Veja destaca problema das fake news também para a saúde pública

Emagrecimento, câncer e diabetes são temas preferenciais das enganações espalhadas nas redes sociais.

Da redação,

Veja

CapaVejaAs fake news que matam
Epidemia de mentiras: praga na política, as fake news também se tornaram um caso grave de saúde pública. Emagrecimento, câncer e diabetes são temas preferenciais das enganações.

Grave em qualquer área de conhecimento, a profusão digital de textos e vídeos enganadores pode se tornar letal quando o alvo é a saúde. As fake news transformaram-se em uma grave questão de saúde pública. Por redes sociais, sites de busca e aplicativos de mensagens espalham-se milhares de receitas infalíveis, alimentos superpoderosos, estudos inexistentes ou distorcidos e outras enganações. O Ministério da Saúde, que monitora notícias falsas desde o surto da gripe H1N1 em 2009, montou no ano passado uma equipe com a função exclusiva de escarafunchar, ao longo do dia, tudo o que é publicado sobre enfermidades na web. Em 2017, o time identificou 2 200 invenções. No primeiro semestre deste ano, cerca de metade disso já caiu no pente-fino.

O mais perverso: doenças graves, que assolam e matam milhões de brasileiros, são justamente as mais usadas para fisgar leitores desavisados. Um levantamento inédito feito por VEJA recolheu 3 000 notícias sobre saúde em seis páginas do Facebook que se notabilizaram por difundir falsidades na área da medicina. Destas, VEJA selecionou cerca de 1 000 que tiveram maior número de compartilhamentos. Entre elas, descobriu-se, com a ajuda de médicos consultados pela revista, que cerca de um terço divulgava falsidades inquestionáveis. Os temas mais frequentes na lista de fake news foram dieta para emagrecer, câncer e diabetes. O Facebook argumenta que trabalha em parceria com agências de checagem de dados e universidades para identificar mentiras na rede e reduzir o alcance dessas publicações. Claramente, é um trabalho que deixa a desejar.

Eleição: começa a dança das quadrilhas
No ensaio geral para as eleições, há populistas, neófitos, profissionais. Dos mais de vinte candidatos que já se apresentaram, a maioria ficará pelo caminho.

Se a eleição fosse uma batalha de quadrilhas, os pré-­candidatos à Presidência da República não fariam feio. Há personagens que se encaixam perfeitamente no papel de noivo, de noiva, de padre, de delegado, de presidiário e, também, de figurantes. A três meses do pleito, essa abundância de postulantes ao Palácio do Planalto confunde a cabeça do eleitor.

Tailândia: o drama dos meninos da caverna
Equipe internacional localiza, com vida e boa saúde, meninos perdidos em caverna. O maior desafio será tirá-los de lá antes que as águas voltem a subir.

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Época

CapaEpocaGênio sublime ou farsante patético: por que Neymar divide o Brasil
No repertório futebolístico, cada vez mais o atacante brasileiro se aprimora. Seu comportamento em campo, no entanto, tem gerado críticas por falsear quedas e contusões.

A eficiência e a beleza dos dribles do craque Neymar não são suficientes para fazer dele uma unanimidade no país do futebol. Aos 26 anos, o jogador brasileiro tem os melhores índices dos atacantes da Copa, mas se tornou — no Brasil e no mundo — o mais debatido personagem do Mundial da Rússia. Aplaudido por seus lampejos de genialidade, como no primeiro gol do Brasil no 2 a 0 sobre o México, saiu apupado de campo na segunda-feira passada, acusado de ser um fingidor. Neymar atrai amor e ódio.

O capitão e o capital
Pecuarista, advogado, vendedor de picolé: conheça a rede de empresários que se mobiliza Brasil afora pela candidatura à Presidência do deputado Jair Bolsonaro.

Além da agenda econômica que acreditam que o presidenciável defenderá, empresários e admiradores de Bolsonaro veem o candidato do PSL como um símbolo de combate à agenda social globalista — a que vem de fora e coloca na sala, segundo eles, desconfortáveis debates, como identidade de gênero, homofobia, xenofobia e afins.

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Istoé

CapaIstoeÀ espera de um milagre
O drama das crianças presas em uma caverna na Tailândia.

Foram nove dias de incerteza até que a busca pelos 12 meninos tailandeses desaparecidos se transformou em uma missão de resgate. O caso do time de futebol infantil, formado por 12 garotos de 11 a 16 anos, e seu treinador, de 25, chamou a atenção do mundo principalmente depois que um vídeo mostrando o momento exato em que eles são encontrados no interior do complexo Tham Luang Nang Non, na província de Chiang Rai, no norte da Tailândia, foi divulgado e replicado. As imagens expuseram ao mundo um drama como não se via desde que 33 mineiros chilenos ficaram presos em Copiapó, em 2010. O caso dos garotos tailandeses ganhou contornos ainda mais angustiantes pelo enorme grau de dificuldade do resgate, pelo risco de que novas chuvas tornem a missão de salvamento impossível – e, claro, pelo fato de eles serem apenas crianças, que passaram dias e noites de fome, medo e apreensão inimagináveis.

O vai e vem do centro
Em nova rodada de reuniões regadas mais a dúvidas do que certezas, partidos moderados hesitam entre apoiar Geraldo Alckmin, trocá-lo por outro nome do PSDB ou migrar para a canoa ainda inconfiável de Ciro Gomes.

Larápios de farda
De recrutas a almirantes, militares das três Forças envolvidos com o tráfico de drogas e casos de corrupção aniquilam o mito de que a salvação do Brasil só pode vir da caserna.

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CartaCapital

Uma advogada desafia os entreguistas
Autora de 90% das ações contra o desmanche da Petrobras, Raquel Sousa barra as vendas das subsidiárias e campos de petróleo e impede 60% da privatização pretendida.

2018
No conturbado cenário eleitoral, os partidos apostam no escuro e confiam em heterodoxas alianças.

México
A vitória da nova esquerda mexicana ultrapassou todas as previsões, mas lida com altas expectativas e elites hostis.

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