Veja destaca os próximos capítulos da novela Regina Duarte no governo

Atriz pode assumir a bagunçada pasta com a missão de enfrentar os delírios ideológicos.

Da redação,

VEJA1Veja

Regina Duarte: os próximos capítulos da novela na Secretaria da Cultura

Ao desembarcar em Brasília na última quarta-­feira, ainda sem confirmar se aceitaria o convite para assumir a Secretaria Especial da Cultura do governo Bolsonaro, Regina Duarte tentou escapar do assédio de fãs e jornalistas, saindo discretamente por uma área de serviço do aeroporto. Lá, dois carros da Presidência da República aguardavam para levá-la ao Palácio do Planalto. Surpreendida pelos repórteres, ela foi bombardeada com perguntas, não respondeu a nenhuma, mas foi cordial, educada e… sorriu — cena rara de ver em Brasília nos últimos tempos.

Num ambiente repleto de figuras carrancudas e muitas vezes grosseiras, a simpatia da atriz já representa um tremendo diferencial. O cargo, porém, exigirá de Regina Duarte outros talentos. No papel de secretária de Cultura, ela dividirá o palco com personagens que, na vida real, acreditam que a Terra é plana, que o rock é coisa do diabo, que o analfabetismo é culpa de artistas e que a escravidão no Brasil foi boa para os escravos — e quem discorda dessas sandices corre o risco de ser considerado inimigo e tachado de esquerdista. Como se não bastasse, a atriz ainda vai defrontar com as resistências dentro do próprio governo, a desconfiança de alguns colegas e um processo movido contra ela pela pasta que vai chefiar. Parece enredo de novela, com aquelas pitadas de drama e mistério que costumam fazer o sucesso dos bons folhetins.

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EPOCA2Época

‘Bolsonaro foi ruptura, mas a democracia se fortaleceu’, afirma Dias Toffoli em entrevista exclusiva

Apesar da turbulência, o ministro José Antonio Dias Toffoli inicia seu segundo ano na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) sagrando-se um articulador, o que pode ser percebido na boa relação que vem nutrindo com os dois outros vértices da Praça dos Três Poderes. O magistrado encontrou na pauta econômica um módulo de convergência com o Legislativo e o Executivo e desenvolveu um método peculiar de pacificação: anunciar a pauta da Corte com bastante antecedência.

Assim, oferece tempo adicional não só para que os colegas preparem o voto, mas também para que os outros atores da política se movimentem em torno do assunto. Esse traço conciliador, contudo, entrou em rota de colisão com decisões súbitas e inesperadas tomadas pelo ministro. Toffoli catapultou o Supremo ao centro das discussões quando decidiu acatar o pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro sobre o acesso de órgãos de investigação a informações confidenciais sobre movimentações suspeitas, como aquelas produzidas pelo Coaf. Poucos meses antes, havia atraído todos os holofotes para a Corte ao decidir, de ofício, abrir um inquérito para investigar ameaças recebidas por ministros sem a participação da Procuradoria-Geral da República — que só teve acesso aos autos no final do ano passado.

Em entrevista a ÉPOCA, o ministro defende sua postura. “Estava acontecendo fato criminoso contra o Supremo. Então você tinha de abrir um inquérito para investigar isso. Concluída a respectiva investigação, você encaminha isso às instituições competentes”, disse. O ministro também fez elogios à conduta do presidente Jair Bolsonaro, ainda que tenham partido de seus apoiadores muitos dos ataques à Corte no ano passado, e disse que, apesar da ruptura representada pela eleição de um governo “de direita, com grupos de extrema-direita”, a democracia e as instituições saíram fortalecidas.

Leia a entrevista em: https://epoca.globo.com/brasil/bolsonaro-foi-ruptura-mas-democracia-se-fortaleceu-afirma-dias-toffoli-em-entrevista-exclusiva-24195891


CARTA2Carta capital

Delírio tropical

O Brasil discutiu ao longo da semana a imitação mambembe e tropical de Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda nazista, feita pelo agora ex-secretário da Cultura Renato Alvim. Debateu também a substituição de Alvim, que viu na demissão a “ação de forças demoníacas”, pela atriz Regina Duarte, a “namoradinha do Brasil”.

Mas não só de loucura e vexame vive o governo Bolsonaro, mostra a edição 1090 de CartaCapital, que começa a chegar às bancas nesta sexta-feira 24. Há incompetência, basta ver os erros clamorosos no Enem, que o ministro Abraham Weintraub reputava antes das falhas virem à tona como “o melhor da história”, os riscos de fracasso no Sisu e a volta das enormes filas no INSS. Há descaso, a começar pelo aumento das queimadas na Amazônia, crimes que transformam o Brasil no vilão do meio ambiente, afastam investidores internacionais e ameaçam o acordo do Mercosul com a União Europeia.

E há também negócios suspeitos, como aqueles que envolvem uma empresa do secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, que mantém contratos com meios de comunicação e agências premiados com verbas milionárias de publicidade oficial. “O Brasil tem a cara de Bolsonaro e de sua turma, na sua união compacta, embora caótica, de tornar a demência forma de governo”, escreve Mino Carta em seu editorial.

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ISTOE1Istoé  

No palco de Davos

Com a ausência de Bolsonaro, despontam novas vozes brasileiras no fórum econômico mundial, como o governador João Doria e o apresentador Luciano Huck, que propõem uma visão menos extremista e mais positiva do país no exterior.

De volta ao ringue: o bravateiro Carlos Bolsonaro retorna à cena política arrumando briga por onde passa.

Colesterol na mira: Médicos acendem o alerta vermelho sobre o perigo das gorduras trans: alguns querem a sua proibição.

Luxo em alto mar: as extravagantes atrações oferecidas em navios na temporada de verão no Brasil.

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