Brasil tem 1º resultado positivo para coronavírus; governo espera contraprova

Homem de 61 anos, residente em SP, esteve no norte da Itália entre 9 e 21 de fevereiro.

Da redação, Estadão Conrteúdo,
Ali Shirband / EFE
Equipe médica desinfeta vagão de metrô em Teeerã, no Irã; doença já provocou morte em pelo menos 15 países.

O Brasil teve nesta terça-feira (25), um primeiro teste positivo do novo coronavírus. Trata-se, segundo o Ministério da Saúde, de um homem de 61 anos, residente em São Paulo, com histórico de viagem para a Itália, na região da Lombardia (norte do país), a trabalho, sozinho, no período de 9 a 21 de fevereiro. Ainda falta novo teste, que deve ter resultado pronto nesta quarta-feira (26), para tratar o diagnóstico como confirmado. Segundo o governo, o paciente está bem e tem sinais brandos da doença. 

O caso foi relatado pelo Hospital Israelita Albert Einstein como suspeito de coronavírus na tarde desta terça. Com resultados preliminares realizados pela unidade de saúde e de acordo com o Plano de Contingência Nacional, o hospital enviou a amostra para o laboratório de referência nacional, Instituto Adolfo Lutz, para contraprova. 

Este processo de validação dos resultados está em curso e o Ministério da Saúde divulgará o laudo final da investigação oportunamente, segundo a pasta. A pasta recomenda, portanto, cautela sobre quaisquer informações que não sejam as oficiais, uma vez que a investigação não está concluída. Iniciado na China em dezembro, o surto já tem cerca de 80 mil casos pelo mundo e mais de 2,6 mil mortes. Desde o fim da semana, a explosão de casos da Itália tem elevado o alerta global sobre a doença. 

Governo corre para comprar máscaras, luvas e imunoglobina

Segundo apurou o Estado, o governo está em fase final de compra de equipamentos, como máscaras e luvas. Já a contratação de mil leitos em hospitais, anunciada em janeiro, ainda está em análise. O governo corre para garantir a compra de imunoglobulina, usado em pacientes com imunidade baixa e para amenizar efeitos de infecções. A ideia é trazer o produto emergencialmente da China e da Coreia do Sul, mas a finalização da importação espera aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Para Alberto Beltrame, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, o País está preparado para eventual chegada do vírus. “Já estão identificados os hospitais e, se a doença evoluir, providências serão tomadas.”

Tags: Saúde
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