Desistência de Agripino provoca estragos

Alexandre Cavalcanti,

A desistência do senador José Agripino (DEM), em disputar a reeleição, continua provocando estragos na chapa encabeçada por Carlos Eduardo Alves (PDT). As demandas da coligação, - e que não são poucas -, caem no colo do senador Garibaldi Alves Filho (MDB). Principal nome do sistema, Garibaldi carrega na bagagem a experiência de muitas eleições: quatro vezes deputado estadual, prefeito de Natal, duas vezes governador e três mandatos de senador.

Agora, sem Agripino do lado, - também prefeito de Natal, duas vezes governador e quatro mandatos de senador -, Garibaldi é obrigado a buscar, sozinho, soluções para simples insatisfações, até a montagem das chapas majoritária (governador, vice, dois senadores e respectivos suplentes) e proporcionais (deputados estaduais e federais).

Candidato a deputado federal, o senador José Agripino Maia vai tratar de sua campanha. A Parte de cima da chapa "não lhe pertence mais". E o pior: além de não contar com Agripino, Garibaldi, já há algum tempo, não pode dispor da ajuda do ex-ministro e ex-deputado Henrique Eduardo Alves, em prisão domiciliar. É bom lembrar que, pela primeira vez em 50 anos,  Garibaldi não terá Henrique ao seu lado.

Talvez por isso, são cada vez mais insistentes os rumores sobre uma possível desistência de Garibaldi Filho. No último final de semana, surgiram informações sobre um convite de Garibaldi para Ezequiel Ferreira (PSDB) assumir a condição de candidato a senador, na sua vaga. O senador nega, mas há quem garanta que houve um encontro entre Walter Alves, filho de Garibaldi, com o presidente da Assembléia e do PSDB, o deputado Ezequiel.

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