Dia do Enfermo alerta sobre a importância dos cuidados paliativos

Atenção pode ser oferecida no fim da vida, mas o ideal é que chegue muito antes.

Da redação,
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Proporcionar cuidados amplos e ao mesmo tempo individuais requer um esforço coletivo de médicos, enfermeiros e psicólogos.

“A ideia de que a medicina é uma luta contra a morte está errada. A medicina é uma luta pela vida boa, da qual a morte faz parte.” A colocação do escritor Rubem Alves (1933-2014) resume um pouco do que propõem os cuidados paliativos, um conjunto de práticas que têm por objetivo proteger as pessoas do sofrimento trazido por doenças difíceis, que causam dores extremas e ameaçam a vida.
 
Para alertar as pessoas quanto à importância desses cuidados, o Dia Mundial do Enfermo, data de origem religiosa celebrada em 11 de fevereiro, foi criado em 1992 pelo então Papa João Paulo ll. O objetivo da data é mostrar para a sociedade a possibilidade de melhores condições de tratamento e atenção às pessoas doentes, seja em hospitais, postos de saúde ou até mesmo em casa.
 
Essa especialidade oferta conforto, o que inclui alívio e prevenção de incômodos físicos, como dor, náusea, falta de ar, além de apoio emocional, espiritual e social ao paciente e à família. Os cuidados são possíveis diante de problemas diversos como câncer, Alzheimer e insuficiência cardíaca.
 
Para a psicóloga do Grupo Vila, Rafhaela Barros, esses cuidados são essenciais para proporcionar uma maior qualidade de vida aos pacientes que lidam com problemas de saúde. “Muitas pessoas acham que os cuidados paliativos são opções apenas para pacientes terminais, não é bem assim, todos os enfermos com condições difíceis, de muita dor e estresse, merecem esses cuidados. As equipes trabalham com medidas que possibilitam maior bem estar físico, mental e social, para minimizar os efeitos da doença”, explica Rafaela.
 
Essa atenção pode ser oferecida no fim da vida, mas o ideal é que chegue muito antes, a partir do momento de diagnóstico da doença, pois, além das dores e estresses físicos, os pacientes também necessitam de apoio e acompanhamento psicológico com ações que facilitem o tratamento e amenizem as dúvidas e medos.
 
Proporcionar cuidados amplos e ao mesmo tempo individuais requer um esforço coletivo de médicos, enfermeiros e psicólogos, além de um cuidado também com aqueles que estão ao redor do paciente. Os tratamentos com base nos cuidados paliativos também têm um olhar especial para fornecer o mínimo de conforto para a família.

"Nesse sentido, os parentes também recebem apoio. As equipes fazem reuniões para explicar tudo que deve acontecer e todos entendem com mais calma sobre despedida, viver o luto antecipatório, dizer ao enfermo mensagens que gostariam e se acostumar melhor com a ideia da partida”, conta a psicóloga.

Tags: Dia Mundial do Enfermo
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