"Ficar sem receber salários e 13º é inadmissível", diz Roberto Campos

Policiais militares deram prazo até o dia 14 para o governo quitar as folhas.

Fátima Elena Albuquerque,
Fladson Soares/Nominuto.com
Cabo Roberto Campos disse que se os salários e o 13º não forem pagos até dia 14, os policiais irão paralisar as atividades.

O Governo do Estado alega não haver orçamento para o pagamento do salário de dezembro e do 13º salário dos servidores públicos estaduais deste ano e aposta na aprovação, pela Assembleia Legislativa, de um projeto de crédito extraordinário, na ordem de R$ 1,7 bilhão para quitar essas folhas. Entretanto, cabos e soldados da Polícia Militar do Rio Grande do Norte já estão em alerta e ameaçam paralisar as atividades caso o Executivo não efetue os pagamentos.

Em entrevista nesta quinta-feira (5) ao programa RN Acontece, o presidente da Associação de Cabos e Soldados do RN, Roberto Campos, afirmou que a categoria irá aguardar até o dia 14 deste mês. “Se os salários e o 13º salário não forem pagos até essa data, convocaremos a categoria para a suspensão das atividades. Já deixamos todos os policiais em alerta”, avisou.

Ele lembrou que no final de 2017, houve uma paralisação dos policiais, que durou 23 dias, devido à falta de pagamento dos salários. “Até uma campanha de doação de alimentos foi feita em prol dos policiais”. E acrescentou: “naquela época, o Exército precisou ser chamado para fazer a segurança nas ruas. Essa situação é inadmissível e insustentável e não iremos aceitar essa mesma pisada de final de ano, como ocorreu nos anos anteriores”, disse.

RN-H21

Roberto Campos comentou que uma comissão de policiais esteve na Assembleia Legislativa nessa quarta-feira (4) para cobrar dos deputados estaduais a aprovação do crédito extraordinário requerido pelo Governo do Estado. O projeto já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas está sendo travado pela Comissão de Finanças, que entende não ser necessária a aprovação de uma lei pela AL, cabendo ao governo a edição de um decreto. O presidente da ACS acredita que a briga é mais política que técnica.

“No meio de tudo isso estão os servidores do Estado, que estão desde 2017 sem direito a salário e a 13º no final do ano”, ressaltou o cabo Roberto Campos. Para o presidente da ACS, a expectativa é que os parlamentares e o Governo do Estado cheguem a um acordo e o crédito extraordinário seja aprovado.


Confira a entrevista:


AMS

Tags: RN Acontece Roberto Campos
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