"Estamos atentos aos aplicativos e rotas de fuga", diz Tenente Styvenson

Principal ferramenta que os motoristas utilizam para ficar informados sobre os pontos de blitz é o aplicativo Waze

Rafael Araújo,
Ricardo Júnior/Nominuto
Tenente ressalta que os agentes da Operação Lei Seca utilizam todas as ferramentas que traçam as rotas de fuga.

As blitze da Operação Lei Seca já viraram rotina em Natal. De acordo com o Tenente Styvenson, da Polícia Militar, os condutores têm usado algumas artimanhas para escapar das barreiras, como é o caso de aplicativos em smartphones e na internet. Os motoristas utilizam ferramentas para auxilia-los a encontrar rotas de fuga para escapar das barreiras montadas. No entanto, o tenente faz um alerta para os condutores que utilizam esse serviço. “Esse mesmo aplicativo que eles usam está aberto para todos, então a mesma ferramenta que eles estão usando, nós também utilizamos. Os condutores geralmente marcam os pontos de blitz e a partir daí traçam as vias alternativas. Em contrapartida, nós visualizamos essas rotas de fuga pelo aplicativo e deslocamos parte do efetivo para esses locais”, afirma Styvenson.

Ele ressalta ainda que os agentes da Operação Lei Seca utilizam todas as ferramentas que traçam as rotas de fuga. “Nós temos dois policiais que ficam monitorando as redes sociais e os aplicativos. Eles ficam atentos às rotas de fuga e nos informam sobre elas, e a partir daí, nós deslocamos alguns agentes para fazer pequenas barreiras nessas vias alternativas”, comenta.

De acordo com o Tenente, quem marca os pontos de blitz está realizando uma prática de apologia ao crime. “Indicar pontos de blitz é uma atitude de apologia ao crime. Não sabemos se as pessoas que estão vindo nos veículos estão dirigindo sob efeito de álcool, se estão com drogas, ou até mesmo se estão fugindo de algum crime. Ou seja, as pessoas que apontam os pontos de barreiras, podem estar também auxiliando criminosos”, ressalta.

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A principal ferramenta que os motoristas utilizam para ficar informados sobre os pontos de blitz é o aplicativo Waze. O programa é baseado em navegação geográfica. E é desenvolvido para smartphones com suporte para GPS. O sistema utiliza informações de usuários para determinar as velocidades médias em cada trecho e com isso calcular as trajetórias mais rápidas. Também é possível trocar informações com outros usuários do aplicativo. A partir dessa troca de informações, os condutores começaram a utilizá-lo para apontar (marcar) os pontos de blitz da Operação Lei Seca.

O Nominuto também entrou em contato com um motorista que utiliza os serviços do aplicativo Waze e das redes sociais. De acordo com o condutor A.K – que terá sua identidade preservada – ele não costuma utilizar os aplicativos para traçar rotas alternativas. “Já tentei usar o Waze para saber das rotas de fuga, no entanto, não confio nas informações que deixam lá, pois muitas vezes elas são falsas”, comenta.

Segundo o condutor, as barreiras de fiscalização são montadas nos mesmos locais e por isso ele já conhece as rotas alternativas.  “Eu utilizo as rotas de fuga que conheço. Geralmente as pessoas que saem para as baladas da cidade já conhecem as rotas alternativas”, afirma.

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Estatísticas em 2014

A Polícia Militar em conjunto com o Departamento Nacional de Trânsito e a Polícia Civil, já realizou 45 barreiras de fiscalização de janeiro até agosto deste ano. Foram abordados 26.111 condutores, 1.977 deles tiveram suas Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH) recolhidas. Durante as blitz, 567 motoristas foram presos pela infração de dirigir sob a influência de álcool – o que configura crime de trânsito. Nesses casos, além das sanções administrativas, o condutor pode ser punido com prisão de seis meses a três anos.  

Foram realizados 25.076 testes de etilômetro (Bafômetro) e 1.079 condutores se negaram a fazer o teste.  

Em média, cinco blitzes da Operação Lei Seca são realizadas por mês pela Polícia Militar. Dos 2.260 condutores autuados, 1.977 tiveram suas carteiras de habilitação apreendidas. Os demais 283 motoristas se encontravam sem habilitação ou eram inabilitados.

Dentre as autuações registradas, 47,74% foram a partir de recusas ao teste do bafômetro.

Tags: Detran Natal Operação Lei Seca Polícia Militar
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