Case Pitimbu irá passar por reforma emergencial após fugas registradas em 2019

Local de custódia de adolescentes infratores deve ter reforço na estrutura física dos alojamentos e mudança do modelo de portões.

Da redação, Fundase,
Cedidas/Fundase
Reparos no Case Pitimbu vão contemplar o reforço da estrutura física dos alojamentos e a mudança do modelo de portões.

O Case Pitimbu irá passar por reformas após ter registrado fugas de menores infratores no mês de dezembro. Segundo a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fundase), responsável pela custódia dos menores infratores, a reforma da unidade está em processo de licitação, em caráter emergencial e a empresa que irá realizar o serviço deve ser contratada até o início de fevereiro.

Os reparos vão contemplar o reforço da estrutura física dos alojamentos e a mudança do modelo de portões. Também serão revistas as instalações elétricas e hidrossanitárias.

Restaurações do prédio são realizadas constantemente pela equipe de manutenção da Fundase em parceria com trabalhadores cedidos pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap).

Entretanto, diante dos recentes episódios de fuga em 2019, a Fundação diagnosticou a necessidade da reforma. “É possível perceber que a estrutura atual e a concepção e o modelo das grades dos alojamentos não são adequados para a demanda”, justifica o projeto.

De acordo com o documento, as paredes são compostas de tijolos cerâmicos simples. Por essa razão, as paredes serão duplicadas, com blocos pré-moldados de cimento, preenchidos com concreto, que são mais resistentes.

CasePitimbu

“As grades da parte interna são de material resistente e reforçado. Porém, são esquadrias de giro. Durante o dia, quando os internos estão circulando livremente no núcleo de convivência, os portões ficam abertos, propiciando que haja facilidade para serem danificados como fechamentos bruscos e retirada dos ferrolhos que trancam a grade. Por isso, serão substituídos por portões de correr”, explica o assessor do Núcleo de Infraestrutura, o engenheiro civil Roney Calistrato.

Presidente da Fundase, Herculano Campos ressalta que o trabalho cotidiano da instituição consiste em aprimorar as ações educativas junto aos adolescentes, para o que contribuem agentes socioeducativos, equipe técnica e gestores. “Contudo, tendo em vista a constatação de problemas estruturais no prédio do Case Pitimbu, que inclusive representaram elementos facilitadores das últimas fugas, a Fundação investe também nas condições físicas dos prédios”, justifica.

Fugas

A unidade do Case Pitimbu registrou no mês de dezembro pelo menos duas fugas de internos. Em uma delas, os adolescentes infratores conseguiram escapar do local fazendo uma 'escada humana'.

Tags: Segurança Pública
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