Médicos da Estratégia de Saúde da Família estão migrando para o Mais Médicos

Diferença salarial tem sido um dos atrativos, explica responsável técnico pelo programa.

Fátima Elena Albuquerque,
Fladson Soares/Nominuto.com
Segundo Hugo Mota, o Mais Médicos é um programa que dá provimento à Estratégia de Saúde da Família.

Com a saída dos profissionais cubanos do Brasil e a reestruturação do Mais Médicos, muitos profissionais estão migrando do programa Estratégia de Saúde da Família, em busca de melhores condições salariais e na tentativa de não deixar a população desassistida. No Rio Grande do Norte foram abertas 139 vagas e todas já foram preenchidas.

Segundo o responsável técnico pela Estratégia de Saúde da Família no Rio Grande do Norte, Hugo Mota, o Mais Médicos é um programa que dá provimento à Estratégia de Saúde da Família. “A diferença é a forma de contratação do médico”, ressaltou, durante entrevista nesta terça-feira (4) ao programa RN Acontece.

Hugo Mota explicou que existe uma diferença salarial entre os programas Mais Médicos e Saúde da Família, apesar de não se poder precisar tais valores. “Cada município tem sua estratégia salarial. Em alguns, a média é de R$ 6 mil a R$ 8 mil por profissional. Entretanto, há município que oferece em torno de R$ 18 mil. Já o Mais Médico paga pouco mais de R$ 11,7 mil”, disse.

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Também há uma diferença quanto aos impostos pagos pelos profissionais. No caso do Programa Mais Médicos, os médicos não recebem salário, mas sim uma bolsa, e por isso ficam isentos do pagamento de Imposto de Renda. “Sem falar que eles recebem ainda uma ajuda de custo para moradia e alimentação, dada pelo município”, afirmou. No caso do profissional que atua no programa Saúde da Família, não há essa ajuda de custo e sobre o salário dele incide o IR.

De acordo com Hugo Mota, o dia 14 de dezembro é o prazo final para a apresentação dos médicos que aderiram ao edital do Mais Médicos. “Somente depois dessa data é que teremos condição de saber quais municípios ficarão desassistidos e quais aqueles que conseguiram recompor suas equipes”, afirmou.

Atualmente, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, 222 equipes de Saúde da Família estão sem médicos. “No Estado todo, temos 1.040 equipes”, disse Hugo Mota. Vale ressaltar que equipes sem médicos deixam de receber repasses federais. Ele esclareceu ainda que mesmo antes da saída dos cubanos, havia um déficit de 41 equipes apenas no programa Mais Médicos. “Com a saída deles, aumentou um problema que já existia”.

Confira a entrevista:


AMS
Tags: Hugo Mota Mais Médicos RN Acontece
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