Veja traz reportagem especial sobre o país sede da Copa do Mundo

Revista mostra que evento é uma ótima oportunidade para observar a cultura e história da Rússia.

Da redação,

VEJA1Veja

Uma Copa de alma russa
Realização da Copa na Rússia, país de história e cultura fascinantes, é a oportunidade de enxergar torneio para muito além dos gols e craques inesquecíveis.

Se a Copa do Mundo fosse apenas futebol, certamente não teria a dimensão e a graça que tem — mas, sem os gols e os lances inesquecíveis que constroem as lendas, cairia no esquecimento rapidamente. Toda Copa é um espetáculo, e já se foram vinte, mas uma Copa na Rússia tem algo a mais. Vista do Brasil, e de todos os outros países, há o charme da história de uma nação continental que desde os primórdios, passando pelo tempo dos czares, pelo período soviético e mesmo pelos dias de hoje, com a mão dura de Vladimir Putin, sempre despertou interesse.

Haverá Messi, haverá Cristiano Ronaldo e Neymar. Haverá a polêmica da estreia do VAR, o árbitro assistente de vídeo. O Brasil buscará o hexa e a Alemanha, o penta. Muito se falará das denúncias de sobrepreço nos estádios (nenhuma novidade nesse ponto). Teremos, enfim, diversão à beça a partir de 14 de junho, com o jogo inaugural entre os donos da casa e a Arábia Saudita, até a final, em 15 de julho, no Estádio Lujniki, em Moscou. Mas, por trás dessa camada mais evidente, há um estrato fascinante, porque, insista­-se, não se trata só de bola.

Sociedade anônima
Empreiteiro confirma que o coronel João Baptista Lima pediu e recebeu 1 milhão de reais em nome do presidente Michel Temer, mas diz que não era propina.

O fim da greve dos caminhoneiros e a normalização do abastecimento de alimentos e combustíveis projetavam uma semana mais tran­quila para o presidente Michel Temer. Não foi. A disparada do dólar e a queda das ações na bolsa de valores colocaram a economia, outra vez, em estado de alerta. Más notícias para o governo também eclodiram da Operação Lava-Jato. A Polícia Federal pediu a quebra de sigilo telefônico do presidente Michel Temer e dos ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco como parte das apurações de um repasse de 10 milhões de reais em espécie feito pela construtora Odebrecht durante as eleições de 2014. Delatores da empreiteira relataram que esse dinheiro foi solicitado por Temer para financiar clandestinamente as campanhas do MDB. Em outro inquérito, os investigadores encontraram um documento na sede da Argeplan, empresa do coronel aposentado João Baptista Lima, amigo do presidente. Trata-se de um contrato que reforça as suspeitas de que o coronel atuava como arrecadador a serviço de Temer. Houve ainda um terceiro embaraço para o presidente. Na terça-feira 5, o empresário José Antunes Sobrinho, dono da empreiteira Engevix, confirmou à PF que repassou 1 milhão de reais a Temer por meio do mesmo coronel Lima em 2014.

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istoeIstoé

O Brasil perdeu o centro?
Os partidos tradicionais seguem na contramão dos anseios da população, ao apresentar alternativas eleitorais que representam velhos e surrados métodos de fazer política. O resultado é o desalento do eleitor, hoje em busca de um candidato que personifique o novo.

Os brasileiros já deram caudalosas demonstrações de que estão em busca de um candidato capaz de encarnar a renovação política. Alguém dotado de credibilidade, sobre o qual não pese qualquer suspeita, e que personifique o tripé “eficiência, modernidade de gestão e sensibilidade social”. São exatamente os predicados que os ungidos pelos partidos tradicionais não conseguiram apresentar até agora. Pelo contrário, insistem no jogo surrado de velhas práticas e fórmulas. Ensaiam uma espécie de teatro do “mais do mesmo”, que, em vez de empolgar, provoca fastio no eleitor.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Idea Big Data entre os dias 8 e 13 de maio explicita esse sentimento de desalento. De acordo com o levantamento, 56% dos entrevistados não têm vontade de reeleger político algum nas próximas eleições. E 64% não pretendem votar em ninguém indicado até agora pelas agremiações clássicas e que esteja de alguma forma envolvido com a Operação Lava Jato ou qualquer outra das investigações sobre corrupção em curso, ainda que inocentes.

Se as pesquisas eleitorais indicam tal situação, as urnas mostraram o efeito concreto dessa sensação na eleição extraordinária ocorrida no Tocantins no domingo 3. Nada menos que 43,5% dos eleitores anularam o voto, votaram em branco ou não compareceram aos postos de votação. O cenário de abatimento, que impõe ao eleitor uma prostração preocupante, se reproduz pelo País.

Já quando são apresentadas caras novas, prevalece o reverso da moeda. Foi assim entre novembro do ano passado e abril deste ano, quando surgiram rumores de que o apresentador de TV Luciano Huck e o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa poderiam se lançar na disputa. Mesmo sem confirmarem oficialmente suas candidaturas, ambos largaram na corrida eleitoral com dois dígitos, índices que a maioria dos candidatos ainda sua a camisa e gasta sola de sapato para alcançar. “Há um claro sentimento de renovação por parte do eleitorado que as opções atuais não explicitam”, atesta Murilo Hidalgo, do Instituto Paraná Pesquisas. Em outubro do ano passado, uma pesquisa realizada por ele já exibia esse quadro. De acordo com o levantamento, àquela altura 59,4% dos entrevistados diziam querer votar “em um candidato novo”, mesmo que não fosse muito conhecido – um perfil que se convencionou chamar de “outsider”. “Um candidato outsider, de fora, teria naturalmente muita chance de sucesso nestas eleições”, avalia Hidalgo.

O candidato encrencado de Lula
Durante a gestão de Luiz Marinho à frente da prefeitura de São Bernardo do Campo, a OAS recebeu R$ 1 bilhão, fruto de um grande esquema de corrupção, com licitações dirigidas e obras superfaturadas, que envolveu o ex-presidente Lula e o então sócio da empreiteira Léo Pinheiro.

Vitórias contra o câncer de mama
A medicina conhece a primeira mulher que usou suas células de defesa para evitar a progressão da doença e aplaude duas importantes pesquisas mostrando que boa parte das pacientes necessita de menos remédio. O caminho é a terapia personalizada.

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EPOCA1Época

Vai amarelar? A Copa do Mundo que ainda não pegou
Apropriação política da camisa da Seleção Brasileira fez outros tons ganharem vez às vésperas da Copa.

Muita gente descontente com o governo Michel Temer se recusa a vestir a camisa amarela associada aos que foram às ruas se manifestar contra a corrupção no governo do PT e a favor da saída da então presidente da República, Dilma Rousseff.

O uso do uniforme da Seleção pelos “coxinhas”, alcunha utilizada pela esquerda, não é o único motivo das resistências à camisa. As acusações de recebimento de propina contra Ricardo Teixeira, a prisão do ex-presidente da CBF José Maria Marin nos Estados Unidos e o banimento de Marco Polo Del Nero do futebol, ordenado pela Fifa, reforçam o repúdio ao escudo da entidade máxima do futebol brasileiro.

No entanto, nem todos na esquerda manifestam aversão à camisa da Seleção. Preso desde 7 de abril no prédio da Polícia Federal em Curitiba, Paraná, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva torcerá com a amarelinha, pelo menos segundo o deputado Wadih Damous (PT-RJ), que o visitou no último dia 30. “Acabo de visitar o presidente Lula. Já estava de camisa amarela para torcer pelo Brasil”, afirmou em seu Twitter.


Legados de junho: como o levante da sociedade civil contra o estado virou briga entre "coxinhas" e "petralhas"
Como as forças políticas tradicionais domesticaram o levante da sociedade civil contra o Estado e o transformaram na polarização entre “coxinhas” e “petralhas”.

O Brasil que existia antes das manifestações de junho de 2013 parece um outro país. O PT estava no poder havia mais de dez anos e o país vivia um longo período de crescimento econômico, pleno emprego, prestígio internacional e ampla aprovação dos eleitores. O “progressismo” era um fenômeno regional, com partidos ou coalizões de esquerda governando a Argentina, o Uruguai, a Bolívia, o Chile, a Venezuela, o Equador e, por um curto período, o Paraguai.

O Brasil daquele distante período era o país do Cristo Redentor decolando na capa da Economist, do gigante se levantando na publicidade do Johnnie Walker, o país cujo prestígio internacional era tão grande que tinha conseguido sediar a Copa do Mundo e a Olimpíada.

Como saímos dessa autoimagem gloriosa e cheia de esperança para ser o país da Lava Jato, da Petrobras quebrada, de uma presidente impedida e de um novo presidente com 5% de aprovação; um país com dois anos consecutivos de recessão econômica e cujos executivos das maiores empresas e a liderança dos três principais partidos estão presos ou prestes a ser presos?

Um pedaço dessa história diz respeito aos muitos erros da política econômica do governo Dilma: o represamento dos preços administrados, as desonerações às grandes empresas, a expansão do crédito subsidiado e a deterioração fiscal — tudo isso combinado com os efeitos da crise global e a queda nos preços das commodities. Diz respeito também às políticas antissociais implementadas para promover a austeridade no segundo mandato de Dilma Rousseff e na gestão de Michel Temer.

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Bolsonaro, nova versão

Pré-candidato do PSL está empenhado em provar que agora é mais neoliberal e antinacionalista do que os tucanos.


Petrobras

Festejado pela mídia nativa, Pedro Parente deixa o comando da empresa no rescaldo da crise do desabastecimento provocada por sua política de preços.


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