Veja destaca plano de Paulo Guedes para impulsionar economia

Liberação dos saques do FGTS é apenas a primeira de uma série de medidas desenhadas pelo ministro.

Da redação,

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Plano Guedes: o pacote de medidas do ministro para destravar a economia
A liberação dos saques do FGTS é apenas o pontapé inicial de uma série de medidas desenhadas pelo superministro da Economia para impulsionar de vez o crescimento e tirar o Brasil do atraso.

Não, não foram poucos os brasileiros que, naquele histórico 17 de abril de 2016 — data em que o plenário da Câmara aprovou o impeachment da presidente Dilma Rous­seff —, imaginaram estar vivendo o fim de um pesadelo coletivo. A partir dali, supunham, o país reencontraria o norte da prosperidade econômica. No entanto, mais de três anos depois, o Brasil ainda está longe de concretizar o sonho do crescimento.

Os números são pífios. E o desemprego se encontra nos patamares mais altos desde o fim da década de 90. Entre estudiosos, é consenso que, apesar da bonança dos anos 2000, nenhum presidente conseguiu tirar o país da armadilha da renda média — mal que acomete as nações que batem em um teto de desenvolvimento e não são capazes de dar o salto para se tornar ricas.

Veja ouviu o parecer de economistas de relevo sobre o cenário nacional. Para tirar o país do atoleiro, Jair Bolsonaro confia que poderá mudar tal quadro por meio de um auxiliar a quem concedeu status de superministro: Paulo Guedes, o titular da pasta da Economia.

Após sete meses de um esforço quase exclusivo em defesa da reforma da Previdência, aprovada em primeiro turno pelos deputados federais, Guedes promete anunciar nas próximas semanas a conclusão de uma série de medidas — detalhadas nesta reportagem — que, somadas, vão destravar cerca de 4 trilhões de reais em uma década e podem dobrar o PIB per capita brasileiro nos próximos dez anos. Na falta de um nome oficial, o arsenal do ministro vem sendo chamado de “Plano Guedes”.

Os detalhes da operação que prendeu suspeitos de invadir celulares
Polícia Federal investiga o acesso ilegal a telefones de autoridades do governo, entre eles o do ministro Sérgio Moro e o do presidente Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal acredita ter puxado o fio da meada que pode levar à descoberta de uma organização criminosa especializada em invadir celulares e capturar informações em aplicativos de mensagens. No último dia 23, três homens e uma mulher foram presos no primeiro desdobramento da Operação Spoofing, que investiga o acesso ilegal a telefones de autoridades do governo, entre eles o do ministro da Justiça, Sergio Moro. Dois suspeitos estavam no interior de São Paulo e os demais na capital. Na casa deles, os agentes apreenderam computadores com dezenas de pastas contendo arquivos de prováveis vítimas, dinheiro em espécie e documentos que não deixam dúvidas sobre a natureza criminosa e um tanto mambembe do grupo.

As investigações mostraram que Walter Delgatti Neto, Danilo Cristiano Marques, Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Priscila de Oliveira teriam invadido — através de um golpe simples (leia o quadro) — o celular de Sérgio Moro e de pelo menos outras 1.000 pessoas, incluindo o presidente Jair Bolsonaro, a deputada Joice Hasselmann, líder do governo no Congresso, e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O caso vem sendo tratado com o máximo de sigilo, já que a confirmação da captura de conversas do presidente da República, se de fato ocorreu, configuraria um grave crime contra a segurança nacional. “Não estou nem um pouco preocupado se, por ventura, algo vazar aqui do meu telefone. Não vão encontrar nada que comprometa”, minimizou Bolsonaro. Deve ser por isso que o grupo não vazou nem uma linha sobre o presidente.

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Caso Neymar: “Não houve estupro”
Testemunha-chave do inquérito envolvendo o craque Neymar, o ex-marido de Najila Trindade, Estivens Alves, disse à Istoé que a modelo não foi violentada. Ele foi a primeira pessoa com quem ela conversou depois de ter mantido relações sexuais com o jogador num hotel em Paris. Estivens confirma, no entanto, o relato dela de agressão.

Depois de atrair os holofotes em junho, a partir das acusações de agressão sexual de Najila Trindade Mendes de Souza contra Neymar Jr., craque da seleção brasileira e do time francês PSG, o caso ganhou mais um inesperado capítulo. Na terça-feira (23), um dia antes de depor à Polícia Civil de São Paulo, o ex-marido Estivens Alves, primeira pessoa com quem Najila conversou após manter relações sexuais com o jogador, concedeu entrevista exclusiva à Istoé.

Testemunha-chave de dois inquéritos, Alves afirmou que sua ex-mulher não foi estuprada.

Operação Spoofing: resta saber quem pagou
Depois de identificar os quatro hackers que invadiram os celulares dos ministros Sérgio Moro, Paulo Guedes e até do presidente Bolsonaro, para violar conversas sigilosas divulgadas pelo site The Intercept, a PF investiga agora quem possa tê-los financiado – ou seja, o mandante do crime.

Desde o início de junho, o Brasil vive um clima de instabilidade institucional em razão do vazamento de mensagens que foram surrupiadas dos celulares dos procuradores da República de Curitiba. Elas revelaram conversas sigilosas mantidas entre eles e o ministro da Justiça, Sergio Moro – o que motivou a Polícia Federal a desenvolver uma profunda investigação sobre quem as teria hackeado. Pudera. Os policiais identificaram na violação o propósito de desgastar o então juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba – que condenou o ex-presidente Lula à prisão – e consequentemente desmoralizar a Lava Jato. Com o desencadeamento da “Operação Spoofing”, esta semana, levando à prisão quatro hackers de São Paulo e interior do estado, a PF está bem perto de esclarecer a motivação do maior crime cibernético já realizado na história do Brasil e que está tomando proporções de uma ameaça à segurança nacional. Até a tarde de quinta-feira 25, só faltava saber quem pagou. Há indícios – e não são poucos – de que quem financiou a quadrilha queria fazer uso político do material.

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A face do desemprego: como um engenheiro virou motorista de Uber
Época traz histórias de famílias que estão enfrentando uma crise nunca vista no mercado de trabalho — e por que elas dizem respeito a todos nós .

Desemprego parece uma palavra radioativa. A impressão é que ninguém quer falar muito sobre o assunto. “O quê? Desemprego?” As pessoas acham que já sabem tudo que é preciso saber sobre esse tema, já ouviram tudo antes. “Para que voltar a falar sobre isso?”, parecem dizer aqueles que evitam o assunto, uma pergunta não vocalizada, mas sempre presente. É assim que desempregados e subempregados de diferentes idades e níveis educacionais ouvidos por ÉPOCA nas últimas seis semanas veem a reação de familiares, amigos e conhecidos quando o tema vem à tona. Foi nesse ambiente de quase negação coletiva, de forma lenta, porém constante, que o problema ganhou proporções inéditas.

Como a decisão de Toffoli pode comprometer operação que sinalizou fraudes em prefeituras pelo Brasil
Investigação apontou R$ 2 bilhões em saques suspeitos, feitos em espécie na boca do caixa.

Quando decidiu, solitariamente, suspender todos os processos e inquéritos que utilizam dados bancários compartilhados sem autorização da Justiça, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, dificilmente fazia ideia da dimensão da própria decisão. Da burocracia de uma Suprema Corte em recesso saiu a determinação, por parte de seu presidente plantonista, para que as investigações fossem paralisadas, em especial a que atinge o filho zero um do presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

O ministro interrompia ali, em uma canetada, a rotina de combate à lavagem de dinheiro que ganhou corpo no Brasil nas últimas duas décadas. Um caso específico, detalhado agora por ÉPOCA, permite compreender o significado do despacho de Toffoli para além das grandes operações da Polícia Federal (PF): o das prefeituras pegas com saques em espécie na boca do caixa, num valor superior a R$ 2 bilhões — a corrupção corriqueira que ocorre no Brasil fora das grandes lentes de repercussão.

A decisão do ministro do STF jogou a favor de gestores de quase 300 prefeituras, em 25 estados, que movimentaram recursos públicos federais em espécie, com indicativos de que os saques na boca do caixa tenham sido irregulares. Os saques bilionários ocorreram entre 2003 e 2015 e, após os primeiros sinais de alerta, passaram a ser investigados pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela PF.

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Bolsonóquio & cúmplices
A mentira como tática de governo, com a conivência das elites.

Operação hackers
Sérgio Moro lança uma cortina de fumaça.

Desintegração social
A reforma da Previdência põe em risco o papel dos aposentados no sustento das famílias.

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