Expectativa do Sinpol é que salários sejam quitados ainda este ano

Segundo Nilton Arruda, demais Poderes também precisam se sacrificar para fim da crise.

Fátima Elena Albuquerque,
Fladson Soares/Nominuto.com
Para Nilton Arruda, houve uma falha de comunicação por parte do Executivo quanto ao pagamento dos atrasados.

O governo do Estado deu início nesta sexta-feira (11) ao pagamento da folha de janeiro deste ano. Pelo acordo fechado com 12 sindicatos do Fórum Estadual dos Servidores, estão sendo antecipados 30% do salário bruto dos ativos, inativos e pensionistas. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Rio Grande do Norte (Sinpol), Nilton Arruda, a expectativa dos servidores é que o problema do atraso dos salários e 13º de 2018 e do 13º de 2017 para algumas categorias seja resolvido ainda este ano.

Em entrevista nesta sexta-feira ao programa RN Acontece, Nilton Arruda explicou que apesar do acordo fechado com o governo estadual para o pagamento da folha de janeiro, houve uma falha de comunicação por parte do Executivo quanto ao pagamento dos atrasados.

“Faltou, inicialmente, o governo dizer aos servidores que as folhas passadas seriam, sim, quitadas. Por isso, as ameaças de greve de algumas categorias. Somente depois de mais diálogo é que ficou dito que, à medida que recursos extras entrem, os pagamentos desses atrasados serão feitos”. Mesmo assim, ainda não há um prazo para que tudo seja regularizado.

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Com relação ao 13º salário de 2017, restam ser pagos pelo governo estadual R$ 42 milhões. Já em relação ao restante da folha de novembro, são devidos R$ 96 milhões. Também falta ser paga aos servidores a integralidade do 13º salário de 2018, que totaliza R$ 420 milhões, além do salário de dezembro. São quase R$ 980 milhões devidos pelo Governo do RN.

Para o presidente do Sinpol, será necessária muita habilidade por parte do atual governo, bem como compreensão por parte dos demais Poderes – Legislativo e Judiciário – que recebem o duodécimo do Estado. “Eles também precisam dar a sua parcela de sacrifício para resolver essa crise. Isso não pode ficar só nas costas dos servidores comuns. Todos têm que se sacrificar”, defendeu Nilton Arruda. O Tribunal de Justiça, por exemplo, tem em caixa mais de R$ 200 milhões, segundo o ex-presidente do TJ, Expedito Ferreira.

De acordo com o presidente do Sinpol, a categoria é a favor da isonomia em relação ao tratamento de pagamento de salários, mas existem peculiaridades relativas à segurança pública. “Continuaremos no fórum e lutando pela regularização do pagamento dos salários”, disse Arruda.


Confira a entrevista:


AMS

Tags: Nilton Arruda RN Acontece Sinpol
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