Veja revela a vida do ex-presidente Lula na prisão

Revista mostra os bastidores dos primeiros trinta dias de cárcere do petista.

Da redação,

VEJA-200Veja

A vida de Lula na prisão
Veja teve acesso à ala restrita do prédio onde Lula se encontra preso e revela os detalhes dos primeiros trinta dias de cadeia do ex-presidente.

Na tarde da sexta-feira (27), a revista Veja teve acesso com exclusividade ao local onde o petista está detido e reconstituiu o cotidiano de seu primeiro mês na prisão — uma rotina diferente da dos outros 22 presos na carceragem da PF em Curitiba.

O ex-presidente não tem hora para acordar ou dormir, não tem hora para o banho de sol, pode receber os advogados quando desejar, as visitas não passam pela revista íntima e a cela, confortável se comparada às demais, não fica trancada. Normalmente, a porta permanece apenas fechada.

Mesmo sem horários rígidos, o dia de Lula na prisão começa por volta das 7 horas — e segue uma rotina especial.

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Época
EPOCA-H
Juventude enganada: como você vota, jovem?
Eleitores estreantes explicam suas escolhas para a próxima eleição presidencial.

Nas últimas semanas, a revista Época conversou com jovens de 15 a 17 anos sobre o Brasil que eles querem — e sobre quem, na opinião deles, é mais competente para guiar o país rumo a um futuro que hoje parece distante e incerto.

A reportagem visitou colégios em São Paulo e abordou militantes e dirigentes partidários e de movimentos sociais à procura de jovens ávidos por participar do jogo democrático. Conversou com mais de três dezenas de jovens eleitores — convictos e indecisos — sobre o próximo pleito presidencial. Questionou-os sobre sua formação política, sobre como se informam, se são influenciados por familiares e amigos, e ouviu suas preocupações e seus sonhos para o futuro — deles e do país.

Desses jovens, 13 apoiadores dos principais pré-candidatos explicam como e por que votam.

Um corpo que cai
Um homem, um prédio, o descaso.

Dependurado num cabo de para-raios na altura do 8º andar do “prédio de vidro”, Ricardo ainda achou em si uma fibra de cortesia: “Socorro! Me tira daqui, por favor!”. Seu apelo encontrou a equipe de bombeiros comandada pelo sargento Diego Pereira da Silva Santos. Enquanto subiam as escadas do edifício Caracu, vizinho ao que estava em chamas, os homens ouviam relatos de que havia um rapaz suspenso do lado de fora, gritando por ajuda. Da janela de uma cozinha no 15º andar, o sargento Diego avistou Ricardo, um jovem moreno, cabelos curtos, tatuado, camiseta azul de manga longa. “Calma, confia em mim! Preciso que você olhe para mim!”, o sargento berrou, tentando superar o som dos estalos do metal que ardia a mais de 400 graus célsius no interior daquele espigão incandescente. Ricardo não podia olhar para baixo ou para os lados e considerar a possibilidade de pular do prédio como fuga do inferno. Ele precisava acreditar que os bombeiros seriam capazes de salvá-lo. E acreditou. “Ele ficou tranquilo e seguiu as nossas orientações. Parou de gritar. Estava calmo.”

Os bombeiros tiveram de abrir, com um machado, um buraco na parede para alcançar Ricardo. O soldado Berigo se encarregou de atar os nós do cinto alemão, espécie de cadeirinha, em que Ricardo se amarraria. Enquanto isso, o sargento Corá prendia os equipamentos nas partes metálicas do prédio ao lado. O vento estava a favor de Ricardo, soprando a ardência para a direção contrária. O sargento Diego lançou o cinto alemão. Não alcançou Ricardo. Na segunda tentativa, o equipamento escapou das mãos do rapaz. Ele agarrou a cadeirinha na terceira. Conforme o sargento o orientava, apontando a lanterna para onde queria que o rapaz se entrelaçasse, Ricardo ia se atando às cordas e fitas — em volta do tórax, por baixo dos braços, em uma das pernas. Diego limava o que os bombeiros chamam de “canto vivo” do prédio onde estava, para que, quando puxasse as cordas, elas não arrebentassem em um pedaço pontiagudo. O prédio ardia havia uma hora e meia. Estava quase tudo pronto para o resgate. Mais 30 ou 40 segundos... A torre onde Ricardo estava inclinou-se. Sete andares desabaram sobre ele. O prédio todo desmoronou. Ricardo foi tragado pelas labaredas e pelos escombros.

O sumiço do Ministério da Justiça
Criado no Império por Dom Pedro I, o Ministério da Justiça, esvaziado pela criação do Ministério da Segurança Pública, vive o momento de menor prestígio político de sua longa história.

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ISTOE-200Istoé

O inferno astral de Temer
Como o presidente da República tenta enfrentar a maior crise de seu governo, ao mesmo tempo em que se dedica a preservar o próprio mandato e a defender a reputação de sua família, em meio à perda de sustentação política.

O inferno de Dante Alighieri consiste em nove círculos concêntricos que se afunilam conforme mais profundos ficam, até encontrarem o centro da Terra. Para qual deles você é enviado, depende do pecado cometido. Sobre o inferno de Temer não se sabe ainda a duração nem o alcance. O certo é que o presidente da República enfrenta hoje o terceiro círculo, ou terceira onda, como ele mesmo define, pela qual corre o risco de ser irremediavelmente tragado caso não consiga se desvencilhar da enrascada em que entrou.

Nos primeiros meses de gestão, o presidente exibiu musculatura política invejável. Aprovou o teto dos gastos, a reforma trabalhista, controlou a inflação e os juros e, mesmo paulatinamente, parecia colocar o País na trilha do desenvolvimento. Desde o avanço da Operação Lava Jato sobre ele, porém, Temer deslocou o eixo de sua atuação: abandonou as reformas e passou a se dedicar à preservação do próprio mandato. Não tem sido fácil dissipar as labaredas.

Enquanto vê seus parentes investigados por lavagem de dinheiro, numa trama capaz de enredá-lo, Temer não consegue conter o desemprego, perde sustentação política, bate recorde de vetos derrubados e assiste à paralisia de projetos de interesse do governo no Congresso, arena que ele demonstrava dominar como poucos. Sua candidatura à reeleição, antes dada como certa, patina em meio ao esfacelamento das alianças. “Se a história não me reconhecer, nome em ala de hospital terá reconhecido”, contentou-se Temer na última semana. “É…se alguém insiste para que eu pule de um prédio, precisa me garantir primeiro que há água lá embaixo”, afirmou a senadora ruralista Kátia Abreu (MDB-GO). Kátia é hoje uma clara opositora ao presidente e ao seu governo. Mas, ainda assim, provocou profundo silêncio ao se manifestar numa reunião da bancada de seu partido quanto às chances de apoiar a reeleição.

Descaso, desespero e oportunismo
Tragédia em prédio no centro de São Paulo expõe a situação precária de milhares de pessoas sem moradia, atesta fracasso do poder público na proteção dos cidadãos e revela o submundo das máfias que fazem das ocupações um negócio lucrativo.

A volta dos Collor
Na tentativa de manter o clã dos Collor de Mello no poder, o ex-presidente se apresenta como candidato ao Planalto numa iniciativa tão estapafúrdia quanto infrutífera e lança um filho fora do casamento como seu sucessor.

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CARTA-200CartaCapital

Maior que ele, só Deus
Com uma decisão a respeito do ex-presidente Lula e outra sobre uma extradição de Portugal, o juiz federal Sérgio Moro revela que a Justiça tem uma última instância acima do Supremo Tribunal Federal.

Não culpem as vítimas
A tragédia no Largo do Paissandu, em São Paulo, é fruto do histórico descaso do Poder Público com as famílias sem-teto.

Juros
O Banco Central falha na redução das taxas, a Febraban desconversa e Skaf arma mais um lance de marketing.

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