Rodrigo Maia assume posição de primeiro ministro

Alexandre Cavalcanti,

Já não é mais segredo para ninguém, nem mesmo para o presidente Jair Bolsonaro (PSL): o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (Dem), pretende assumir de vez o comando das decisões político-administrativas - uma espécie de primeiro ministro. Maia quer aprovar a sua própria reforma da Previdência, desfigurando a proposta do Executivo, o pacote anticrime - diferente do de Sérgio Moro - e, ainda, manter o COAF no ministério da Economia, de Paulo Guedes.

O clima em Brasília não é dos melhores. O enfrentamento de Rodrigo Maia com o presidente Bolsonaro voltou com muito mais veemência. Os dois já não se toleram. O governo não tem bancada para aprovar suas propostas e não quer negociar com o congresso - a velha política do toma lá dá cá.

O presidente Bolsonaro, apesar da crise braba envolvendo seus filhos, parece não querer retroceder e mantém a firme disposição de não entrar no jogo do "é dando que se recebe". O Congresso, acostumado com a velha política, continua imobilizado.

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