Sesap confirma quarto caso de sarampo no RN

Jovem de 19 anos teve contato com o primeiro paciente diagnosticado com a doença.

Da redação, Sesap,
Fladson Soares/Nominuto.com
Segundo Alessandra Lucchesi, jovem diagnosticada com sarampo mora em Extremoz, mas trabalha em Natal.

A Secretaria Estadual de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou na tarde desta quinta-feira (12) o quarto caso de sarampo no Estado. Trata-se de uma mulher de 19 anos, moradora de Extremoz, na Grande Natal, que teve contato com um professor que esteve em São Paulo e que foi o primeiro caso confirmado de sarampo no RN. A informação foi dada pela subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Sesap, Alessandra Lucchesi, em coletiva de imprensa.

De acordo com a secretaria, outros 29 casos estão em investigação. No último boletim, esse número era de 12 casos suspeitos.

Segundo informações dadas pela subcoordenadora de vigilância epidemiológica, a jovem  diagnosticada com sarampo mora em Extremoz, mas trabalha em Natal, em uma lanchonete que fica em frente ao hospital onde o primeiro paciente confirmado foi atendido. Alessandra Lucchesi explicou que ela já ultrapassou o período de transmissão da doença.

A Secretaria de Saúde alerta que o sarampo é quase totalmente evitável com duas doses da vacina é conferida cerca de 97% de proteção. O Estado continua com a vacina disponível em todas as unidades de saúde. Este ano, a cobertura está em 67% e o ideal é 95%. Em 2018 a cobertura foi de 88%. 

A doença

O sarampo é uma doença infecciosa e aguda, com distribuição universal e com vacinação sazonal. Nos climas tropicais, a transmissão aparenta aumentar após estação chuvosa. Sua transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções nasofaringes, expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

A transmissão inicia-se seis dias antes do exantema (erupção cutânea) e dura até quatro dias após seu aparecimento. O período de maios transmissibilidade se dá nos dois dias antes e nos dois dias após o início das manchas vermelhas na pele.

Quem deve se vacinar

- Bebês de 6 meses a 1 ano incompletos devem tomar a “dose zero”, que é extra. Ao completar 12 meses, devem tomar normalmente uma dose da tríplice viral. Aos 15 meses, devem tomar uma dose da tetravalente.

- Pessoas de 12 meses a 29 anos de idade devem ter duas doses da tríplice viral comprovadas. Se não está marcada na carteirinha ou não se lembra, deve procurar uma UBS e regularizar a situação;

- Adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos 1 dose da tríplice viral.

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