Veja aponta como a desgraça de Aécio pode afetar Alckmin

PSDB passa por derrocada moral e luta para salvar candidatura à Presidência do ex-governador de São Paulo.

Da redação,

VEJA4Veja

Desgraça no ninho tucano
Aécio Neves vira réu no STF, contagia Alckmin com seu infortúnio e espalha o mau agouro entre investigados.

Pau que bate em Chico bate em Francisco. E o que vinha batendo em Curitiba começa finalmente a bater em Brasília. Por ter sido gravado pedindo 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista, por ter indicado para receber o dinheiro seu primo Frederico Pacheco (“Alguém que a gente mata antes dele fazer delação”) e pelas imagens do primo contando as notas e colocando-as na mochila que viajaria até Minas Gerais, o senador Aécio Neves, até há pouco o nome mais vistoso e eleitoralmente poderoso do tucanato, acaba de virar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça. A decisão da Primeira Turma da Corte foi acachapante: 5 votos a 0. É a primeira vez desde o início da Lava-Jato, em 2014, que um tucano entra para o rol de políticos processados no STF, categoria em que já se encontram há bom tempo senadores do PT e do MDB.

Às vésperas das eleições presidenciais mais imprevisíveis dos últimos trinta anos, a desgraça do tucano passa a ser também a desgraça de seu partido, já suficientemente desgraçado por conta própria.

O ex-governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência, Geraldo Alckmin, sentiu o cheiro de enxofre e apressou-se em dizer que, “evidentemente”, Aécio Neves deveria desistir de qualquer pretensão eleitoral — fosse à reeleição ao Senado, fosse a deputado. Irritado, Aécio mandou dizer que sua vida política “é decidida em Minas Gerais”. A candidatura de Alckmin precisa ficar longe de problemas.

O real e o imaginário
Com robôs e perfis falsos na internet, Bolsonaro virou um gigante no universo digital. Seu desafio é ter o mesmo tamanho na vida off-line.

Mal tinham sido anunciados os resultados das últimas eleições presidenciais, um homem de voz mansa procurou uma empresa de Vitória, no Espírito Santo, especializada em lustrar a imagem de políticos na internet. Era início de 2015. Falando em nome do deputado Jair Bolsonaro (PSL), de quem se dizia assessor, ele queria pôr em prática uma estratégia destinada a “posicionar” o parlamentar no mundo digital. A intenção era deixá-lo popular para alçar voos mais altos nas eleições seguintes. O método: espalhar mensagens positivas no Twitter e se infiltrar em grupos de grande audiência no Facebook para difundir textos e imagens que sugerissem um movimento político espontâneo. A empresa, já comprometida com outros candidatos, não aceitou. Mas a missão de “posicionar” o deputado nas redes foi cumprida: passados três anos, Bolsonaro é um gigante digital e líder na corrida presidencial.

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ISTOE3Istoé

O fator Joaquim
Mesmo ainda não oficializada, a candidatura do ex-ministro do STF a presidente sacode as eleições: ele é visto como o candidato que moralizará o País.

Posto pela primeira na pesquisa vez como alternativa na pesquisa Datafolha, Joaquim Barbosa oscila nas intenções de voto entre 8% e 10%. Ele já aparece em terceiro lugar, atrás apenas de Jair Bolsonaro (PSL), com 17%, e Marina Silva (Rede), com 15%. Tem mais intenções de votos do que Geraldo Alckmin (PSDB), que varia entre 6% e 8%.

A entrada de Barbosa embaralha o jogo porque, como mostra a pesquisa, ele tira votos tanto da chamada direita como da esquerda, além de interferir mais diretamente nas candidaturas do centro. Joaquim não é dado a conceder entrevistas, mas desde que deixou o STF, aposentando-se precocemente por causa de fortes dores na coluna em 2014, tem usado muito as redes sociais para se expressar. E, por esses meios, apresenta uma plataforma de idéias que mescla posições mais de esquerda nos costumes com outras mais liberais na economia.

Mas o que explica o fato de um ex-ministro do STF, há quatro anos aposentado e afastado do noticiário, que nunca teve militância político-partidária, ter tal capacidade de embaralhar um jogo sucessório dos mais complexos já vividos pelos brasileiros? A forte imagem de um homem que combateu a corrupção.

Dilema na fronteira
Em meio a uma crise humanitária, governadora de Roraima cobra ação do governo federal e insiste no STF em fechar as portas para refugiados venezuelanos. O que pode ser feito para solucionar esse drama.

Uma nova e preocupante evasão escolar
Mais da metade dos jovens brasileiros, de todas as classes sociais, perdeu o interesse pelos estudos e corre o risco de ficar fora do mercado de trabalho. Onde a nossa educação está falhando e qual o custo disso para o futuro do País?

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EPOCA3Época

O exército de pinóquios
Como operam dez dos maiores sites de notícias falsas do país, pagos até com verba de gabinete para disseminar boatos.

Personagem da semana: Aécio Neves
No banco dos réus, sem papagaios de pirata ou estafetas ao lado e com poucos correligionários, o tucano desaba em queda livre.

Com os cabelos mais brancos, a fisionomia abatida e o corpo acima do peso num terno apertado, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), de 58 anos, fez uma passagem-relâmpago pelo Senado no fim da tarde da terça-feira 17 de abril. Menos de uma hora antes, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão unânime, tornara-o réu em denúncia de corrupção passiva e obstrução da Justiça. É consequência da gravação de uma conversa, no hotel Unique em São Paulo, no dia 24 de março de 2017, em que ele pediu R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, da JBS.

Diferentemente de 2014, quando perdeu uma disputada eleição presidencial para Dilma Rousseff e arrastava atrás de si um séquito de políticos, Aécio desta vez andava sozinho, na presença de poucos auxiliares de sua equipe. Ele deu uma passada rápida no plenário do Senado para manter conversas ao pé do ouvido com correligionários. E saiu pouco tempo depois, a fim de encarar — praticamente sozinho — a imprensa que o aguardava do lado de fora. Os costumeiros papagaios de pirata do PSDB e de legendas aliadas, sempre a postos para fazer figuração em frente às câmeras na época em que ele pregava pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, desta vez bateram asas. Não quiseram associar suas imagens à do único senador tucano réu no Supremo.

Paraguai e Venezuela vão às urnas
O que as vindouras eleições representam para a América Latina

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CARTA4CartaCapital

Número 1000 (Sim, chegamos até aqui)

O que explica o aumento da pobreza extrema no Brasil?
Apesar de alta do PIB, pobreza extrema avançou 11,2%. Economistas apontam expansão modesta da economia e situação fiscal como raízes do problema.

Fragmentação da esquerda: mito ou realidade?
A divisão entre os partidos de direita é muito mais profunda do que entre as legendas do campo progressista

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