverizado em 31 municípios

Airton Bulhões,

   Uma pesquisa do IBGE mostra quais as cidades mais atraem pessoas para a compra - vestuário e calçados (grupo 1) móveis, eletrodomésticos e produtos de informática (grupo 2) no Rio Grande do Norte e quais as distâncias que os moradores percorrem para consumir esses produtos em outras cidades.

  O comércio de vestuário, calçados, móveis, eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos e de informática está concentrado em 31 municípios potiguares.

  A média de deslocamento de moradores do Rio Grande do Norte para esse tipo de compras era de 50 quilômetros no período pesquisado.


  Para adquirir roupas e calçados (grupo 1) a população potiguar se desloca para 24 polos, o que representa 14,4% dos municípios potiguares.

  Os dez maiores índices de atração do comércio de vestuário e calçados do RN são: 1º) Natal; 2º) Mossoró; 3º) Pau dos Ferros; 4º) Caicó; 5º) Currais Novos; 6º) Açu; 7º)Santa Cruz; 8º) Parnamirim; 9º) João Câmara; e 10º) São Paulo do Potengi.

  Quando se trata da compra de móveis, eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos e de informática (grupo 2), 27 municípios são considerados polo. Isso representa 16,2% do total de municípios.

  A ordem dos dez maiores índices de atração é: 1º) Natal; 2º) Mossoró; 3º) Pau dos Ferros; 4º) Açu; 5º) Caicó; 6º) Currais Novos; 7º) João Câmara; 8º) Parnamirim; 9º) Nova Cruz; e 10) Santa Cruz.

MÉDIA DE DESLOCAMENTOS

   Os potiguares se deslocam 49 quilômetros, em média, para a compra de roupas e calçados. Para adquirir móveis, eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos e de informática, a média é de 48 quilômetros.

  Muitos residentes de municípios polo também vão até outras cidades em busca do produto desejado.

  No estado, os moradores de Pau dos Ferros percorrem a maior distância média para comprar roupas e calçados: 268 quilômetros em média.

  Logo depois, as maiores distâncias percorridas são de pessoas residentes em Mossoró (228 km), Macau (175 km), Angicos (155 km) e Currais Novos (154 km).

  Para comprar móveis, eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos e de informática, os consumidores que percorrem as maiores distâncias em estão em: Mossoró (228 km), Caicó (223 km), Parelhas (190 km), Macau (175 km) e Angicos (155 km).

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Ceará e Maranhão são os mais chuvosos e o restante do NE tem 61,7% dos seus territórios com estiagem

Airton Bulhões,

    Segundo levantamento do Monitor das Secas da Fuceme (Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos) proporcionalmente, o Nordeste está com 61,7% de seu território com algum nível de estiagem.

  Os estados em situação mais confortável, isto é, que apresentaram maiores percentuais de suas áreas sem seca relativa, são o Maranhão (72,1%) e o Ceará (69%). Este último, inclusive, apresentou o trimestre - fevereiro a abril - mais chuvoso em 11 anos

 “O Monitor mostra que grande parte do Ceará atingiu uma condição de normalidade, com exceção da parte central, que ainda está sob seca fraca. Quando nós olhamos as precipitações de janeiro até agora, percebemos que esta área é a que teve totais menos significativos em relação às outras do estado”, comenta o presidente Funceme, Eduardo Sávio.

A situação mais crítica está no interior do Nordeste, correspondendo à grande parte da Bahia, onde estão áreas classificadas em seca grave. Lá, 89,7% do território está com alguma das categorias de seca.

  Em relação ao mapa do Monitor de Secas de março, todas as áreas apresentaram melhorias, seja reduzindo os níveis de seca ou ficando relativamente sem ela.

SAIBA MAIS

  Apesar das chuvas, o Nordeste ainda tem 143 dos seus principais 530 açudes com volume abaixo dos 30%, se acordo com dados atuais da Agência Nacional das Águas (ANA).

  No Ceará, o Castanhão, maior reservatório da América Latina, está com apenas 15,7% de sua capacidade total. Conforme a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), dos 155 reservatórios monitorados no estado, 40 estão sangrando, mas 50 estão com volume abaixo dos 30%.

foto: redegn.com.br

Consumidores fazem crescer 93,4% compra de bebidas em casa com a chegada da pandemia

Airton Bulhões,

   Com o isolamento social provocado pela pandemia de Covid-19 em todo o país, consumidores transferiram o bar para dentro de casa: a venda de bebidas alcoólicas subiu 93,9%, com 248,9 mil compras realizadas.

  Os números são do Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, que analisou o consumo de 24 de fevereiro (chegada do Coronavírus ao Brasil) a 3 de maio e comparou os resultados com o mesmo período de 2019.

  Além de comprarem mais, consumidores também estão gastando valores mais elevados por pedido. O tíquete médio analisado pela companhia é de R$ 310,70, valor 4,3% maior do que o mesmo período do ano anterior.

 Se depender das compras pela internet, o faturamento do setor vai de vento em popa: no período, atingiu R$ 77,3 milhões, aumento de 102,4% em relação ao mesmo período de 2019.

“Após várias semanas de quarentena, muitos consumidores estão deixando de utilizar a internet apenas como alternativa para compra de produtos de uso diário para definitivamente adotar este canal para o ‘novo normal’ explica André Dias, diretor executivo do Compre&Confie.

  Será natural também que produtos perecíveis e bebidas alcoólicas passem a fazer parte da lista de compras online dos brasileiros. O comportamento também pode ser reforçado por questões psicológicas desse período, como o aumento da sensação de incerteza e ansiedade.

SOBRE A COMPRE&CONFIE

O Compre & Confie faz parte da E- Confy, empresa que pertence a CLSS Participações, holding multinacional controladora de empresas como: ClearSale, Lomadee e Send4.

Com foco no varejo, indústria e mídia, o Compre & Confie oferece uma metodologia de captura de dados de vendas online em tempo real para que seja possível acompanhar as vendas no comércio eletrônico de maneira muito precisa. Além disso, os varejistas online são beneficiados com um selo de reputação, obtido pela avaliação dos consumidores online.

foto:midiamax.com.br

Supermercados Extra, Pão de Açúcar, Assaí aceitam cartão de auxílio emergencial para pagamentos

Airton Bulhões,

      Desde o último sábado os beneficiários do auxílio emergencial concedido pelo Governo Federal podem utilizar o cartão de débito virtual Caixa Elo, disponibilizado aos que não possuem conta em banco, para compras nas lojas físicas das redes Extra, Pão de Açúcar e Assaí Atacadista em todo o País.

  A nova modalidade de pagamento poderá ser utilizada em todos os formatos alimentares e de medicamentos das redes, que incluem Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar, Pão de Açúcar Drogaria, Extra Hipermercados, Extra Supermercados, Mercado Extra, Mini Extra e Drogarias Extra, além das lojas dos Assaí Atacadista.

  A medida terá vigência enquanto o auxílio continuar sendo disponibilizado à população e traz uma alternativa de abastecimento para os consumidores, facilitando o momento de compras.

  O método de pagamento não valerá para os serviços de e-commerce e postos de combustível das bandeiras.

  As bandeiras firmaram parceria com a Cielo, que adaptou um modelo de maquininha para aceitar o pagamento com o cartão de débito virtual. A iniciativa, além de oferecer novas opções de compra para os que desejam utilizar o benefício para abastecer a despensa, reduz a necessidade de deslocamento até uma agência da Caixa para sacar os recursos. 

  Juntas, as redes Extra, Pão de Açúcar e Assaí oferecem mais de mil pontos de venda em todo o País.

Para utilizar o cartão virtual em uma das lojas físicas das redes, o beneficiário deverá gerar um código diretamente pelo aplicativo Caixa Tem e digitar os dados na maquininha da Cielo, no caixa. A transação é finalizada em segundos.



Pesquisa mostra que 46 mil pessoas perderam seu emprego no RN no início de 2020

Airton Bulhões,

  Segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE no Rio Grande do Norte, 46 mil pessoas perderam seu emprego  (sem emprego formal nem informal) no início de 2020.

  Esse é o maior crescimento no estado para um primeiro trimestre desde que a PNAD) foi criada em 2012.

  Das oito unidades da federação com diminuição de empregados sem carteira assinada no setor privado, o Rio Grande do Norte apresentou uma queda de 14,2% no primeiro trimestre de 2020 se comparado com último de 2019.

  A segunda maior queda do País de empregados sem carteira assinada no primeiro trimestre de 2020.

  O estado potiguar registrou 237 mil desocupados no primeiro trimestre de 2020, enquanto que no último trimestre de 2019 havia 191 mil.

  Em relação a todos os outros trimestres, o crescimento é o terceiro maior da série histórica do RN.

  No total, o estado potiguar registrou 237 mil desocupados no primeiro trimestre de 2020, enquanto que no último trimestre de 2019 havia 191 mil. Em relação a todos os outros trimestres, o crescimento é o terceiro maior da série histórica do RN.

  A alta de 24% de desocupados nesse período também é a quinta maior entre as unidades da federação. Apenas Mato Grosso (34,4%), Maranhão (32%), Alagoas (25%) e Tocantins (24,6%) superam o estado potiguar. No Brasil, 12 unidades da federação cresceram neste aspecto.

  O número de desocupados no trimestre de janeiro a março de 2020 representa 15,4% das pessoas que estão na força de trabalho no RN. Também é a terceira vez que a desocupação ultrapassa o nível de 15% no estado.

SAIBA MAIS

Região Metropolitana de Natal

Do total de 237 mil pessoas desocupadas, 110 mil moram na Região Metropolitana de Natal e 62 mil no município capital. A taxa de desocupação da Grande Natal foi de 14,4%, e da capital, 13,8%.

Jovens

A taxa de desocupação dos jovens potiguares, de 18 a 24 anos, chegou a nível recorde: 36%, o maior desde 2012. Nesse grupo, a taxa era 30% no último trimestre de 2019. A quantidade de desocupados nessa faixa de idade variou de 61 mil, no final de 2019, para 81 mil nos primeiros três meses de 2020.

Informalidade

  No RN, 45% dos trabalhadores estão na informalidade, a menor taxa do Nordeste. Esse percentual representa 586 mil pessoas. Pernambuco (48%) tem a segunda menor taxa da região. Na liderança da informalidade, está o Maranhão (61,2%).

  São considerados trabalhadores informais aqueles que atuam no setor privado e não possuem carteira assinada; empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem CNPJ; trabalhador por conta própria sem CNPJ; e trabalhador familiar auxiliar.



Contra lockdown, Fiern, Fecomércio, Fetranspor, Faern e Sebrae se associam em ação judicial

Airton Bulhões,

  Contra o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde RN) associados ao  governo do Rio Grande do Norte e Município de Natal se juntam a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN, em conjunto com as Federações das Indústrias, Federação de Empresas de Transportes, Federação da Agricultura e o Sebrae RN onde é pedido ao Estado e Município que Município sejam obrigados a decretar, de forma imediata, por no mínimo 15 dias, o lockdown como medida de distanciamento social, em Natal e em toda a região metropolitana.

  A ação foi protocolada na 5ª Vara da Fazenda Pública do RN, um pedido para serem habilitados como assistentes simples na ação proposta pelo Sindsaúde.  

  Sendo o pedido de habilitação aceito, as entidades poderão atuar como assistentes do Governo e a Prefeitura de Natal para que não seja decretado o lockdown, podendo inclusive, recorrer, impugnar e contestar durante o processo.

  Para validarem a participação como assistentes, as entidades alegam que, além de representarem quase que a totalidade da classe produtiva do Estado, ainda fomenta a atividade econômica, gerando emprego e renda.

  Alegam as entidades empresariais que o bloqueio total trará graves prejuízos para toda a sociedade, em especial às micro e pequenas empresas e aos microempreendedores individuais que estas entidades representam.

  Somente é aceito como assistente o terceiro que demonstrar estar sujeito a ser afetado juridicamente pela decisão a ser proferida em processo do qual não participa.

O lockdown, que é a forma mais rígida do distanciamento social, é uma imposição que significa bloqueio total. É recomendado pela Organização Mundial de Saúde quando há o aumento da curva de contágio e existem evidências de que o sistema de saúde não irá conseguir atender à demanda.

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Ministério do Turismo libera R$ 5 bilhões em linhas de crédito para bares e restaurantes

Airton Bulhões,

    O Ministério do Turismo está anunciando empréstimo fácil para bares e restaurantes (além de outras empresas da área do turismo, como agências e guias), com juros de menos de 1% ao mês e até 12 meses de carência para pagar.

No total, R$ 5 bilhões serão disponibilizados para os estabelecimentos e demais empresas do turismo, setor mais atingido pela crise.

  O anúncio de novas linhas de crédito pelo Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, trouxe novo alento para o setor, que foi pego em cheio pela crise do covid-19.

   A Medida Provisória 963, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro na semana passada, visa dar suporte para que os estabelecimentos consigam atravessar este momento e manter os empregos durante a pandemia.

   Em vídeo anunciando a medida, o ministro fala da Abrasel e da importância da medida para os bares e restaurantes.

  Com estabelecimentos que têm queda de faturamento de até 100% em várias cidades, o setor de alimentação fora do lar vê a medida como uma importante iniciativa em meio à crise.

  "Já estamos perdendo muitos empregos. A medida vem em boa hora, principalmente porque os micro e pequenos empresários têm opções reduzidas de crédito nos grandes bancos", diz Paulo Solmucci, presidente da Abrasel. "Em uma recente teleconferência com o ministro, abordamos o assunto, que muito nos preocupa. Ele nos prometeu novidades para breve e cumpriu a palavra", completa.

SAIBA MAIS

O Ministério do Turismo deve detalhar em breve todas as condições para o crédito em sua página na internet: www.turismo.gov.br.



Comércio do RN tem queda de vendas de 6,4% em março e de serviços 18,5% a maior do Brasil

Airton Bulhões,

    O varejo no Rio Grande do Norte teve um desempenho de - 6,4% na comparação de março com fevereiro de 2020. Somente Bahia (- 9,7%) e Ceará (- 11,8%) tiveram quedas mais acentuadas que o RN.

O volume de vendas do varejo de todos os estados do Nordeste diminuiu mais que a média nacional (- 2,5%). O cenário de retração ocorreu em todas as unidades da federação, exceto São Paulo (0,7%).

Em relação a março de 2019, o volume de vendas potiguar teve redução de 6,9% em março de 2020, maior que a média do Brasil (- 1,2%).

Na publicação PMC de março de 2020, o IBGE assinala também o impacto do isolamento social no comércio no país. “Com isso, 43,7% dos relatos de justificativa da variação de receita das empresas da amostra cita o coronavírus como principal causa de modificação no valor das vendas”, destaca o Instituto.

  Segundo pesquisa  Mensal de Serviços (PMS) o volume de serviços no Rio Grande do Norte diminuiu 18,5% em março se comparado a fevereiro, a maior queda entre as unidades da federação segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

  No mesmo sentido, o varejo potiguar teve uma queda de 6,4% na comparação de março com fevereiro de 2020, conforme a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). Os dados foram divulgados, respectivamente, nos dias 12 e 13 de maio pelo IBGE.

          O resultado dos serviços é o mais negativo da série histórica para o estado, que iniciou em 2011. No mês de março, o volume de serviços teve retração em 24 unidades da federação se comparado ao mês anterior. A média do Brasil foi - 6,9%, também a maior redução da série da PMS.

               A segunda maior queda estadual ocorreu em Mato Grosso (-12,7%). Na região Nordeste, o volume de serviços teve queda em oito estados, Pernambuco (- 8,7%) teve a segunda maior redução, perdendo apenas para o estado potiguar.

Na publicação PMS de março de 2020, o IBGE ressalta que os resultados negativos foram gerados, em grande parte, pelas medidas de isolamento social com intuito de conter o contágio de covid-19. “Os impactos observados sobre as empresas do setor de serviços foram sentidos, especialmente, no último terço do mês de março, quando começaram as paralisações”.

          Na comparação com março de 2019, o Rio Grande do Norte apresentou queda de 12,4%, atrás apenas do Amapá (- 13,2%). Ambas superiores à média brasileira (- 2,7%). Nessa análise, a redução do volume de serviços ocorreu em 23 unidades da federação.

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Pesquisa mostra os novos hábitos de consumo do brasileiro durante e após o isolamento social no país

Airton Bulhões,

      A Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de mercado, em parceria com aIndico, plataforma de dados, levantou um estudo entre os dias 17 e 18 de abril, com mais de 3 mil brasileiros que mostra a grande mudança que o consumo está sentindo e irá sentir após pandemia.

  Após a quarentena 88,4% dos brasileiros pretendem comprar menos por impulso, pensando mais no que vai gastar. E isso vale também para marcas famosas e queridinhas dos consumidores, pois 72,2% afirmam que estão menos dispostos a pagarem mais caro por um produto só por ser de uma marca famosa que gostam.

  A conta já aparece para a maioria dos brasileiros, em que 64,8% dos entrevistados já sentiram o impacto negativo do isolamento em seus ganhos financeiros.

  Já para 32,5%, os ganhos financeiros permaneceram os mesmos. E para uma minoria de 2,7%, os impactos desse novo momento foram muito positivos.


Mais da metade dos brasileiros, 53,7%, têm evitado qualquer tipo de compras desnecessárias, enquanto 34,7% têm medido melhor a necessidade de uma compra.TmZBGt9.jpg

  Uma minoria (5,6%) está apenas aguardando para retomar seus hábitos de compra, e para 6,2% ainda nada mudou.

 
  Quase metade dos brasileiros (45,3%) diz pretender gastar menos com o carro depois do fim do isolamento. Já os gastos com viagem devem crescer para 29,1% dos entrevistados.

  Dos 15 segmentos analisados, o mercado Pet se mostra o menos afetado por cortes no futuro: apenas 10,7% pretendem reduzir seus gastos com bichinhos em relação a antes da pandemia. local ganha espaço na visão dos entrevistados e 61,5% deles estão mais dispostos do que antes a pagar um pouco mais caro por um produto que ajude a sua região ou cidade.


"A restrição de mobilidade trouxe um novo olhar das pessoas para os bairros onde residem, pois antes elas só circulavam por seus bairros pela manhã ou no retorno ao trabalho onde quase tudo já estava fechado. Agora elas passaram a conhecer o pequeno restaurante local, mercadinho da rua, ou entregador de água, e criou-se um laço que provavelmente será mantido após o confinamento" diz Marcelo Beccaro, responsável pela pesquisa, e fundador da Hibou.

SAIBA MAIS

  Para 31,9% dos brasileiros, até o dia 15 de março, o shopping era o local preferido para as compras. Após o isolamento, ainda sem data definida, 40% dos brasileiros disseram que querem criar uma nova rotina que mistura um pouco de tudo, e 31,2% querem valorizar mais o comércio de seus bairros.

  Para 17,7% a compra pelo digital será sua definitiva primeira opção.

O brasileiro acredita que as marcas têm importante papel que vai além de seus produtos e serviços e esperam delas atitudes. 95,9% valorizará aquelas conscientes.

  74,62% dos entrevistados notaram alguma grande marca tomando atitudes relevantes neste momento de pandemia. As mais citadas foram: Ambev, Itaú, Magalu, Boticário, Ypê, Americanas, Seara, Natura e Bradesco.



Carrefour tem aumento de 12,5% nas vendas brutas no primeiro trimestre do ano

Airton Bulhões,

    Com ou sem a pandemia do Covid-19 o grupo Carrefour Brasil manteve seu sólido desempenho no primeiro trimestre de 2020, com vendas brutas totalizando R$15,9 bilhões. 

  O Carrefour inaugurou quatro lojas do Atacadão e uma da bandeira Market, no primeiro trimestre do ano. Até o final de março, o grupo Carrefour Brasil já somava 698 unidades em toda sua rede.

  O crescimento foi de 12,5% (ex-gasolina), em comparação ao mesmo período no ano passado. O Ebitda ajustado aumentou 6,9%, atingindo R$ 1,1 bilhão, sustentado pelo bom momento pré-pandemia, diluição dos custos e margem resiliente de 7,7%. 

  A companhia registrou ainda lucro líquido ajustado de R$ 401 milhões, no período. Os resultados refletem a sólida estratégia da companhia, diante dos desafios impostos, aos negócios e aos consumidores, pela disseminação da pandemia do novo coronavírus.

  No primeiro trimestre, as vendas em mesmas lojas (ex-gasolina) registraram alta de 7,6% e a estratégia de expansão do Atacadão e nos formatos de proximidade nos últimos 12 meses resultaram em um crescimento adicional de 4,3%.

  O crescimento, que já apresentava tendências positivas nos dois primeiros meses do ano em todos os formatos, foi intensificado nas duas últimas semanas de março que apresentou alta de 20,9% devido às medidas de isolamento social que levou os brasileiros a comprarem mais produtos básicos nesse período. 

  No primeiro trimestre, o crescimento apresentou uma combinação bastante equilibrada em sua composição: sendo 8,9% o crescimento no Varejo (9,8% incluindo efeito calendário) e 7% no Atacadão (8,2% incluindo efeito calendário). O e-commerce teve um desempenho muito expressivo durante o trimestre, com um aumento de 235% do GMV alimentar, em comparação com o primeiro trimestre de 2019.

Segundo Noël Prioux, CEO do Carrefour Brasil, "a companhia apresentou desempenho de vendas muito sólido em um trimestre marcado por um ambiente atípico e sem precedentes, associado à disseminação da pandemia da Covid-19. O crescimento das vendas reflete nossa capacidade de atender um aumento da demanda em março em todos os formatos e canais. Registramos uma rentabilidade muito resiliente, apesar de maiores custos”

SAIBA MAIS

  Durante a pandemia causada pela Covid-19, o  Carrefour Brasil implementou rapidamente um conjunto de medidas abrangentes com o objetivo de assegurar a segurança de seus colaboradores e clientes. 

  Destaque para contratação de 5.000 novos colaboradores para fortalecer as equipes de lojas, CDs e e-commerce, que foi fortemente demandado, devido à mudança de hábitos dos consumidores.

  Além disso, a companhia anunciou a doação de R$ 15 milhões em cestas básicas para apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

  A rede também iniciou o movimento Compra Solidária, para arrecadar doações de clientes e colaboradores, além de apoiar o projeto Máscaras Solidárias, beneficiando mulheres de baixa renda.



Nísia Floresta ganha caixa eletrônico do Banco24 Horas

Airton Bulhões,

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 O Banco24Horas chega a Nísia Floresta. O caixa eletrônico multibanco pode ser encontrado no Posto de Gasolina Nísia, localizado na Rod. RN-002, s/n - Centro.

  Os moradores e visitantes da cidade podem contar com mais facilidade e comodidade para realizar operações bancárias.

  No Banco24Horas, a população tem acesso a saques, consultas de saldo, emissão de extrato, pagamento de contas, a possibilidade de sacar o "coronavoucher", entre outras transações, sem pagar nada a mais por isso.

  São mais de 100 instituições financeiras conectadas em um único ponto de atendimento. Entre eles estão Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander.

  Mais de 23 mil Banco24Horas podem ser encontrados em locais como supermercados, padarias, shoppings e postos de gasolina em todo o Brasil.

  Eles contribuem para o acesso da população bancarizada, desenvolvimento das cidades e aumento do fluxo de clientes e de vendas nos locais em que estão presentes. Os caixas eletrônicos ficam disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana (conforme o horário de funcionamento dos estabelecimentos onde estão instalados).

SAIBA MAIS

  O cliente bancário de conta corrente pessoa física conta com saques sem tarifa todos os meses no Banco24Horas. O número de saques é definido no momento da contratação do pacote mensal da conta pelo cliente com sua instituição.

  Para aqueles que não contrataram um pacote, o Banco Central, por meio da resolução 3.919/2010, determina o benefício de 4 saques sem tarifa por mês, considerando a soma das operações realizadas nos canais do banco e no Banco24Horas.



A nova queda da Selic para 3% afeta o crédito imobiliário?

Airton Bulhões,

reHUzZ5.jpgComo fica o cenário para os financiamentos imobiliários em meio à pandemia do novo coronavírus e levando em conta as sinalizações do Banco Central e de analistas de que a taxa básica de juros pode cair ainda mais, chegando a 2,25%? Como avaliar se esse é um bom momento para encontrar a melhor oferta?

  A Melhortaxa - maior plataforma digital de crédito imobiliário do país - registrou, no último mês de abril, um aumento de 55% nos pedidos de crédito imobiliário feitos em sua plataforma em relação a março.

  Rafael Sasso, cofundador da fintech, analisa a seguir as oportunidades para o sonho da casa própria, o bom momento para a portabilidade para quem já tinha tomado um crédito mais caro no passado e as possíveis movimentações das instituições financeiras.

MARGEM DE PARA QUEDA DO JURO IMOBILIÁRIO É GRANDE

"A nova Selic a 3% ampliou para 4,51 pontos percentuais a sua diferença em relação à taxa média de crédito imobiliário efetivamente praticada pelos grandes bancos, que está em 7,51% com base nos contratos fechados por intermédio da nossa plataforma", conta Sasso.

  "Essa diferença era de 2,56 pontos percentuais em novembro de 2019, quando a nossa média estava em 7,56% enquanto a Selic marcava 5%. "Quer dizer que a diferença hoje é bem grande, o que teoricamente pressionaria os bancos a melhorar as condições do financiamento imobiliário. Todavia, essa reação não deve ser imediata, demorando um pouco mais por conta do clima de incerteza provocado pela Covid-19".

"De toda forma, as taxas atuais já são as mais baixas vistas no mercado imobiliário, o que favoreceu o aumento da capacidade de compra dos tomadores, mesmo nesse ambiente de incerteza. Acredito que nos próximos meses, com a retomada da economia pós-pandemia, há maior probabilidade de um repasse mais forte para as taxas de crédito imobiliário", acrescenta o cofundador da Melhortaxa.



Banco do Nordeste atende setor de serviços com financiamento a taxa de 2,5% ao ano

Airton Bulhões,

  O Banco do Nordeste está ofertando crédito a empreendedores de sua área de atuação, em condições especiais, em decorrência da pandemia de Covid-19.

  É possível financiar investimentos e capital de giro, com taxa de 2,5% ao ano e possibilidade de carência até 31 de dezembro deste ano.

O Banco também está suspendendo as parcelas de financiamentos, vencidas e vincendas entre 7 de janeiro e 31 de dezembro deste ano, ficando essas parcelas a serem pagas a partir de 2021, de acordo com a característica de cada operação.

  A oferta de crédito tem como foco especial empreendimentos comerciais e de serviços. Podem solicitar o financiamento pessoas jurídicas que desenvolvem atividades produtivas não rurais, incluindo cooperativas. Com essas ações, o Banco do Nordeste atua para recuperar e preservar tais segmentos econômicos.

SAIB MAIS

  Se a necessidade do empreendedor exige investimentos em construções, aquisições de bens de capital e serviços e, também, capital de giro associado, os limites são de até R$ 200 mil, de acordo com o perfil do cliente.

  O prazo para pagamento é de até 12 anos, com possibilidade de carência até 31 de dezembro de 2020. Para concessão do financiamento para investimentos, faz-se necessário comprovar que o recurso será destinado a enfrentamento do contexto de calamidade gerado pela disseminação da Covid-19.



Empresários pedem ao governo federal para venderem créditos tributários ao BC

Airton Bulhões,

  

  Os 100 líderes empresariais que integram a LIDE - Grupo de Líderes Empresariais do Rio Grande do Norte força representativa do setorrealizaram uma videoconferência com o deputado federal, General Girão (PSL/RN)  pleito emergencial ao Ministério da Economia solicitando autorização das empresas venderem cré ditos tributários ao Banco Central, ação que aliviaria a  situação financeira neste momento.

  O deputado federal General Girão (PSL/RN) também se prontificou a encaminhar as prioridades do projeto MAIS RN, construído pela Federação das Industrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), para o PRÓ BRASIL, plano que será lançado pelo Governo Federal com previsão de investimentos na infraestrutura dos Estados.

  “Vamos priorizar a conclusão das obras inacabadas. Mas vamos levar também as principais demandas da pauta econômica potiguar para incluir no plano”, comprometeu-se o deputado Girão RN, ressaltando ainda a sua atuação em favor das obras hídricas.

 O General Girão criticou também as medidas radicais de isolamento pelo governos estaduais e  alertou para os danos na economia. Ele se comprometeu em levar projetos prioritários do Estado do RN para o PRÓ BRASIL



Inadimplência de pessoa física deve ficar em 5.52% para abril

Airton Bulhões,

    Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR). A taxa de inadimplência de pessoa física deve ficar com média estimada de 5,52% para o mês de abril.

  O valor implica em um aumento de 0,45 p.p. em relação ao valor real de fevereiro de 2020 e de 0,13 p.p. em relação ao valor estimado para março de 2020.

  De acordo com Claudio Felisoni de Angelo, economista e presidente do IBEVAR, levando em conta a expectativa de reversão de tendência dos atrasos devido à restrição imposta ao comércio, com o cenário de coronavírus, é razoável esperar uma taxa de inadimplência entre a média prevista para o intervalo (5,52%) e o limite superior (5,68%) para o mês de abril de 2020.

  Já para o mês de maio, espera-se uma taxa de 5,85% na inadimplência, podendo variar entre o intervalo de 5,69% e 6,01%.

SAIBA MAIS

  O IBEVAR - Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo - é  uma instituição sem fins lucrativos, que se propõe a produzir conteúdo no setor de Varejo & Consumo, promover networking entre executivos que atuam nessa área e gerar negócios entre os participantes. 



Fecomercio espera pela reabertura de lojas e cadeia econômica do RN a partir de 20 de maio

Airton Bulhões,

     O presidente da Federação do Comércio do RN, Marcelo Queiroz espera que a retomada das atividades comerciais e da indústria e toda cadeia econômica possa ser iniciada no vencimento do atual decreto estadual, ou seja, a partir de 20 de maio.  Nesta terça-feira em vídeo-conferência com a governadora, Fática Bezerra foram apresentadas as  propostas elaboradas pelas entidades empresariais.

  O Plano de Retomada Gradual da Atividade Econômica do Rio Grande do Norte é uma proposta de planejamento estratégico, por intermédio do Mais RN, que sugere uma agenda para ações consideradas como pré-requisito para a recuperação econômica do Estado.

  A ideia prevê a retomada gradual das atividades consideradas não essenciais, e apresenta uma proposta em três etapas e outra em quatro etapas, com intervalos de 10 a 15 dias entre uma e outra, e que podem variar de acordo com o acompanhamento da curva de contaminação pelo Covid-19 no Rio Grande do Norte.

  O modelo em três etapas  reabririam primeiro os restaurantes, bares, lanchonetes e food parks com a frota de transporte público sendo aumentada em horários de pico.

  Na segunda etapa, seriam retomadas com a  reabertura dos Shopping Centers e parques em geral.

   Na terceira etapa, passariam a funcionar cinemas, teatros, casas de eventos, shows, espetáculos e academias.

  O quarto bloco teria a liberação dos cinemas, teatros, casas de eventos, shows e espetáculos em geral. As escolas da rede pública e privada, com as universidades e creches só voltando às atividades normais no segundo semestre.

  A proposta prevê ainda que os estabelecimentos passem a funcionar em horários alternados para diminuir a possibilidade de aglomeração e a concentração de pessoas em paradas ou circulando por meio do transporte coletivo com as empresas mantendo a modalidade de home office quando possível  e a efetiva e comprovada implementação de medidas de prevenção nos locais de trabalho destinadas aos trabalhadores, usuários ou clientes.

  Foram apresentados protocolos específicos de distanciamento social no trabalho; para se algum funcionário testar positivo para o Covid-19; para creches e escolas; fábricas; escritórios; para o setor lojista; no transporte público; setor de alimentação; salões de beleza, estéticas e correlatas; e Shoppings Centers entre outros.

  “Esperamos ver os números da doença no RN regredirem e, principalmente, serem abertos novos leitos de UTI para atender nossa população, acredito que poderíamos estar com a terceira e última etapa de retomada da nossa atividade econômica já em curso até o final de junho”, salientou Marcelo Queiroz..

“Ninguém vai sair desta crise sozinho, neste momento é importante a união. Nossos técnicos trabalharam com muita dedicação neste plano que envolve a questão de saúde pública, mas também os problemas econômicos e as dificuldades financeiras das empresas”, disse Amaro Sales.

  A governadora informou que o plano será analisado pela Casa Civil e pelas áreas econômicas e de saúde do governo e pelo comitê de especialistas que foi formado e está sendo consultado sempre que são tomadas decisões relacionadas ao enfrentamento da pandemia de Covid-19, mas não deu nenhuma esperança.

SAIBA MAIS

  Participaram os presidentes da Federação das Indústrias do RN, Amaro Sales; Fecomércio, Marcelo Queiroz; Federação dos Transportes do Nordeste, Eudo Laranjeiras e da Federação da Agricultura, José Vieira.

  Grupos de trabalho com representantes de suas equipes técnicas das entidades empresariais, além de representantes das secretarias de Tributação e de Desenvolvimento Econômico do RN,  Agência de Fomento do RN e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, assessorado pela Thémata Consultoria.



Varejo tem queda nas vendas de 37,1% em doze meses segundo índice de pesquisa do Santander

Airton Bulhões,

    A Getnet empresa de tecnologia do Santander especializada em soluções digitais de meios de pagamento, lançou o IGet, índice que reflete o desempenho do comércio varejista brasileiro a partir do volume de transações de estabelecimentos que utilizam suas máquinas de cartões.

O primeiro resultado divulgado, referente ao último mês de março, reflete o forte impacto das ações de isolamento social sobre o varejo em estados e municípios brasileiros. A queda na comparação mês a mês foi de 25,1%, e de 37,1% em 12 meses.

  “Os resultados mostram que as ações necessárias ao enfrentamento da pandemia causaram um baque sobre o varejo nas últimas semanas de março, mas em abril já vemos uma reação nas transações online, que vêm superando nossas expectativas", adianta Pedro Coutinho, CEO da Getnet.

  A plataforma de e-commerce está apta a aceitar transações do Coronavoucher, estimulando vendas e dando liquidez aos pequenos negócios que são os mais afetados pela situação atual.

O Índice Getnet Ponderado (IGetp), que atribui aos desempenhos setoriais os mesmos pesos da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE, sinalizou queda mensal de 16,4% em março, ou 18,8% no ano.

  A diferença de ponderação entre as duas pesquisas se deve ao fato de que os setores utilizam o cartão como meio de pagamento em diferentes proporções.

  No conceito de varejo restrito (limitado a seis categorias, como na PMC), o IGetp aponta retração mensal de 16,4%, enquanto o ampliado (incluindo Materiais de Construção e Veículos) indica queda de 24,8%, descontados os fatores sazonais.

 Com base nos dados do IGet, o Santander projeta um resultado de -7,0% para o varejo restrito, na pesquisa do IBGE, e de -16,2% para o conceito ampliado.

"O IGet é um indicador coincidente, ou seja, tende a acompanhar o índice oficial, mas nos fornece uma leitura antecipada a partir de uma base privilegiada, que tende a refletir cada vez mais o comportamento real da economia, na medida em que os meios de pagamento eletrônico crescem na preferência dos consumidores", explica o economista Lucas Nobrega Augusto, do Santander Brasil.

SAIBA MAIS

O índice leva em consideração mais de 47 mil estabelecimentos que utilizam (de forma recorrente) a Getnet como meio de pagamento desde dezembro de 2015, de diferentes tamanhos, segmentos e regiões, de modo a representar todo o perfil de clientes do País.



Com prejuízos de R$ 14 bilhões entidades do turismo fazem carta aberta ao governo e Hotel Thermas fecha

Airton Bulhões,

mostrando o colapso iminente 

  Presidentes de oito entidades nacionais representativas do turismo nacional em carta aberta  ao governo federal  questionam que apesar do socorro aos empresários de turismo  o estrago será grande, além de fazerem sugestões

   Nesta sexta-feira Dia do Trabalhador o Hotel Thermas  tradicional da cidade de Mossoró  do Rio Grande do Norte fechou suas portas, demitindo 230 funcionários, sem datar para retornar. 

   Na carta presidentes  chamam a atenção:  “ Sem resorts, hotéis, parques e atrações turísticas, será que existirá turismo no país? O que acontecerá com tantas pessoas e destinos inteiramente dependentes desta atividade?

  Sem produtos e serviços do turismo, como se dará a retomada das companhias aéreas, o que será das locadoras de automóveis, e dos congressos, feiras e eventos? É possível trazer muitas provocações a respeito das consequências da não sobrevivência do setor.

  Mas, talvez, a mais importante indagação em um país continental e diverso como o Brasil é: qual seria o setor econômico substituto do turismo capaz de gerar o efeito multiplicador e descentralizado para a economia?

  O Governo Federal trouxe soluções importantes para uma fase de contenção dos efeitos negativos da pandemia e vários setores produtivos foram contemplados por meio da MP 936.  

  No entanto sabemos que há setores que, mesmo impactados, ainda continuam produzindo. Esse não é o caso do turismo”

  Alegam que essa indústria foi a primeira e será a última a retomar sua normalidade.

  No Brasil, até o momento, já foram  computados R$ 14 bilhões de prejuízos no setor de Turismo desde o início da crise, 295 mil demissões, impactando 571 atividades econômicas dependentes do segmento de viagens.

  O efeito dominó diante da paralisação da atividade turística de lazer e de negócios pode levar à falência não apenas de empresas, mas também de inúmeros municípios espalhados pelas cinco regiões do país que tem suas atividades diretamente ligadas ao setor. Medidas transversais foram cruciais, mas não serão suficientes!

  “É o momento do Governo Federal  dar prioridade para o turismo, onde o motor da atividade: resorts, hotéis e parques, necessitam de um auxílio adicional para sobreviverem. Já estão na UTI! Precisam de “respiradores” e um remédio de uso contínuo por 03 anos para conseguir sua alta, ou seja, recuperação completa”.

  Atestam que a  solução para passar da etapa de sobrevivência e chegar ao momento da recuperação depende principalmente de três movimentos que devem acontecer paralelamente: o primeiro é a prorrogação da suspensão do contrato de trabalho (MP 936) para o turismo, cuja retomada é mais lenta); o segundo é a liberação imediata de crédito para pequenas, médias e grandes empresas do setor e, por fim, mas não menos importante, criar estímulos fiscais para encurtar ao máximo a etapa de recuperação deste importante setor, grande gerador de empregos e indutor de forte impacto socioeconômico.

  Mais do que salvar 8,1 % do PIB Nacional é vital salvar toda a cadeia de empregos, diretos, indiretos, formais e informais, que atuam em todo setor do turismo do nosso país, do Oiapoque ao Chuí! “.

VEJA QUEM ASSINOU A CARTA AO GOVERNO COLAPSO IMINENTE

Sérgio Souza Presidente Resorts Brasil (Associação Brasileira de Resorts);

 Manoel Cardoso Linhares Presidente Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH);

 Orlando de Souza Presidente Executivo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB);  

 Alexandre Sampaio Presidente Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA);

 Murilo Pascoal Presidente Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (SINDEPAT);

 Vanessa Costa Presidente Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil (ADIBRA);

 Toni Sando Presidente União Nacional de CVBx e Entidades de Destinos (UNEDESTINOS)  Simone Scorsato Diretora Executiva Diretora Executiva Brazilian Luxury Travel Association (BLTA)


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