Gente que coopera

Projeto de Lei que tramita no Congresso Nacional visa reduzir custos tributários das cooperativas no Brasil

Sicredi -,

As cooperativas estão instaladas no país há mais de 100 anos e por vezes são confundidas com sociedades empresariais, como ocorre no frequente imbróglio entre a natureza das cooperativas de crédito e a dos bancos comerciais. Dessa forma, é primordial que a legislação se modernize no intuito de acompanhar um movimento mundial de apoio àquelas instituições, evitando também equívocos que atentam contra a Constituição Federal. 

A Constituição determina que as cooperativas devem ter adequado tratamento tributário, mas não precisou o que seria adequado. Em razão disso, se tem gerado conflitos jurídicos com as diversas administrações fiscais, motivo pela qual se justifica a aprovação de um Projeto de Lei que esclareça tal definição constitucional.

Em recente julgado, o Superior Tribunal de Justiça foi provocado sobre o tema e firmou tese no Recurso Especial n. 1.164.716 de que não incide tributação do ato cooperativo típico quanto à Contribuição de Programa de Interação Social (PIS) e para a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS).

Pela lei vigente, os atos cooperativos, aqueles praticados entre cooperativas distintas e entre cooperativas e seus associados não estão sujeitos à tributação. Essa não incidência justifica-se, pois os negócios estabelecidos por estes não se tratam de operações de mercado, porquanto os associados são clientes e proprietários da sociedade cooperativa.

Entre exemplos práticos de atos cooperativos, temos os serviços financeiros prestados pelas cooperativas de crédito a seus associados, como empréstimos, depósitos, contratos de seguro e o repasse das sobras anuais em função do resultado positivo dessas operações que não tem por finalidade o lucro.

O Projeto de Lei Complementar Federal n. 271 e o impacto nas Cooperativas de Crédito

Tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei Complementar Federal n.˚ 271 que objetiva diminuir imprecisões e melhorar o tratamento tributário dado às cooperativas em geral. O Projeto detalha um rol exemplificativo da não incidência de tributos quanto aos atos cooperativos, dentre os quais destacamos o Imposto de Renda e o Imposto sobre Operações Financeiras.

Com a aprovação do projeto, espera-se uma redução dos custos tributários das cooperativas, diminuição de conflitos judiciais entre cooperativas e o fisco, além de proteger cooperados de interpretações da lei que desconsideram a intenção da Constituição Federal de incentivar e apoiar o cooperativismo, acompanhando a evolução legislativa que tem contribuído para desenvolver esse importante setor para a economia das empresas e famílias. 

Victor Carvalho, QBB Advocacia
[email protected]

Manoel Santa Rosa,
Diretor Presidente Sicred/Credsuper


Cooperativas de crédito contribuem para reduzir a taxa de juros

Sicredi -,

Como pensar um país em que os quatro principais agentes do mercado financeiro nacional representam cerca de 80% das operações de crédito no país? Isto é apenas um dado atual do Banco Central do Brasil que demonstra uma elevada concentração bancária. Como consequência, o desenvolvimento da economia fica prejudicado, uma vez que se trata de um dos principais fatores a encarecer o preço das taxas de juros, freando o empreendedorismo e a economia de consumo local e familiar.

As leis de mercado funcionam através de um pilar estruturante que considera as relações de oferta e procura de um produto ou serviço. Dessa forma, a falta de concorrência na oferta de ativos financeiros tende a elevar o preço cobrado. O resultado disso no cotidiano resulta na dificuldade para capitalizar um empreendimento, financiar um imóvel ou contratar seguros.

Embora relevante, a concentração bancária não responde sozinha pelas elevadas taxas cobradas, é claro. Somam-se ainda o peso dos encargos tributários, além da grande dificuldade em regularizar-se as obrigações entre devedores e a lentidão do sistema de justiça que apresenta um modelo recursal que mantem moroso e adiciona custo à operacionalidade do sistema.

E qual a importância das cooperativas de crédito nesse cenário?

Entre outros atores do mercado financeiro, como as fintechs, as cooperativas de crédito servem de antídoto à concentração bancária na medida em que permitam ao consumidor o acesso a uma diversidade de opções de preços. É uma evolução incrível que decorre organização da sociedade e da atuação sobre o Estado, sobretudo, pela criação de regulamentos que aproveitem melhor o potencial competitivo das instituições insurgentes, contribuindo para a competitividade da livre iniciativa individual, empresarial e associativa, equilibrada através do recurso da solidariedade cooperativa dos associados, e reduzindo o ímpeto centralizador da reserva de mercado.

Abaixo, cito exemplos de inovações legislativas recentes que poderão impactar positivamente na desconcentração bancária:

* Resolução n.º 3.106 de 25 de junho de 2003/BCB. Permitiu a criação de cooperativas que não admitissem somente associados integrantes de um determinado nicho da população: servidores públicos, empresários, profissionais liberais ou agricultores. 

* Resolução n.º 4.284 de 05 de novembro de 2013/BCB. Criou o Fundo Garantidor de Cooperativas de Crédito, gerando aos associados a mesma segurança no acesso ao crédito ofertado pelos bancos.

* Lei Complementar Federal n.º 161 de 4 de janeiro de 2018. Permite que cooperativas possam captar depósitos das administrações públicas municipais.

Estes são exemplos que atestam o crescimento, a força recente e a segurança jurídica que as cooperativas de crédito vem ganhando para contribuir com a economia nacional, e local, e impactar na desconcentração bancária, e nas consequentes taxas de juros, sobretudo, porque são instituições de propriedade não concentrada e que o cliente é pode se sentir dono do negócio. Assim, confiante da contribuição para o desenvolvimento do país, o sistema Sicredi encerrou 2017 com crescimento de 15% em crédito bancário, em um volume total de R$ 92,5 bilhões, contando com 9,2 milhões de associados e 5,8 mil pontos de atendimento. Cada vez mais pessoas, empresas e instituições se dão conta da importância e da capacidade do cooperativismo de crédito em contribuir para o desenvolvimento local da comunidade e da cidade em que estão inseridos.

Victor Carvalho, QBB Advocacia ([email protected])
Manoel Santa Rosa, Diretor Presidente Sicredi/Credsuper



A captação de recursos públicos dos municípios pelas Cooperativas de Crédito

Sicredi -,

Em 05 de janeiro de 2018 foi publicada a Lei Complementar Federal n˚. 160, que autoriza a captação de recursos públicos municipais pelas cooperativas de crédito. Tratava-se de uma reivindicação do setor como forma de equidade em relação às demais instituições financeiras, simbolizando o aumento da credibilidade das cooperativas diante da sociedade brasileira.

Os depósitos de recursos dos municípios podem ser realizados nas cooperativas de crédito após aprovação da assembleia geral de cooperados, desde que estejam dentro das suas áreas de atuação e em valores que não ultrapassem o limite assegurado pelo Fundo Garantidor das Cooperativas de Crédito, atualmente previsto em quantia de R$ 250.000,00.

Pela resolução n˚. 4.659, do Banco Central do Brasil, o cálculo do limite é realizado de forma que a garantia prestada aos depósitos captados dos municípios deve ocorrer considerando como uma única pessoa todos os entes federativos municipais. Além disso, os depósitos em valores superiores à quantia assegurada devem ser aplicados em títulos públicos federais livres, como medida de segurança de tais operações.

No mesmo regulamento, veda-se a captação de recursos de municípios cujos gestores municipais sejam diretores ou membros do conselho de administração das cooperativas de crédito. É uma medida de governança cooperativa que evita a confusão entre os interesses de cooperados e das administrações municipais, garantindo a probidade dos negócios.

Como exemplos práticos dessa mudança, temos que as prefeituras passam a poder receber os repasses constitucionais, realizar o pagamento de fornecedores de contratos públicos licitados, aposentados, pensionistas e de servidores públicos municipais diretamente através das cooperativas de crédito.

A nova Lei elimina uma reserva de mercado dos bancos oficiais na gestão dos recursos públicos, permitindo que gestores municipais elejam as cooperativas de crédito para realizar as atividades mencionadas, sobretudo porque se tratam de instituições sob a propriedade e administração de sua população.

Em centenas de cidades, as cooperativas de crédito são as únicas instituições financeiras instaladas. Nos últimos anos ocorreu também uma redução do número de agências dos bancos e um aumento da quantidade de postos de atendimentos do sistema financeiro cooperativo. Desde 2018, os gestores desses municípios podem manter localmente as suas disponibilidades financeiras, beneficiando sua população e o melhor desenvolvimento do país.


Victor Carvalho, QBB Advocacia
[email protected]

Manoel Santa Rosa, Diretor Presidente Sicredi/Credsuper


Inadimplência condominial: segurança jurídica e amparo financeiro

Sicredi -,

A vida em Condomínio traz muitos desafios, e um dos maiores problemas enfrentado pelos síndicos e gestores condominiais é conviver com aqueles que não pagam seus boletos em dia, outro é aliar esta situação de gerenciamento dos recursos e as demandas condominiais complexas e crescentes. Por isso, hoje, decidimos contribuir escrevendo sobre a inadimplência condominial, segurança jurídica e amparo ao planejamento financeiro condominial.

Como é sabido, o objetivo do Condomínio não é gerar lucro em suas operações, e, por isso, o valor da cota condominial deve corresponder ao rateio mensal das despesas necessárias à manutenção e conservação do bem comum. Assim, caso um condômino, ou vários, deixe de pagar sua cota do rateio, o condomínio terá um déficit naquele mês. Por isso, é de suma importância o pagamento da cota condominial em dia, para que o patrimônio comum não seja colocado em risco.

Daí então a peculiaridade da finança condominial, já que, independente da sua arrecadação mensal, ou se todos os condôminos quitaram suas obrigações, o condomínio deve honrar suas despesas fixas, além de planejar e administrar expectativas demandadas. Dessa forma, todas as vezes que um condômino deixa de pagar, a diminuição da arrecadação deve ser suprida de alguma forma, normalmente com aumentos ou corte de serviços, e, logo, os outros condôminos, os adimplentes, terminam pagando a conta.

Infelizmente, hoje em dia, se o nível de endividamento familiar está muito alto, a primeira conta que o condômino escolhe não pagar é a cota condominial, pois comparada aos juros de cartão de crédito, cheque especial, ou financiamentos bancários, os encargos da dívida condominial são muito baixos.

Por isso, por um lado, o síndico deve estar sempre atento ao controle da inadimplência, já que um alto nível de inadimplência não reflete apenas na administração das contas pelo síndico, mas também na manutenção e conservação do bem e na desvalorização do imóvel; por outro, precisa buscar saídas e alternativas para manter as contas positivas e otimizar o uso do recursos condominiais.

A legislação vigente determina que é obrigação do condômino contribuir para as despesas do condomínio, como também é obrigação legal do síndico efetuar a cobrança dos inadimplentes, além de buscar os melhores meios de suprir as demandas dos condôminos. 

Por isso, mesmo que esta seja uma obrigação legal do síndico, sugerimos que essa cobrança não deve ser feita de forma pessoal, devendo evitar o contato direto com o condômino, de modo a preservar a relação comunitária do condomínio, utilizando de ferramentas administrativas disponíveis, e uma assessoria jurídica especializada, que certamente saberá conduzir a questão.

A reversão no controle da inadimplência não é uma tarefa fácil, mas quanto mais rápido se der início aos procedimentos de cobrança, e quanto mais organizada essa for, mais rápido o Condomínio terá o recebimento do seu crédito. Assim como, paralelamente, é importante que o condomínio possa buscar no mercado alternativas que torne mais eficiente o uso dos recursos condominiais disponíveis.

Para maiores informações sobre o tema da inadimplência condominial, e orientações e esclarecimentos para síndicos e gestores condominiais em relação aos procedimentos e medidas eficazes no controle da inadimplência, sugerimos o e-book “Inadimplência Condominial: estratégias utilizadas no seu combate”, disponível gratuitamente no endereço eletrônico: materiais.qbb.adv.br/inadimplência.

Andréa Oliveira, QBB Advocacia


O que é o Fundo Garantidor de Cooperativas de Crédito?

Sicredi -,

Uma dúvida recorrente acerca da realização de negócios junto às cooperativas de crédito é a segurança das operações financeiras realizadas por essas instituições. As cooperativas de crédito são reguladas pelo Banco Central do Brasil e oferecem serviços financeiros seguros, porque estão vinculadas ao Fundo Garantidor das Cooperativas de Crédito (FGCoop).

A Resolução nº 4.284 do Conselho Monetário Nacional criou em 2013 o FGCoop, uma associação civil sem fins lucrativos, dotada de personalidade de direito privado de abrangência nacional formada por cooperativas singulares de crédito captadoras de depósitos e os bancos cooperativos.

As funcionalidades do FGCoop são proteger correntistas, depositantes e investidores de eventual insolvência das cooperativas associadas, contribuir com a estabilização do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo e com a prevenção de crise sistêmica no segmento cooperativista. O FGCoop, portanto, possui dupla função: função preventiva e garantidora.

Na sua função preventiva - O FGCoop é agente preventivo de crise sistêmica, presta serviços de assistência e de suporte financeiro, contribuindo com a organização da gestão financeira do sistema cooperativo de crédito, dessa forma reduzindo potencialmente os riscos de insolvência.

Já na sua função garantidoraO FGCoop é seguro – presta garantia (paybox) às operações de crédito cooperativo, viabilizando a recuperação de valores de até R$ 250,000,00 (duzentos e cinquenta mil reais) por pessoa quanto aos instrumentos financeiros emitidos ou captados pelas instituições associadas, em situação de decretação de intervenção ou de liquidação extrajudicial.

Existe uma lista específica de instrumentos financeiros protegidos pelo FGCoop, destacando-se os seguintes:

· Depósitos a vista ou sacáveis mediante aviso prévio; Depósitos de poupança e Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado;

· Letra de Câmbio – LC; Letras de Crédito Imobiliário – LCI e Letras de Crédito do Agronegócio – LCA;

Esse limite de valor é por pessoa, logo, se um cooperado possui R$ 1 milhão de ativos, ele pode, inclusive, distribuir em instrumentos financeiros de quatro distintas cooperativas associadas ao FGCoop, assim todo o capital disponível estará garantido pelo Fundo.

Por lei, todas as cooperativas de crédito devem estar obrigatoriamente vinculadas ao FGCoop, repassando periodicamente para este o montante de 0,0125% do saldo de suas contas. Instituir o Fundo foi fundamental para expandir o setor ao aumentar a credibilidade do crédito cooperativo, transmitindo segurança jurídica nos negócios.

Portanto, o cooperativismo de crédito cresce forte e com segurança para o seu associado. E, como não cansamos de repetir, gente que coopera cresce, e juntos somos mais fortes.


Cooperativas de Crédito crescem e combinam com você!

Sicredi -,

Na hora de pagar as contas ou expandir seus negócios, os empresários lidam com elevadas taxas de juros para captar crédito e, por isso, procuram no mercado ofertas de taxas mais favoráveis. Nesse sentido, como as cooperativas de crédito podem contribuir para a redução dos custos financeiros de uma empresa?

Enquanto os bancos objetivam o lucro, remunerando os sócios proprietários em conformidade com o volume de ações adquiridas, as cooperativas de crédito, por lei, não possuem finalidade lucrativa e objetivam a redução de custos dos serviços e produtos financeiros que os associados necessitam. O objetivo aqui é suprir as expectativas dos cooperados.

Assim, os bancos pressionam pela elevação das taxas de aplicação para melhor remunerar os acionistas, já nas cooperativas de crédito a pressão é pela redução das taxas no limite possível da manutenção de sua operação, pois elas viabilizam a diminuição dos custos financeiros de seus asssociados.

O estímulo às cooperativas de crédito permite a redução da taxa de inadimplência no mercado financeiro, sobretudo, porque os beneficiários são os próprios proprietários. Ainda, como o atendimento das Cooperativas de Crédito é regionalizado e personalizado, os associados integram uma rede de relacionamentos de maior confiança.

Outro ponto é que as cooperativas de crédito possuem custos administrativos reduzidos, pois estruturam-se em um modelo de organização menos onerosa. Além disso, por lei, os atos praticados entre as cooperativas e seus associados são atos não tributados, reduzindo dessa forma os custos fiscais da instituição.

Países desenvolvidos já possuem uma cultura de cooperativas de crédito que pulverizam a oferta de serviços financeiros, dinamizando as suas economias regionais ao pressionar pela redução das taxas de aplicação cobradas.

Pelo exposto, as cooperativas de crédito são instituições financeiras que permitem o acesso a taxas de juros que, na média, podem ser mais favoráveis aos associados, além de contribuir com o aumento da estabilização do mercado financeiro nacionalm, além de fortalecer o mercado produtivo local. Trata-se de uma tendência: cooperativas de crédito são instituições que objetivam a redução de custos financeiros e por isso precisam gerar resultados sustentáveis que justifiquem sua existência em face dos seus associados. E com certeza, é um braço forte e amigo de seus associados, já que no cooperativismo de crédito você é visto como “dono”, com poder sobre as decisões coletivas. Portanto, quem pensa junto, cresce junto! Quem coopera cresce!

Victor Carvalho, QBB Advocacia ([email protected])

Manoel Santa Rosa, Diretor Presidente Sicredi/Credsuper



A hora é das cooperativas de crédito

Sicredi -,

As cooperativas de crédito existem no Brasil há mais de 100 anos, mas décadas de governos antidemocráticos durante o século vinte contribuíram para a criação de restrições legais ao desenvolvimento do setor em nosso país. Na contramão dessa história, é possível dizer de forma segura que os últimos 20 anos representam o melhor período para o cooperativismo em razão da tomada de consciência dos indivíduos para a perspectiva de organização coletiva e a promulgação de leis que aceleraram a expansão da economia cooperativa.

Um exemplo recente de inovação legislativa foi a promulgação da Lei Complementar Federal n. 161 de 04 de janeiro de 2018 que passou a permitir que os Municípios fizessem depósitos nas cooperativas de crédito. Em mais de 500 cidades brasileiras, as cooperativas são as únicas instituições financeiras disponíveis à população local e até então os recursos públicos eram geridos em bancos de municípios vizinhos, dificultando a inclusão financeira de milhares pessoas nestas cidades.

A mudança é extraordinária e o cooperativismo de crédito vem experimentando crescimento sustentável espetacular. A Sicredi, uma das principais cooperativas de crédito do Brasil, contando com mais de 3,7 milhões de associados e atuação em 21 estados, divulgou recentemente relatório financeiro consolidado de 2017 apontando os seguintes resultados:

- Patrimônio líquido de R$ 12,8 bilhões. Crescimento de 18,2%

- Ativos em R$ 77,3 bilhões. Crescimento de 17,3%

- Depósitos em poupança de R$ 9,6 bilhões. Crescimento de 39,4%.

- Crédito total R$ 43,9 bilhões. Crescimento de 21,1%

Esse cenário positivo explicita a capacidade do cooperativismo em administrar os recursos dos associados, consolidando instrumentos de governança cooperativa modernos, aperfeiçoando seus resultados, ganhando evidência e conquistando mais relevância para que o sistema político aprove leis que qualifiquem a segurança financeira e a liberdade de cooperação das pessoas e das empresas.

Para conquistar o mercado brasileiro e recuperar o tempo perdido, as cooperativas de crédito precisam conquistar a credibilidade da população ao informar as suas vantagens demonstrando que são instituições seguras e sustentáveis, capazes de contribuir com a melhoria da saúde financeira das sociedades jurídicas e o bem estar das famílias brasileiras. É por isso que estamos aqui, porque gente que coopera cresce!

Victor Carvalho, QBB Advocacia ([email protected])

Manoel Santa Rosa, Diretor Presidente Sicredi/Credsuper


Cooperativismo: uma empreitada para o desenvolvimento local

Sicredi -,

MANOEL-INT-PO ano era 1999, as notícias que vinham dos jornais não eram boas, e a realidade ainda nos parecia ser bem pior. Éramos servidores públicos federais. E ano após ano percebíamos nosso suado salário minguar, e nosso poder de compra se esvair.

Em 1997 já havíamos criado a Caurn, um modelo cooperativo de assistência à saúde para os servidores e seus parentes diretos. Hoje, esta bela iniciativa conta com 9500 associados, e o reconhecimento dos amigos associados, e de nossos prestadores de serviço (médicos, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e demais profissionais de saúde), pelos excelentes serviços, pelo compromisso com cada cooperado e com a valorização dos profissionais envolvidos.

Mas algo ainda nos faltava...

Os bancos consumiam nossas reservas, nossos salários, em juros a perder de vista e parcelas sufocantes. As parcelas de planos habitacionais de vinte anos atrás, de planos ainda da década de 80, ainda nos atingiam, e os vencimentos do cartão de crédito eram sempre estourados para garantir o material escolar ou feira do final do mês. E na imprensa, os grandes lucros das instituições financeiras nos deixava atônitos, enquanto em nossas casas, e na de nossos companheiros e companheiras de trabalho, presenciávamos o adoecimento psicológico diante da escassez do que faltava à mesa, para o lazer, para a saúde e para a educação de nossas famílias. E o pior, a falta de perspectiva para dias melhores...

Em 1999 iniciamos o desenho do que seria a Credsuper, Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores da UFRN, a ser fundada com 57 cooperados, e 35 mil reais de capital, um pouco de cada um, os poucos que apostaram nesta iniciativa, e por estes, nossa responsabilidade se agigantava. Não poderíamos fracassar. Foram anos de estudo, visitas a cooperativas de crédito já sólidas e outras que descobríamos em fase de iniciação para estudarmos os desafios da empreitada.

Hoje, a Credsuper está vinculada ao Sistema de Cooperativas Sicredi, podendo ser chamada Sicredi/Credsuper, e conta com 6488 associados, em torno de 24 milhões em capital e 7 milhões e 200 mil em reservas, e ainda uma carteira de crédito 135 milhões. Uma vitória grandiosa, e com muito mais a ofertar a sociedade da grande Natal. Crescemos a 2 dígitos ao ano, enquanto a economia brasileira patina. Nossos cooperados recebem operações positivas não só em melhores condições e taxas, mas na própria distribuição de nossos resultados a cada ano. Aqui, a pessoa física ou jurídica é nosso associado. Faz parte de nossas decisões. Aqui, quem coopera, cresce. Os anos são outros. Acredite, porque, juntos somos mais fortes.

Manoel Santa Rosa

Diretor Presidente da Sicredi/Credsuper



Cooperativismo: minha história

Sicredi -,
Arquivo Pessoal
Manoel Santa Rosa, natural de Santana do Matos, diretor-presidente do empreendimento Sicredi/Credsuper.

Meu nome é Manoel Santa Rosa, natural de Santana do Matos. Desde cedo, aprendi nas agruras da vida sertaneja a importância da solidariedade para a sobrevivência. Hoje tenho 67 anos e começo esta parceria com o jornal Agora RN, a agência saibamais.jor.br e o portal de notícias nominuto.com, comandados respectivamente pelos competentes jornalistas Alex Viana, Rafael Duarte e Diógenes Dantas, referências da imprensa do nosso estado.

Sempre foi uma necessidade minha e uma vocação que fui nutrindo: gostar de gente e buscar coletivamente me associar para encontrar as melhores soluções e oportunidades para a sobrevivência, o cuidado do outro e a emancipação das pessoas e empreendimentos. É como nos lembra o poeta pernambucano Miró de Muribeca: “quando se gosta carrega-se tijolos juntos”.

A decisão de iniciar este projeto é consequência do acúmulo de anos de experiência devotados a causa da associação, e a constatação da necessidade de levar os benefícios do cooperativismo a toda a sociedade potiguar. Porque, como diz um conceito da cooperativa que lidero, “Quem coopera, cresce”.

Nos últimos anos, foram muitos os avanços em legislação, garantias e formatação do empreendimento cooperativo. São muitos os estudos e literaturas que deram foco e perceberam sua importância. Cito dois livros, o último da Miriam Leitão “História do Futuro”, e o “Sociedade com Custo Marginal Zero”, do respeitado Jeremy Rifkin.

Muitas são as empresas e grupos sociais expressivos que estão percebendo o quanto o cooperativismo pode contribuir para suprir suas necessidades, alcançar seus objetivos e ganhar mais fazendo juntos. É por isso que inicio hoje esta coluna. Acreditando que, juntos, podemos fazer muito mais.

Para tanto, gostaria de agradecer a parceria do jornalista Leonardo Dantas, do consultor Dennys Lucas e do escritório QBB Advocacia, dos competentes sócios Caio Vitor Barbosa, Jules Queiroz, Pedro Lima e Lucas Bezerra, e o advogado Victor Carvalho. Todos debruçados, assim como eu, à agenda do cooperativismo. Estes, estarão sempre comigo produzindo conteúdo de excelência e informativo, sobre as oportunidades, garantias e segurança da associação em cooperativas. Principalmente a respeito das instituições cooperativas de crédito.

Manoel Santa Rosa, Diretor Presidente da Sicredi/Credsuper.

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