Veja traz relatório final de investigações sobre esquema criminoso na UFSC

Investigadores pedem o indiciamento de 23 pessoas envolvidas na fraude.

Da redação,

VEJA5Veja

O inquérito do reitor que se suicidou

O mês de setembro do ano passado foi trágico para a história do combate à corrupção no Brasil. No dia 14, a Polícia Federal deflagrou uma operação para desarticular um ''esquema criminoso'' que desviara ''mais de 80 milhões de reais'' dos fundos destinados à Universidade Federal de Santa Catarina. Ao anunciar a operação em sua página no Facebook, seguida por 2,7 milhões de pessoas, a Polícia Federal ainda acrescentou duas hashtags para festejar sua atuação: #euconfionapf e #issoaquiépf. 

Na operação, os agentes prenderam sete pessoas, entre as quais o professor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, então com 59 anos, reitor da universidade. Cancellier foi algemado, acorrentado pelos pés e submetido a revista íntima. De uniforme cor de laranja, permaneceu trinta horas detido, parte delas em um presídio de segurança máxima, e, ao sair, ficou proibido de pisar no campus da universidade, até ser liberado por ordem judicial. A experiência traumática lhe deixou uma cicatriz indelével. Dezoito dias depois, suicidou-se, pulando do 7º andar de um shopping center em Florianópolis.

Agora, após sete meses, VEJA teve acesso exclusivo às 6 000 páginas do inquérito e às 800 páginas do relatório final da investigação. É uma leitura perturbadora pelo excesso de insinuações e escassez de provas.


EPOCA4Época


A infidelidade hoje: nunca foi tão fácil trair; nunca foi tão difícil esconder

A mulher está cismada com a quantidade de mensagens que o marido recebe por dia. Também está intrigada porque ele não desgruda do celular nem quando vai ao banheiro. Somados a isso, outros indicadores fermentam seu desconforto: ele trocou a armação dos óculos, voltou a correr, aumentou o número de viagens a trabalho. Surpreendentemente, está mais carinhoso. Uma noite - das raras que passam juntos-, ela bola um plano: vão a um restaurante, ela insiste para que tomem a segunda garrafa de vinho (na verdade, ela bica a bebida, quem bebe é ele), voltam altinhos para casa. Cansado, de pileque, ele capota na cama. Ela pega o celular, segura o polegar do marido desacordado e o comprime com cuidado no botão que liga o aparelho. Tcharam! A tela se abre no WhatsApp e ela pode ver a troca extensa de recados dele com outra mulher. É o fim do casamento?



ISTOE4Istoé


Sonhos interrompidos

Casos de suicídios em escolas de São Paulo disparam um alerta na sociedade quanto à opressão em que vivem os adolescentes hoje, mostram a vulnerabilidade em relação ao sofrimento psicológico e impulsionam ações de conscientização para a prevenção desse mal que aflige o mundo todo.

A infelicidade extrema, a falta de esperança e a frustração com as vicissitudes inerentes à vida têm produzido um quadro alarmante na última década no Brasil: em média, 11 mil pessoas se matam por ano, um a cada 48 minutos, 30 por dia. Jovens com imensurável potencial para se destacar em inúmeras atividades estão decidindo por fim à própria vida bruscamente por não saber lidar com as opressões do mundo atual. Em vez de acalentar projetos, muitos interrompem seus sonhos com frequência inaceitável. Na semana passada, o tema ganhou visibilidade novamente no tradicional Colégio Bandeirantes, na zona Sul de São Paulo. A escola, cuja qualidade do ensino a coloca entre as mais conceituadas da Capital, comunicou a ocorrência de dois suicídios entre seus alunos, um de 16 e outro de 17 anos, em um intervalo de dez dias. No mesmo período houve um terceiro caso no Colégio Agostiniano São José, na zona Leste da cidade. A notícia causou comoção nas redes sociais e, ao mesmo tempo, abriu um debate franco – e oportuno – sobre o assunto.


CARTA5Carta Capital


O Brasil celebra o dia do desemprego... 
enquanto uma macrobolha ameaça o mundo


Bancada da Bíblia

A Frente Parlamentar, aponta estudo, é menos coesa do que parece. No fim, é cada um por si e Deus por todos.

O Belo e a Fera

Macron quis levar a Washington algum bom senso sobre o Irã e o mundo. Encantou Trump, mas não o convenceu.

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