Veja destaca os efeitos em um ano da facada em Bolsonaro

Atentado segue provocando efeitos na saúde do presidente e na cena política brasileira.

Da redação,

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A facada que mudou a história
A facada sofrida por Bolsonaro há um ano alimenta teorias conspiratórias e ainda provoca efeitos na saúde do presidente e no cenário político

Um ano depois da facada que quase tirou a vida de Bolsonaro e, para muitos, mudou a história do Brasil, parece surreal, mas teses estúpidas sobre o crime continuam inundando as redes sociais e fazem parte das certezas de muita gente (por ignorância, falta de informação ou simplesmente pura maldade).

O fato é que o atentado contra o então candidato Jair Bolsonaro, que marcou a campanha do ano passado, continua a repercutir até hoje em vários aspectos — da saúde do presidente, passando pelo terreno delirante das teorias conspiratórias, ao panorama político. Assim como o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, que continuou reverberando décadas depois, o golpe desferido pelo ex-garçom Adelio Bispo de Oliveira, embora não tenha resultado em morte, deixou sequelas.

No plano médico, o presidente Bolsonaro voltará à sala de cirurgia pela quarta vez. Neste domingo (8), ele vai se submeter à operação de uma hérnia, fruto da perfuração que sofreu no intestino. A princípio, não se trata de nada grave, mas o próprio médico do capitão, Antonio Luiz Macedo, ainda demonstra preocupação com o estado de saúde do paciente.

Brasil virou pária global, diz Celso Amorim
Para o chanceler de Itamar e Lula, o governo Bolsonaro transgride normas internacionais e, com a crise na Amazônia, dá argumentos para que ele sofra sanções.

Chanceler de Itamar Franco e Luiz Inácio Lula da Silva e ministro da Defesa de Dilma Rousseff, o embaixador Celso Amorim diz assistir com perplexidade, de Copacabana, onde vive, ao desmonte da política externa brasileira. Não só a do período que conduziu, tachada de “terceiro-mundista” por vários segmentos da sociedade, mas também a que vinha em gestação desde a retomada da democracia no país. Diplomata por mais de quarenta anos, o paulista radicado no Rio de Janeiro ressente-­se principalmente da relação carnal entre o Brasil e os Estados Unidos promovida pelo presidente Jair Bolsonaro, acredita que “o pior de Trump está no seu mau exemplo” e, ao fazer duras críticas à condução do governo de Nicolás Maduro, revela seu temor de que a crise da Venezuela acabe como a do Iraque de Saddam Hussein. Sobre a polêmica provocada pelos incêndios na Amazônia, Amorim se diz surpreendido pelo fato de o Brasil, antes chamado para ajudar na solução dos dilemas internacionais, agora ter se tornado um “pária global”.

Documentário sobre Os Trapalhões revela a prepotência de Renato Aragão
O ressentimento de Dedé, Mussum e Zacarias é um dos componentes de 'Trapalhadas sem Fim', que está em fase de montagem.

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Patriotismo à la Collor
Com popularidade em baixa, Bolsonaro retoma espírito ufanista que dominou as comemorações de 7 de setembro durante o regime militar e, repetindo o erro de Collor, convoca a população a vestir verde e amarelo.

Não há motivos para grandes comemorações. A floresta amazônica pega fogo, a economia está estagnada, corta-se verba para o saneamento e há milhões de brasileiros, incluindo os desempregados, que não estão a fim de festa. Mesmo assim, o presidente Jair Bolsonaro só pensa nisso: em fazer a maior desfile do dia da Independência desde a ditadura. Para criar um ambiente de enfrentamento, convoca seus apoiadores a vestir verde e amarelo para defender a Amazônia e, no embalo ufanista, anuncia uma semana de liquidações no comércio para acelerar o consumo, a Semana do Brasil. O projeto de marketing de Bolsonaro se ampara num patriotismo oportunista e apelativo que tenta esconder as mazelas atuais. Com uma só tacada, ele reforça um fator de conflito entre as pessoas em torno da cor da roupa, foge de suas responsabilidades sobre a disseminação da cultura do ódio que se espalha pelo País e oferece, em troca, circo para as massas. Ao que tudo indica, Bolsonaro quer criar uma nação de robôs, de gente sem estudo, sem pesquisa e sem direitos básicos, mas acreditando bobamente que esse é um país que vai para frente. No seu mundo ideal, todos estariam alegres, assoviando o hino nacional pelas ruas.

“Temos que acabar com o nós contra eles”, diz Temer
Aos 78 anos, e um dos mais respeitados juristas do Direito Constitucional do País, o ex-presidente Michel Temer está convencido que ainda pode contribuir muito para o País encontrar seu equilíbrio econômico e político. Por isso, tem defendido em artigos que o presidente Bolsonaro dê passos significativos na busca da paz e harmonia. “Não dá para continuar com essa raivosidade que se instalou no País. Temos que acabar com o nós contra eles, brasileiros contra brasileiros”. Por isso, ele pede que o presidente chame todos pela pacificação nacional, inclusive a oposição”. Com o seu espírito conciliador, Temer acha que ainda está muito cedo para dizer que o governo Bolsonaro não deu certo: “Ele não cumpriu nem um sexto do governo”.

O novo alvo do Governo Bolsonaro
O presidente, agora, investe contra os indígenas e ameaça liberar as suas terras demarcadas aos garimpeiros, escudado na hipócrita alegação de que elas “inviabilizam o País” e ameaçam a soberania nacional.

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EPOCAÉpoca

A nova era digital
A 5ª geração das redes celulares muda a economia e o cotidiano.

o 5G, tecnologia que já começa a operar em países da Ásia, nos Estados Unidos e na Europa, não é apenas uma versão bem mais veloz da quarta geração das redes de celular, o 4G. Não apenas faz melhor o que já era feito, mas promete fazer o que ninguém fazia — e que mal podemos imaginar. Não só músicos espalhados pelo mundo poderão tocar num único show ao vivo. Também numa fábrica, os robôs poderão se comunicar sem fios e ser reorganizados rapidamente em novas linhas de produção.

Nas cidades chamadas de “inteligentes”, o consumo de eletricidade, água e gás, a coleta de lixo ou qualquer serviço público poderão ser otimizados segundo informações transmitidas por medidores em tempo real. Mais do que isso, carros autônomos poderão trafegar sem motorista, trocando informações sobre posição e velocidade com veículos ao redor, semáforos e a própria via pública, permitindo um trânsito mais rápido e seguro. Cirurgiões poderão usar robôs para operar à distância pacientes em situação de emergência.

Drones, óculos de realidade virtual, tudo aquilo que precisa se comunicar poderá ter um acesso rápido, praticamente instantâneo, às informações necessárias para sua operação, qual uma orquestra cujos músicos tocam em uníssono, mesmo a quilômetros de distância.

Carlos Nobre explica o que o Papa quer e o que os militares temem
Para o climatologista, convidado para o encontro de bispos no Vaticano sobre a Amazônia, os militares veem a reunião como ameaça por não entenderem o significado de soberania.

Procuradores seguem rastros do dinheiro do ex-bilionário Eike Batista
Ao publicar o quarto vídeo de sua empreitada como “coach empresarial” no YouTube, em 2 de agosto, o empresário Eike Batista se vangloriava do “poder da oratória” como um dos segredos para ter levantado “US$ 50 bilhões em investimentos” nos mais variados negócios nas últimas décadas. Mas aos olhos da força-tarefa da Lava Jato, que investiga o empresário por crimes no mercado de capitais vinculados a propinas pagas ao ex-governador Sérgio Cabral, as técnicas de Eike Batista para vender uma imagem confiável disfarçaram uma ciranda financeira de pagamentos ilegais, operações que manipularam o mercado financeiro, uso indevido de informações privilegiadas e transferências suspeitas de patrimônio.

É no exterior que está o foco do MPF na atual etapa das investigações contra Batista, já condenado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pela Justiça Federal em âmbito doméstico. O discurso do ex-bilionário de que seu patrimônio atual se resume às residências no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio, e em Angra dos Reis, na Costa Verde do estado, não convenceu os procuradores.

Um levantamento feito por ÉPOCA em cartórios do Rio mostra que Batista começou a se desfazer de seu patrimônio no Brasil em 2013, antes dos problemas judiciais mais graves, mas quando a instabilidade dos negócios já era evidente. Segundo os registros, ele passou para os filhos, em julho e dezembro de 2013, os dois imóveis que chama de seus até hoje. Avaliadas no patamar dos R$ 50 milhões, as mansões no Alto Jardim Botânico e em Angra dos Reis — esta última com direito a hangar, segundo a escritura — pertencem oficialmente ao primogênito Thor, que seguiu carreira de empresário, e a Olin, que atua como DJ.

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CARTA1CartaCapital

"Estou aqui e os canalhas estão livres"

Lula fala dos objetivos políticos de sua condenação, chama Bolsonaro de entreguista e diz que só sai da cadeia quando for feita Justiça.

Amazônia

Os preparativos para o sínodo da Igreja de Francisco, outra prova de fogo para Bolsonaro.

Desenvolvimento

O Nordeste torna-se um dos palcos da guerra comercial entre Estados Unidos e China, e beneficia-se com isso.

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