"Pessoas estão mais suscetíveis à chikungunya", avalia Alessandra Lucchesi

Subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica justifica aumento da doença.

Fátima Elena Albuquerque,
Fladson Soares/Nominuto.com
Segundo Alessandra Lucchesi, os médicos estão cada vez mais conhecendo a sintomatologia e o quadro clínico da chikungunya.

De acordo com o último Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), com dados coletados até o dia 22 de junho, os casos confirmados de chikungunya no Rio Grande do Norte aumentaram em 121% quando comparados ao mesmo período de 2018. Foram 4.094 casos suspeitos e 1.064 confirmados. Já no ano passado, o registro foi de 1.682 casos suspeitos e 480 confirmados.

Para a subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Alessandra Lucchesi, os dados revelam que os médicos estão cada vez mais sensíveis à sintomatologia e conhecendo mais o quadro clínico da doença, daí uma maior notificação dos casos. “A chikungunya, assim como a Zika, é considerada um agravo novo, que teve inserção no Estado no ano de 2015”, afirmou, durante entrevista nesta quinta-feira (11) ao programa RN Acontece. Ela reforçou que é a partir da qualidade da informação que políticas públicas são construídas.

Alessandra Lucchesi explicou que é a sintomatologia que diferencia a chikungunya das demais arboviroses, causadas pelo mosquito aedes aegypti. “O mais característico nessa doença é a artralgia, que é dor nas articulações, evidente em muitos pacientes”, explicou. Além disso, acrescentou, o paciente também pode apresentar quadros de febre, lesões ou manchas  avermelhadas nas palmas das mãos.

SESAP-H2

Questionada sobre o aumento maior dos casos de chikungunya, a subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica destacou o fato de as pessoas estarem mais suscetíveis a essa doença. "Pessoas que ainda não tiveram chikungunya, começaram a manifestar essa arbovirose", disse. Alessandra Lucchesi também comentou que a recuperação da doença é lenta e a sintomatologia pode se apresentar depois de longos períodos - até dois anos depois.

Segundo a subcoordenadora , as pessoas que são acometidas pela chikungunya devem procurar orientação médica, evitar a automedicação, além de aumentar a ingestão de líquidos e ter repouso. Alessandra Lucchesi frisou ainda a importância de se evitar focos do mosquito aedes aegypti.

Para consultar o boletim, basta clicar aqui.

Confira a entrevista:


AMS
Tags: Alessandra Lucchesi arboviroses chikungunya RN Acontece
A+ A-