Veja revela os bastidores do funcionamento do Supremo Tribunal Federal

Revista mostra a rotina da Corte que se tornou o epicentro das decisões no país.

Da redação,

VEJAVeja

O Supremo por dentro
Uma radiografia exemplar do tribunal que se tornou o epicentro do poder no país.

A combinação de um Executivo fraco, sob um presidente de transição, com um Legislativo inoperante veio a descarregar sobre o Judiciário o peso das mais agudas decisões nacionais. Em terceiro lugar, a Constituição de 1988 encarregou o Supremo Tribunal Federal de trocar em miúdos a cornucópia de temas nela contidos, e de dar satisfação aos muitos direitos atribuídos aos cidadãos.

A revista Veja detalhou a rotina dos atuais ministros e compara como funcionava a principal representação da Justiça do país em relação aos tempos atuais.

Exclusivo: Relatos perturbadores sobre Roberto Caldas
Juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos é acusado de espancamento, assédio sexual e ameaça de morte.

Aos 55 anos, o juiz Roberto de Figueiredo Caldas está no auge da carreira. O premiado advogado trabalhista e pró-cidadania, como ele se descreve em seu currículo na internet, foi um dos fundadores da Comissão Nacional de Direitos Sociais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e membro de órgãos importantes como a Comissão para Erradicação do Trabalho Escravo e a Comissão de Ética Pública da Presidência da República. Sempre foi respeitadíssimo, principalmente pelo viés de seu trabalho, voltado à preservação de direitos sociais e trabalhistas. Tanto que, em 2012, a então presidente Dilma Rousseff o indicou para ocupar uma vaga na Corte Interamericana de Direitos Humanos (CorteIDH), entidade reconhecida por vinte países que compõem a Organização dos Estados Americanos (OEA) quando o assunto é violação de garantias básicas. Em 2016, Caldas assumiu a presidência da Corte. Foi o segundo brasileiro a ocupar o posto — o que lhe conferiu mais visibilidade, poder e algum prestígio internacional. Tudo isso, agora, ameaça ruir.

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ISTOEIstoé

Quem são os acusados e o que pode estar por trás da morte de Marielle
Investigações incluem vereador, policial militar e miliciano preso entre os prováveis autores do assassinato que coroa o domínio de uma estrutura criminosa capaz de controlar o Rio de Janeiro mesmo com a intervenção federal na Segurança do estado.

O local onde a vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista Anderson Gomes foram assassinados, em 14 de março, no Estácio, região central do Rio de Janeiro, foi tomado por um clima de deferência na noite da quinta-feira 10. Por mais de cinco horas, ali foi encenada a reconstituição do crime — etapa fundamental para a elucidação de um atentado que comoveu o País e o mundo, além de expor a falência do poder público no estado e revelar as entranhas de uma organização criminosa que controla serviços, verbas e votos em boa parte do Rio de Janeiro. Mais que a execução de uma vereadora combativa, o atentado contra Marielle demonstrou o imenso desafio de recuperar a cidade e o estado das mãos de bandidos que visivelmente não se abalaram sequer com a intervenção federal na Segurança Pública fluminense. Pelo contrário, fizeram do cadáver de Marielle um troféu que coroa seu poderio e certeza de impunidade.

Balcão de negócios: o esquema de compras de deputados pelo PP com dinheiro da Saúde
Para se tornar a segunda maior bancada na Câmara, o PP cooptou sete novos deputados com dinheiro da Saúde e a oferta de mais R$ 2,5 milhões para a campanha de cada um.

Partido mais encalacrado na Lava Jato, o PP, com 31 parlamentares sendo investigados por corrupção, parece mesmo gostar de flertar com malfeitos. Para chegar à posição de segunda maior bancada na Câmara, com 54 deputados, ficando atrás apenas do PT, mas superando MDB e PSDB, o partido montou uma operação com o uso de dinheiro público para cooptar novos parlamentares. O esquema foi montado pelo presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira (PI), pelo então ministro da Saúde, deputado Ricardo Barros (PR), e pelo deputado Arthur Lira (Al), ex-presidente da Comissão do Orçamento. Os três articularam o ingresso de sete desses novos deputados ao partido em março, durante a abertura da “janela partidária” – período em que a Justiça Eleitoral permite a troca de partido para a disputa de novo mandato. A cooptação ocorreu por meio de dinheiro do Fundo Nacional da Saúde (FNS) para os municípios onde os deputados têm base eleitoral. Além dos recursos da Saúde, os parlamentares obtiveram a promessa de receber R$ 2,5 milhões do Fundo Partidário para cada um tocar sua campanha à reeleição este ano.

Exclusivo: os diálogos que comprometem Beto Richa
Áudios obtidos por Istoé indicam que o governo Beto Richa atuou para favorecer a Odebrecht em obra bilionária e reforçam inquérito contra o ex-governador do Paraná, hoje nas mãos do juiz Sergio Moro, que o acusa de receber R$ 2,5 milhões da empreiteira por meio de caixa dois.

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EPOCAÉpoca

O palpiteiro de Temer
Elsinho Mouco, o marqueteiro que quer manter isso, viu?

O marqueteiro Elso Mouco Júnior está há 15 anos servindo Michel Temer em campanhas eleitorais. O presidente, um político que preza imensamente a lealdade e os salamaleques do poder, encontrou seu conselheiro perfeito. A proximidade de ambos não é meramente profissional. Apesar de não possuir cargo formal no governo, Elsinho é o único marqueteiro da história do Brasil que tem gabinete no Palácio do Planalto. Fica no 4º andar, próximo das salas dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (que ocupava a Secretaria-Geral da Presidência até outro dia). Ele é contratado indiretamente para cuidar da comunicação do governo por meio da empresa Isobar, que trata das redes sociais da Presidência — o que justificaria a sala com secretária. O espaço foi uma exigência contratual do próprio Temer, conforme disse em entrevista por e-mail a Época.

Elsinho compõe o trio que aconselha Temer em assuntos ligados a sua imagem e a sua comunicação. Os demais são o secretário de Comunicação Social, Márcio Freitas, e o onipresente Moreira Franco, hoje ministro de Minas e Energia. Aconselha, mas não significa que seja obedecido — como se viu no episódio da visita ao prédio que desabou em São Paulo. Temer costuma seguir seus instintos e princípios. Decide, de fato e com frequência, sozinho. Ainda assim, Elsinho tem os ouvidos do presidente. As ideias e as campanhas que saem do Planalto passam por ele.

Cachorros & Shakespeare
“É absurdo considerar que a mera presença de um mamífero num cômodo possa fazer uma pessoa se sentir melhor, mas é isso que faz”.

Panelas à vista: Argentina vive de novo o drama do câmbio e da falta de dólar
Macri aumenta juros para conter escalada do dólar, obsessão dos argentinos desde os anos 1970.

Mais uma vez, como tantas outras ao longo do último meio século, o dólar está chacoalhando um governo argentino. E, mais uma vez, como em quase todas as ocasiões nestes 50 anos, a Presidência e a equipe econômica não sabem como lidar com o assunto. Perante a crescente alta do dólar, o Banco Central — após ter usado 12% de suas reservas em dois meses para conter a divisa americana — decidiu, no dia 4 de maio, aumentar a taxa de juros de 27,5% para 40%. Simultaneamente, determinou que os bancos deveriam reduzir a proporção de dólares de 30% para 10% de seus ativos. Além disso, para tentar emitir um sinal aos mercados de que o governo pretendia segurar a confiança dos investidores, anunciou a redução da meta de déficit fiscal deste ano de 3,2% para 2,7%.

O governo também anunciou que confirmava sua previsão de inflação de 15% para este ano, patamar que gera risos entre os economistas da city financeira portenha, que indicam que a inflação passará facilmente dos 22%. O FMI calcula que será de 19,5%. A redução da inflação havia sido a principal promessa eleitoral de Macri há dois anos e meio.

Mas, apesar das medidas, na terça-feira dia 7 de maio o dólar voltou a subir. Enquanto isso, os supermercados se atarefavam em remarcar os preços. A Bolsa portenha despencava. Rapidamente Macri anunciou que o governo solicitaria uma linha de crédito ao FMI, fato pelo qual seria necessário fazer um acordo nas próximas semanas com a entidade financeira.

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CARTACartaCapital


Endinheirados, tremei
A prisão dos doleiros deixa exposta a dita "elite" e suas hipocrisias.

Tributos
Movimento mobiliza mais de 40 especialistas por uma reforma capaz de reduzir as desigualdades e promover crescimento econômico.

Maio de 68
Esse mês mudou o mundo, mas parece mais distante de nós do que de Marx, por mais que incomode Macron.

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