'Fake News na Cultura Pop' é discutido em evento em Natal

Blog SerMídia,

Com as redes sociais digitais, a troca de informações entre as pessoas nestes espaços passou a ter um grande potencial de impacto nas mais diversas editorias jornalísticas, inclusive na cultura pop, marcado por filmes, séries, desenhos e as mais variadas artes. O mundo do entretenimento pop é povoado por notícias falsas há décadas, data de muito antes dos tempos da internet. Entretanto, hoje em dia, com as notícias falsas (fake news), a velocidade de transmissão e o poder de circulação dessas informações potencializam a desinformação e por vezes prejudicam negócios em andamento no setor cultural. Foi refletindo sobre essas questões, que as jornalistas Erika Zuza e Carla Menezes, ministraram em Natal a oficina FAKE NEWS NA CULTURA POP para alunos de comunicação da UFRN, no dia 23 de maio. A Oficina aconteceu durante a programação da 2ª semana do curso de jornalismo da UFRN.

Durante o encontro, uma discussão sobre o que pode ser considerado cultura pop foi levantada, foram apresentados e comentados alguns cases, nacionais e internacionais, além de refleções sobre fake news e o quanto as notícias falsas geram repercussão e impacto social. Um ponto bastante frisado no decorrer da oficina, foi à necessidade que as pessoas tem de sempre estarem observando e compartilhando qualquer tipo de conteúdo, fazendo inferências, publicando opiniões como se fossem certezas absolutas e alimentando uma indústria que não está ligada diretamente aos fatos reais, mas sim aos rumores e boatos.

Erika comenta que até então se tem discutido muito a proliferação das notícias falsas e os impactos negativos delas na sociedade, sobretudo no que diz respeito à democracia, as eleições, sendo assim uma alegria ver tantas pessoas interessadas em discutir fake news também na cultura pop. “O tema é instigante, foi a primeira oportunidade para observar o quanto as notícias falsas também povoam a área da cultura pop e foram uma verdadeira indústria de conteúdos em tabloides e sites. Séries, músicas e filmes recebem muito desses reflexos, principalmente por causa da curiosidade das pessoas, dos fãs que alimentam toda uma cadeia de produção nesse segmento, marcado pelos elementos da pós-verdade”, argumenta.

Para Carla foi um prazer ter a oportunidade de ofertar essa oficina na UFRN, onde concluiu a graduação e está cursando mestrado, não só isso, mas também dividir o espaço com Erika Zuza, com quem trabalhou desde que começou a estagiar na TV. “Eu nunca imaginei dividir a sala de aula com ela, alguém que eu admiro muito, e poder fazer isso agora foi incrível”, comenta. Carla ainda fala sobre a importância de discutir esse assunto.“A importância de estudar esse assunto, na minha vida, é imensa, eu não consigo colocar em palavras. Durante a oficina eu percebi que não só nós duas, mas muita gente tem interesse pelo assunto, pela cultura pop e que infelizmente ainda hoje ela vista como algo supérfluo, como algo que talvez não valha a pena ser estudado, mas ali naquela sala, com aquela quantidade de pessoas interessadas no assunto, eu vi que vale a pena sim, que a gente precisa debater esse assunto, precisa debater não só no âmbito das fakes news, mas em todos os outros segmentos, tem público pra isso, tem um nicho aí de estudos e é algo extremante essencial”, finaliza. 

A+ A-