Veja destaca as artimanhas de Lula na corrida eleitoral

Revista traz um ‘almanaque’ das jogadas do petista para ter sua foto na urna eletrônica.

Da redação,

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As artimanhas de Lula
Ex-presidente preso e sua defesa preparam uma coleção de chicanas jurídicas para levar a ilusão de sua candidatura o mais longe possível.

O ex-presidente Lula está preso há pouco mais de 100 dias. Condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em segunda instância, também se encontra enquadrado na Lei da Ficha Limpa, que foi sancionada por ele mesmo em 2010, depois de aprovada com os votos dos parlamentares petistas. Apesar dessa dupla restrição, de presidiário e ficha-suja, o PT anunciou o nome de Lula como candidato do partido à Presidência da República, com o ex-­prefeito de São Paulo Fernando Haddad como vice. A decisão, que representa um desafio à lei, tem como objetivo impedir a dispersão do eleitorado de Lula e sua migração para outros concorrentes, o que dificultaria a transferência de votos do ex-presidente para Haddad. Pode-­se tentar explicar isso como uma ousada e legítima estratégia eleitoral. Mas não é só isso.

Líder nas pesquisas, Lula pretende arrastar a decretação definitiva de sua inelegibilidade, com recursos e chicanas jurídicas, para até 17 de setembro. Se esse objetivo for alcançado, a Justiça Eleitoral não terá tempo hábil para tirar sua fotografia da urna eletrônica. Parece um capricho pessoal, mas é uma artimanha eleitoral. Com a foto de Lula na urna, mesmo não sendo candidato, o PT acredita que conseguirá captar os votos dos incautos, dos menos informados e também daquele eleitorado apaixonado pela figura do ex-presidente que não hesitaria em confirmar o voto ao ser confrontado com a imagem dele, mas sem saber que estaria elegendo um fantasma. É este o plano extraordinário de Lula e do PT: esticar a corda e, quem sabe, ludibriar o eleitor.

O aborto em pauta no STF e no mundo
Ação no STF propõe que o aborto até doze semanas de gestação deixe de ser considerado crime. Não é uma questão de ética nem de religião — é de vida ou morte.

Assunto delicado, daqueles que fazem os políticos suar frio e sair pela tangente, a liberação da prática do aborto no Brasil chegou ao prédio de Brasília onde aportam todas as decisões relevantes do país nos últimos tempos: o Supremo Tribunal Federal. Ao longo de dois dias, sessenta representantes de diferentes setores da sociedade participaram de audiências públicas no plenário para expressar sua posição sobre o tema e pôr em marcha o julgamento de uma ação que, ao mesmo tempo, questiona a constitucionalidade de dois artigos do Código Penal que punem a prática do aborto e defende a descriminalização do procedimento até a 12ª semana de gravidez. Sendo o STF o guardião da Constituição, coube a ele mexer no vespeiro — o que não deixa de ser promissor. Com a questão examinada sob a letra fria da lei, que é impermeável às paixões e às polêmicas que o assunto desperta, é possível que o Brasil tenha a chance de encarar a realidade. E a realidade é que, no país, cerca de 500 000 mulheres interrompem a gravidez todos os anos, e a cada dois dias uma mulher morre de complicações decorrentes de procedimentos malfeitos.

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As fake news de Bolsonaro
Candidato do PSL virou o maior propagador de notícias falsas da campanha eleitoral.

O aspirante do PSL ao Planalto é o inverso de (quase) tudo o que, ultimamente, tem aparentado ser. Não é liberal na economia, não é outsider e, sim, nutre indiscutível preconceito de gênero. Criticado por saber pouco sobre temas essenciais à condução do País, em algo ele é especialista: disseminar notícias falsas.

A candidatura de Bolsonaro vem se consolidado não pela apresentação de propostas para a saúde, educação, moradia ou para acabar com o desemprego. Mas pela propagação e disseminação de informações falsas, distorções de fatos históricos ou de ações sem qualquer comprovação técnica ou científica. Nas últimas semanas, quando as opiniões do aspirante ao Planalto foram mais expostas a partir de entrevistas, debates e aparições públicas, essa maneira de agir, que já virou um procedimento, ficou escancarada. Seus apoiadores fazem coro e, no mesmo sentido, se associam na disseminação de informações falsas. Na lista de perfis que o Facebook tirou do ar no final de julho, após a constatação de que eram propagadores de fake news, estão pelo menos três que são claramente ligados a Bolsonaro: “Bolsonaro, o Mito”; “Bolsonaro Presidente” e “Vamos falar de Jair Bolsonaro?”.

O curral do coronel
Em Sobral, berço político de Ciro Gomes, candidato do PDT à Presidência da República, impera a lei dos Ferreira Gomes. Obedece quem tem juízo.

Durante a eleição municipal de 2016, o horário de funcionamento da prefeitura de Sobral, segundo maior município do Ceará com 205 mil habitantes, foi alterado a pretexto de economizar energia. Na realidade, a portaria instituída pelo então prefeito Clodoveu Arruda (PT) teve outro propósito: o de mobilizar funcionários públicos para trabalhar na campanha do irmão caçula do candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, Ivo Ferreira Gomes, candidato a administrar a cidade. Um verdadeiro exército de professores, agentes de saúde e secretários municipais cumpriu a missão a contento. Trajados de amarelo, os servidores da prefeitura bateram de porta em porta em favor da candidatura do irmão de Ciro.

Durante o corpo-a-corpo eleitoral, houve até quem trocasse votos por água encanada. A agricultora Maria do Livramento Paiva, da fazenda Campo Grande, distrito de Taperuaba, confessou à ISTOÉ que, para receber água potável em sua residência, teve de “jurar fidelidade aos Gomes”, que consistia em cabalar o maior número de votos possíveis no seio da própria família. “Por essa água eu me despedacei arrumando voto de todo jeito”, afirmou. O resultado não poderia ter sido diferente: Ivo foi eleito com 57,9 mil votos – 51,4% do total. No primeiro ano de mandato, durante encontro para definir o Plano Plurianual da cidade, Ivo Gomes discursou: “Quem tem o poder sou eu e quem não rezar na minha cartilha vai sair. Experimentem me desafiar”, ameaçou. Os episódios são ilustrativos da influência exercida pelos Ferreira Gomes em Sobral. Mais do que berço político de Ciro, o município se transformou numa espécie de curral eleitoral da família. Ali, impera a lei do mais forte, na acepção do termo.

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Os vices: por que o segundo costuma virar o primeiro no Brasil
O Brasil tem trauma de vice-presidentes. Eles assumem o cargo sempre em momentos agudos, como morte do titular ou impeachment. Até a década de 1960, os eleitores votavam separadamente no presidente e no vice, o que permitia a eleição de adversários. A Constituição de 1988 definiu o vice como um auxiliar subordinado à Presidência. Sua legitimidade é derivada da legitimidade conferida ao presidente pelas eleições. No entanto, muitas vezes os eleitores não prestam atenção em quem colocam na linha de sucessão direta do presidente. ÉPOCA propôs 11 questões aos candidatos a vice-presidente com mais chances na corrida eleitoral até aqui. Fique de olho neles, porque o Brasil demonstrou que o segundo pode se tornar o primeiro de uma hora para outra.

O assalto a Bolsonaro
A morte inexplicada do bandido que roubou o capitão. O fato aproximou o deputado do general linha-dura Nilton de Albuquerque Cerqueira, que comandou o DOI-Codi - órgão de repressão política da ditadura - no início da década de 1970.

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Lulismo em campo
A jovem vice gaúcha, o ungido com o plano B, as afinidades econômicas e as cotoveladas com rivais progressistas.

Fernando Pimentel
“O eleitor vai escolher entre o Brasil de Lula, da esperança e o golpismo”.

Cessão onerosa
O Senado Federal analisa o projeto que entrega campos de petróleo gigantes às multinacionais.

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