Veja destaca entrevista de Bolsonaro que acusa Witzel de querer destruí-lo

Presidente também diz que um ex-assessor estaria envolvido no plano para assassiná-lo.

Da redação,

VEJA1Veja

Um presidente sem filtro

Na quarta-feira (18), o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro realizou uma megaoperação para desvendar o caso da “rachadinha” que implica o filho do presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro, além do ex-assessor Fabrício Queiroz. O presidente não hesitou em atacar o governador do Rio, Wilson Witzel. “Tenho convicção de que no final vão concluir que o Flávio não tem nada a ver com o problema dos outros. Há uma obsessão do governador do Rio em ser presidente a qualquer custo”, acusa Bolsonaro, insinuando que tudo não passa de uma armação do agora rival político.

A reportagem da Veja traz uma entrevista exclusiva com o presidente Jair Bolsonaro, que mostra o chefe do Executivo instável e com rompantes de humor à medida em que as polêmicas aparecem. Essa instabilidade tem sido a tônica do primeiro ano do governo Bolsonaro. De um lado, avanços importantes na economia, que dá alguns sinais (tímidos, mas sólidos) de retomada. Do outro, uma confusão política sem precedentes — ora movida pelos próprios arroubos do presidente e seus apaniguados, ora pelo fantasma de uma investigação que pode atingi-lo. No centro disso tudo está um político atormentado pela expectativa de um novo atentado, meio solitário, que tenta imprimir uma marca própria, quase sempre indo de encontro à liturgia do seu cargo. Na Presidência ou na vida pessoal, Bolsonaro não mede as palavras e dá de ombros à maioria dos protocolos.

Reformulação
Os ministros que correm o risco de perder o cargo em 2020.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, pode sair da Esplanada junto com ao menos mais cinco ministros, o que mostra certo descontentamento de Bolsonaro com a equipe que empossou há menos de um ano. Três das 22 Pastas já tiveram troca de titular — Educação (Vélez), Secretaria-Geral da Presidência (duas vezes, com Gustavo Bebianno e Floriano Peixoto) e Governo (Santos Cruz). Agora, além de Weintraub, balançam Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Osmar Terra (Cidadania), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Marcelo Álvaro Antônio (Turismo).

Por que o consumo de produtos premium aumenta no Brasil
Dinheiro obtido de fontes alternativas, os famosos “bicos”, aumenta a confiança de consumidores e estimula a venda de itens mais caros e de melhor qualidade.

Inicialmente percebida em sinais pontuais e esparsos refletidos em uma bateria de indicadores, a recuperação da economia começa a ser notada, de fato, nos lares dos brasileiros. Importante parte dessa retomada pode ser creditada a um fenômeno que normalmente é associado a situações extraordinárias: o aumento da renda por meio de trabalho extra. O dinheiro obtido com os conhecidos “bicos” e a confiança na possibilidade de viver com esse tipo de rendimento estão impulsionando o consumo, tanto de alimentos quanto de eletroeletrônicos. E mais: a renda extra está levando os brasileiros a optar por produtos que vão além do básico e avançam por categorias mais caras.

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ISTOE1Istoé

Perspectiva 2020: o ano do Parlamento
Congresso terá um papel fundamental para reformar o País. Precisa driblar a desarticulação do governo Bolsonaro e o cansaço dos brasileiros com o radicalismo.

Se não fosse a ação determinada dos presidentes da Câmara e do Senado, com o apoio majoritário dos parlamentares, o País iniciaria 2020 em um quadro de crise política e sem rumo na economia. Felizmente, não foi assim. A Reforma da Previdência, que permitiu o reequilíbrio das contas públicas e impediu a quebra do País, foi garantida pelo Congresso. E isso aconteceu enquanto o presidente perdia o foco das necessidades urgentes do País, estimulava sua guerrilha virtual contra inimigos reais e imaginários e voltava suas baterias contra os generais qualificados de sua própria equipe. Nesse momento, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, teve um papel moderador essencial para restabelecer a urgência das mudanças e o equilíbrio entre os Poderes.

Se depender do mandatário, há mais turbulência à vista. Ao contrário do imaginado, a polarização política não diminuiu no primeiro ano do governo Bolsonaro. O radicalismo imperou no novo governo, na oposição esquerdista e também naqueles que acompanharam o ataque crescente à Lava Jato, dos dois lados do espectro. Mas um novo cenário político se desenha a partir das articulações para o pleito presidencial de 2022 e das eleições municipais de outubro próximo.

No Congresso, o Executivo tem cada vez menos força para impor sua agenda. O presidente dinamitou sua base de sustentação na Câmara. Não disporá de uma legenda própria, já que está em pé de guerra com o seu antigo partido, o PSL, a segunda maior bancada na Câmara. O novo partido bolsonarista, o Aliança pelo Brasil, não deve obter o número mínimo necessário de assinaturas a tempo de disputar o pleito de 2020. O PSL, desidratado pela saída do presidente e da ala bolsonarista, ainda terá uma bancada grande, mas perderá seu principal cabo eleitoral. Com isso, perderá sua relevância. Novas forças vão se consolidar. O governador de São Paulo, João Doria, mantém um controle cada vez maior no PSDB, o que o fortalece para 2022. E o polo de esquerda continuará gravitando em torno do PT, apesar do desgaste do ex-presidente. Lula apostou na radicalização quando saiu da prisão, mas esse discurso não tem tido aderência na população — o ex-presidente continuará contando principalmente com sua militância. O campo independente ainda depende, essencialmente, da candidatura do apresentador Luciano Huck, que evita se expor para não queimar a largada. Dessa forma, Maia permanecerá o fiel da balança entre os dois extremos. A saída para a política brasileira é pelo centro.

O zapgate de Bolsonaro
A compulsão do presidente pelas redes sociais, ao fazer circular notícias falsas, pode levá-lo a um eventual processo de impeachment. Ele já cometeu e certamente seguirá praticando, em suas mensagens, crimes de responsabilidade previstos na Constituição do País.

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EPOCA2Época

“No humor vale tudo” - As muitas histórias de Fabio Porchat

O humorista conta qual será a resposta do Porta dos Fundos à polêmica do Jesus gay e relembra histórias de sua vida que teriam lugar garantido em seu programa de TV.

Foi em nome dessa recente polêmica religiosa que, aos 36 anos, Fábio Porchat, autodefinido como “humorista de bermuda e chinelo” — figurino de seu primeiro stand-up comedy na vida, em 2006, e de sua entrevista à revista ÉPOCA, na última terça-feira —, tornou-se o mais novo alvo das pedradas conservadoras. “Acho que tudo é uma questão de prioridade. O que me incomoda é o racismo, o que incomoda a eles é a possibilidade de Jesus ser gay em um vídeo. Muito bom ver que as pessoas que estão contra você são o Silas Malafaia (pastor), o Marco Feliciano (deputado federal pelo PSC), o Garotinho (ex-governador do Rio de Janeiro), a família Bolsonaro. Sinal de que você está no lugar certo”, resumiu Porchat, que ficou surpreso com o fato de a maior polêmica do especial ter envolvido a sexualidade de Cristo. “E eu achando que Deus querendo Maria fosse dar rebuliço... O que isso mostra é que a sociedade é homofóbica. Ficar ofendido porque Jesus é gay é mais crime que fazer um Jesus gay”.

Ações do governo Bolsonaro violaram direitos humanos, aponta mapeamento
O Conselho Nacional dos Direitos Humanos, um colegiado independente que funciona no âmbito do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, identificou 36 violações; suspensão da reforma agrária e ampliação da liberação de agrotóxicos são algumas delas.


CARTA2CartaCapital

Na porta da rua
Ministro Abraham Weintraub está com a cabeça a prêmio não por suas patacoadas, mas pela força dos interesses privados na Educação.

Rachadinha
O Ministério Público do Rio fecha o cerco contra Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz por lavagem de dinheiro e peculato.

Campo
Uma série de medidas do governo Bolsonaro coloca em risco o futuro da agricultura familiar e dos assentamentos.

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