Veja conta detalhes sobre o encontro histórico entre Donald Trump e Kim-Jong-un

Tido como lunático, líder norte-coreano consegue vitória ao negociar com inimigo.

Da redação,

VEJA2Veja

O Triunfo do Maluco

Kim, o líder norte-coreano que era tratado como um lunático, consegue uma vitória estrondosa ao levar Trump à mesa de negociações.

No discurso que inaugurou o ano de 2018, o ditador da Coreia do Norte, Kim-Jong-un, dirigiu-se assim ao seu maior inimigo: “Não é uma simples ameaça. Eu realmente tenho um botão nuclear na minha mesa. Todo o território dos Estados Unidos está ao alcance de um ataque nuclear”. No ano anterior, ele testara uma bomba de hidrogênio, cerca de 100 vezes mais poderosa que as que o país já tinha, e fizera testes de mísseis balísticos capazes de alcançar metade do planeta. A Coreia do Sul e o Japão, mais próximos, ficaram alarmados. A possibilidade de Kim iniciar uma hecatombe levou até a China, tradicional aliada, a cortar a remessa de gasolina para esfriar o ímpeto do pequeno tirano. A ameaça do “homenzinho do foguete”, como o presidente americano o chamou, fez o próprio Trump sentar-se à mesa de negociações com Kim na semana passada, um encontro histórico entre inimigos que antes só se insultavam em público.


ISTOE1Istoé

A nova ordem mundial de Trump

O comportamento irracional do presidente americano na cúpula do G7 contrasta com a postura amistosa adotada em seu encontro histórico com o ditador norte-coreano Kim Jong-un. Se de um lado ele pode desintegrar o equilíbrio global em vigor desde o fim da Segunda Guerra, por outro avança na pacificação global de forma inédita. O que isso significa para o mundo?

Em menos de 48 horas, o presidente americano Donald Trump protagonizou duas cenas inéditas na história dos chefes de Estado que já ocuparam a Casa Branca. A primeira foi registrada no domingo (10), durante a reunião do G7, grupo que reúne EUA, Alemanha, Japão, Canadá, Itália, França e Reino Unido — as maiores economias do mundo, com exceção da China e da Rússia. O encontro em Quebec, no Canadá, cujo objetivo era tratar do comércio internacional, foi marcado pela tensão. Em uma fotografia emblemática, divulgada pela assessoria da chanceler alemã Angela Merkel, Trump aparece sentado de braços cruzados, enquanto os representantes das outras nações do G7, todos em pé, parecem pressioná-lo para que recue da decisão de sobretaxar os produtos que os EUA importam do grupo. O que se vê ali é um presidente isolado por teimar em uma posição protecionista pautada exclusivamente pelos próprios interesses, ignorando o que o resto do mundo pensa.

A outra imagem foi feita em Cingapura, a cidade-Estado asiática escolhida para o sediar o encontro entre Trump e o ditador norte-coreano Kim Jong-un, na manhã da terça-feira (12). Ela retrata um histórico aperto de mão entre os líderes que até pouquíssimo tempo compartilhavam apenas hostilidades recíprocas que colocaram o mundo em alerta de ataques nucleares.

O gesto de paz e o acordo que permite a desnuclearização da península coreana contam com o apoio de 51% dos norte-americanos, segundo pesquisa das agências Reuters e Ipsos. Ter a aprovação de mais da metade de seus cidadãos em uma das mais delicadas questões geopolíticas da atualidade é um trunfo e tanto para um presidente que tem enfrentado rejeição dentro e fora do país que governa – em grande parte por agir seguindo unicamente seu instinto. Apesar dos aplausos, persistem as dúvidas sobre quais as garantias de que o acordo seja cumprido. Mais importante: qual o mundo que emerge das controvertidas decisões de Trump.


CAPAEPOCAÉpoca

Gays de direita: o que pensam jovens homossexuais conservadores
Entenda por que alguns apoiam Bolsonaro, que sempre os atacou.

A desavisados, ser um gay de direita pode soar tão estranho como ser uma noviça ninfomaníaca. Pode-se pensar que, se você é gay, como apoia alguém que publicamente desrespeita, faz troça, condena, difama e agride sua orientação sexual, algo de cunho tão íntimo e pessoal? Bolsonaro já disse que prefere que um filho seu morra num acidente do que apareça com “um bigodudo por aí”, que ter filho gay é falta de “palmada” e que “ninguém gosta de homossexual”, apenas suporta. Mas o candidato do PSL lida com a homossexualidade de maneira errática. Em abril, encontrou-se com a diretora de ÉPOCA, Daniela Pinheiro, e o editor adjunto Thiago Prado em um restaurante no Rio. Durante duas horas de conversa, falou sobre vários assuntos, inclusive a eventual presença de gays em seu gabinete — caso seja eleito.

Bolsonaro afirmou que não estava “nem aí” para cor, gênero ou preferência sexual na hora de escolher um ministro — até porque não seria possível saber o que se passa na vida privada alheia. “Tu põe a mão no fogo se eu não gosto de queimar a rosca de vez em quando?”, indagou de supetão a um atônito Prado. “Porra, isso é problema meu, cara. Ninguém tem nada a ver com isso”, ele mesmo respondeu. E seguiu no exercício de imaginação. “Até com minha esposa. Ela topa, eu topo. Vamos em frente. Tá topado, porra.” Ao final, já na saída, cumprimentou um rapaz homossexual e encerrou: “Tem gay de direita para caramba que gosta de mim”.

Arrematar esqueletos de dinossauros é a nova moda entre os milionários
A nova moda entre os milionários é arrematar esqueletos de animais jurássicos para enfeitar a casa.

Nos últimos anos, o interesse por fósseis de dinossauros tem crescido no mercado de leilões, expandido sua clientela e catapultado às alturas os preços dos ossos pré-históricos. Os responsáveis pelas vendas não têm poupado inspiração para atrair novos compradores. No último dia 4, a Torre Eiffel acolheu pela primeira vez um leilão de um esqueleto do mítico animal. Um dinossauro terópode de 9 metros de comprimento e 2,6 metros de altura, com idade calculada entre 157 e 152 milhões de anos, foi leiloado no prestigioso Salão Gustave Eiffel, no primeiro andar da Dama de Ferro, com uma ampla vista da capital francesa.

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CARTA1Carta Capital

A mão leve do mercado

A denúncia criminal à Justiça contra uma megarrede de doleiros é pura vergonha para os financistas e seus fãs.

Entre a esquerda e o uberismo, Colômbia elege novo presidente

Colombianos escolhem neste domingo novo mandatário polarizados pelo progresismo de Gustavo Petro e o conservadorismo de Ivan Duque.

Brasil perde o carinho dos que não têm para quem torcer na Copa

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