População não perderá leitos com interdição do Ruy Pereira

Afirmação é da presidente do Conselho Estadual de Saúde, Geolipia Silva

Fátima Elena Albuquerque,
Reprodução/TV
Segundo Geolipia Jacinto, o Conselho Estadual de Saúde está preocupado em garantir uma assistência adequada em um ambiente adequado.

A atual situação do Hospital Ruy Pereira tem gerado uma grande polêmica entre a sociedade, especialmente em função da recomendação do Conselho Estadual de Saúde para interdição da unidade e a transferência imediata dos pacientes internados. Para o Conselho Regional de Medicina caso a medida seja tomada, haverá prejuízos incalculáveis para a população que conta com 80 leitos clínicos e 10 de UTI.

A presidente do Conselho Estadual de Saúde, Geolipia Jacinto da Silva garantiu que não haverá perda de leitos e nem de assistência à população. “Na verdade, o Conselho está preocupado em garantir uma assistência adequada em um ambiente adequado, ou seja, em um hospital que garanta o tratamento  com a segurança que a lei determina.

“Já são quase 10 anos de recomendações, baseadas em relatórios, vistorias e laudos técnicos realizados ao longo de todo esse tempo. É preciso que fique claro que as inadequações técnicas no Hospital Ruy Pereira foram constatadas pelo Corpo de Bombeiros e pela Vigilância Sanitária, ou seja, por técnicos responsáveis pelas fiscalizações e pelas vistorias”, ressaltou, em entrevista nesta segunda-feira (14) ao programa RN Acontece.

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Segundo Geolipia, a parte elétrica da unidade hospitalar está muito comprometida, há a ausência de mapa de risco em caso de incêndio, além de outros problemas, como tubulações e hidrantes inadequados, portas danificadas, um único elevador para fazer o transporte de pessoas, pacientes, equipamentos e lixo.

A presidente do Conselho Estadual de Saúde também afirmou que um relatório do Conselho Regional de Medicina aponta que o prédio não é adequado para ser um hospital, de acordo com as normas atuais. “São situações que já vêm de governos anteriores. O primeiro contrato foi de 2010 e, na época, a inspeção realizada pela Secretaria Estadual de Saúde já apontava a existência de situações que precisavam ser ajustadas e reparadas antes da assinatura desse contrato e, pelo visto, isso não foi realizado”, afirmou. Também há vistorias de 2014, 2016, 2017 e 2019, recomendando reparos e ajustes no hospital, especialmente na parte elétrica.

O Conselho Estadual de Saúde, explicou Geolipia Jacinto, o Conselho Estadual de Saúde é um órgão paritário e deliberativo, composto por três segmentos: 25% de gestores, 25% de trabalhadores e 50% de usuários, representados pela OAB e várias entidades sindicais e sociedade civil organizada.


Confira a entrevista:


AMS

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