Veja aponta que política de Bolsonaro prejudica o meio ambiente e os negócios

Discurso do presidente na questão ambiental tem sido alvo de críticas e pode ser ruim para a economia.

Da redação,

VEJA1Veja

PRESERVE O VERDE (E AS VERDINHAS)
Além de arranharem a imagem do país no exterior, as ações e o discurso de Jair Bolsonaro contra o meio ambiente podem trazer enormes prejuízos à economia brasileira.

Delicada e tratada com toda a seriedade que o assunto merece, a questão ambiental apavora a comunidade internacional. Na visão de alguns analistas, a política atual de Bolsonaro para o setor pode transformar o Brasil no novo inimigo ambiental do planeta (um título nada positivo). Até mesmo a China, a atual vilã número 1, vai na direção contrária, pelo menos tentando se comportar de forma mais responsável. Com o impulso das declarações do presidente e o afrouxamento dos controles ambientais, o Brasil virou o novo centro das preocupações no exterior.

As três chances para Lula sair da cadeia nos próximos meses

Preso há um ano e quatro meses na Polícia Federal de Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a oito anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, já recorreu dezenas de vezes à Justiça na tentativa de ganhar a liberdade.

Nos últimos tempos, as esperanças foram reavivadas por uma nova leva de recursos ao Supremo Tribunal Federal. Acostumada a rejeitar os pedidos, a Corte tomará as próximas decisões diante de um novo cenário. As mensagens trocadas entre procuradores da força-tarefa da Lava-Jato e o então juiz Sérgio Moro mudaram o humor até dos ministros mais entusiastas da operação.

O drama de Michelle: avó traficante e mãe acusada de falsificação
Parece pouco-caso, mas não é. Há anos, a primeira-dama se afastou das familiares com passagem pela polícia.

Leia mais em Veja.


ISTOE1Istoé

Você vai pagar a conta
A equipe econômica prepara a volta do famigerado imposto do cheque. É a ideia mais nefasta da Reforma Tributária, que com seu efeito cascata penaliza o trabalhador, dificulta o ambiente de negócios e asfixia a economia – além de estimular a informalidade. Cabe à Câmara barrar tal insanidade.

O anacrônico sistema tributário brasileiro foi remendado ao longo das últimas décadas até se tornar um pesadelo improdutivo e kafkiano. Exige uma reformulação urgente para melhorar a competitividade do País e deixar de penalizar o contribuinte que sustenta uma máquina pública hipertrofiada e ineficiente. Essa avaliação é unânime. Mas, em se tratando de Brasil, o que é ruim sempre pode piorar. O risco é iminente.

Em fase final de elaboração, o projeto do governo Jair Bolsonaro destinado a reformular o sistema tributário ressuscita uma das piores experiências já realizadas no País: o imposto do cheque – ou seja, a taxação sobre operações financeiras. Denominado Contribuição sobre Pagamentos (CP), o novo imposto pode asfixiar a economia com seu efeito cascata e insuflar a informalidade. Um retrocesso sem precedentes. Imagine a volta do dinheiro no colchão ou mesmo do escambo? Sim, porque é lícito imaginar que as pessoas, temendo a perda da renda mensal e do consequente poder de compra, irão fugir em desabalada carreira da nova mordida do Leão.

A saída para evitar a sobretaxação será uma espécie de desbancalização, quer dizer, a circulação de recursos fora do sistema bancário e as transações em dinheiro vivo, o que além de tudo pode estimular, por óbvio, a corrupção.

O colapso das universidades
As instituições federais devem parar atividades essenciais em setembro por absoluta carência de recursos. É o resultado das sucessivas tesouradas do governo nas verbas.

As universidades federais brasileiras estão à beira de um colapso. Sem recursos financeiros suficientes para manter atividades básicas, em setembro elas devem parar. Após o bloqueio pelo Ministério da Educação (MEC), em abril, de 30% das verbas previstas para custear as instituições, a conta não fecha. Com R$ 1,8 bilhão em recursos barrados pelo Executivo, não há dinheiro suficiente para pagar serviços essenciais de manutenção das instituições.

Discordou, dançou
Deus acima de todos: quem não reza na cartilha de Bolsonaro, recebe o bilhete azul. Alexandre Frota e Paulo Fona foram os alvos da vez.

Mais vale o coração partido do que a alma vendida. Foi o que disse a ex-deputada federal Heloísa Helena ao ser expulsa do PT, no início do primeiro governo Lula, por votar contra a reforma previdenciária proposta pelo governo. A declaração com boas doses de heroísmo é, no tempo de descarte de peças do tabuleiro político, um acalento aos ouvidos dos decapitados pelo governo Bolsonaro. Desde a exoneração do então secretário-geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, por discordar do rei, houve uma fartura de demissões. Todas sob o mesmo princípio: não disse “amém” à da cartilha de Bolsonaro, está fora. Quem pensa que a última cabeça a rolar foi a do ex-deputado federal Alexandre Frota do jogo está enganado: Paulo Fona, secretário de Imprensa do presidente até a última semana, também foi colocado porta a fora. Durou menos de uma semana por assumir supostos “pendores esquerdistas”.

Já o aguardado afastamento de Frota foi motivado pelas críticas ao governo federal. O caminho para expulsão do PSL foi aberto a pedido do senador Major Olímpio, acompanhado da deputada Carla Zambelli, ambos do PSL de São Paulo. Pouco antes, o senador deu a senha. Segundo ele, era preciso “se adaptar ao estilo do chefe, não o contrário”.

Em entrevista à ISTOÉ concedida dias antes da expulsão, Frota reconheceu que não estava afinado com as ideias do capitão reformado e vaticinou o próprio infortúnio. Seu destino pode ser o DEM ou o PSDB. Nos últimos dias, o flerte com os tucanos foi intensificado.

Leia mais em Istoé.


EPOCA1Época

Dentro da Caserna
Militares apoiam política ambiental de Bolsonaro, mas criticam diplomacia e privatizações.
Cúpula das Forças Armadas avalia que preocupação estrangeira com Amazônia está relacionada a interesses econômicos.

 Há consenso dentro das Forças Armadas de que as críticas estrangeiras à política ambiental nacional escondem interesses econômicos que podem ferir a soberania do Brasil. Tal percepção é acentuada pelo arraigado sentimento territorialista dos militares, que atinge seu ápice em sua relação com a Amazônia. É uma avaliação que coincide com a posição do presidente Jair Bolsonaro.

Entre os mais de dez generais da ativa e da reserva, além de ministros e ex-ministros ouvidos por ÉPOCA, a questão ambiental tem se mostrado um dos poucos pontos de intersecção entre o que pensam as altas patentes militares e o governo Bolsonaro hoje. Há discordâncias no campo da diplomacia, que vão desde o alinhamento automático aos Estados Unidos até a indicação de Eduardo Bolsonaro como embaixador. Eles divergem também na estratégia de não formar uma base de apoio político e na ideia de privatizar estatais, como a Petrobras.

A chapa K que estremeceu Mauricio Macri nas primárias argentinas
Alberto Fernández, com Cristina Kirchner de vice, dispara na corrida presidencial e assusta mercados.

 Na política latino-americana, o termo “operador” é usado para designar aquele que se dedica a articular nos bastidores em benefício de algum figurão. Suas ferramentas costumam ser telefone, papel e caneta — nada que possa ser hackeado. Sempre nas sombras, ele tem como atividade principal a “rosca”, como é chamada a articulação de reuniões fora dos âmbitos institucionalizados, encontros que costumam ocorrer em casas de amigos, bares de hotéis ou churrascos reservados.

Nas duas últimas décadas, Alberto Fernández foi um mestre das roscas argentinas. Em maio passado, deixou de ser um operador de luxo para virar candidato presidencial. E, no domingo 11, transformou-se no personagem central da política argentina ao vencer as eleições primárias com 47,3% dos votos, 15 pontos percentuais acima do presidente Mauricio Macri, que ficou com 32,2%.

A candidatura de Fernández só foi possível porque a ex-presidente Cristina Kirchner percebeu que enfrentava um elevado índice de rejeição. Para seduzir parte do eleitorado que havia votado em Macri em 2015, mas que estava decepcionado com o atual ocupante da Casa Rosada, a saída era apresentar outra pessoa como candidato presidencial. Pela primeira vez na história argentina, uma candidata a vice determinou quem seria seu candidato a presidente — e não o contrário, como costuma ocorrer.

O resultado das primárias, com uma diferença que surpreendeu os analistas políticos, derrubou na segunda-feira o peso argentino em relação ao dólar e provocou uma queda de 37% na Bolsa do país. A liderança da chapa atingiu também o mercado brasileiro. O dólar chegou a ultrapassar os R$ 4 e o índice de referência Ibovespa caiu 2%. A diferença de 15 pontos nas primárias indica, na opinião de analistas, que a chapa kirchnerista pode vencer já no primeiro turno das eleições de outubro.

Leia mais em Época.


CARTA1CartaCapital

Esta conversa cheira mal
O escândalo de Itaipu extrapola os problemas do presidente paraguaio e envolve o PSIL e os Bolsonaro.

Vaza Jato
A proteção a Eduardo Cunha e os ataques ao Supremo Tribunal Federal obrigam o Conselho Nacional do Ministério Público a reabrir as investigações contra Deltan Dallagnol.

Argentina
Com a vitória nas mãos de Alberto Fernández e Cristina Kirchner, o mercado apela ao terrorismo. Macri, ao “populismo”.

Leia mais em CartaCapital.

Tags: Revistas semanais
A+ A-