Veja destaca o casamento do príncipe Harry com a plebeia Meghan Markle

Duquesa de Sussex será a primeira mulher de origem negra na família real britânica.

Da redação,

VEJA1Veja

A realeza cai na real

O casamento do príncipe Harry com a plebeia Meghan Markle mostra como a monarquia britânica se reinventa para não morrer.

Um príncipe se casa com uma bela plebeia, e o mágico deslumbramento da monarquia volta a brilhar. O cenário: a capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, emoldurada pela pompa, pela liturgia, pelos trajes e pelos fascinators (aqueles minúsculos chapeuzinhos com grandes enfeites) que a ocasião merece. Depois da cerimônia deste sábado (19), Harry, de 33 anos, neto da rainha Elizabeth, e a californiana Rachel Meghan Markle, de 36, serão personagens de final feliz de um novo conto de fadas muito pouco ortodoxo: a noiva, além de estrangeira, é mulata, divorciada e atriz de certo renome. Pode? Não só pode, como deve.


ISTOE1Istoé

É o fim da pátria de chuteiras?

Pouca identificação do torcedor com a seleção, casos de corrupção na CBF, desemprego em alta e acachapante derrota por 7 a 1 em casa tiram a força do futebol como símbolo da redenção nacional. Ainda que o Brasil tenha chances de vencer a Copa, aquela torcida eufórica e irrestrita já não é mais a mesma.

A Copa do Mundo 2018 começa em 14 de junho na Rússia. Estamos quase lá, mas até agora o único sinal de empolgação dos brasileiros com o mundial é o sucesso do álbum de figurinhas. Fenômeno de vendas, teve uma tiragem inicial de sete milhões de exemplares e uma produção diária de 40 milhões de cromos. O sucesso de vendas do álbum da Copa se repete a cada quatro anos. O mesmo não se pode dizer da euforia do torcedor. Longe das bancas de jornal, o clima é de apatia e a seleção já não fascina como antes. Um levantamento realizado pela Paraná Pesquisas apontou que 65,8% dos entrevistados estão pouco ou nada interessados no evento. Apenas 8,8% se disseram muito entusiasmados. A falta de interesse é justificada, principalmente, quando se lembra do fiasco da última Copa, com a vergonhosa derrota em casa para a Alemanha por 7 a 1. Mas a apatia é também reflexo de uma situação bem mais complexa que envolve o futebol e é influenciada pelo que ocorre longe dos gramados — a economia e a política. 


EPOCA1Época

A Herança Maldita

Fraude, traição, assassinato e uma viúva foragida. A história trágica de um bilhete da mega-sena.

Aldinéia Senna, de 68 anos, trabalhou durante toda a vida como merendeira do Colégio Estadual Antônio Francisco Leal, em Tanguá, município com menor índice de desenvolvimento humano da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Durante os 30 anos em que serviu lanches para os alunos, ganhou salário de pouco mais de R$ 1.000 e tinha o direito de morar numa pequena casa dentro do terreno do colégio. Apesar de ter passado quase metade da vida numa escola, não sabe ler nem escrever.

A merendeira conversou com Época na casa de uma de suas sobrinhas em Manilha, também na Região Metropolitana do Rio. O quarteirão onde fica o imóvel é repleto de pichações com um aviso a possíveis delatores: “Vai morrer X9. Assinado: CV”. O imóvel pequeno — sala, cozinha, quarto e banheiro — e recém-reformado fica escondido nos fundos de outro terreno maior. Para chegar lá, é preciso passar por um portão de ferro e um corredor repleto de materiais de construção. Inicialmente, Aldinéia é tímida. Prefere começar a conversa só ouvindo. Mas, quando desanda a falar, é difícil interromper: parece discursar para uma plateia. Ela fala alto. Quase grita quando fica com raiva.


CARTA1

Carta Capital



Ciro vem chegando

O presidenciável é o único que avança nas pesquisas, cogita convidar Benjamin Steinbruch para vice, promete políticas progressistas e se inspira na atuação de Brizola em 1989.

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