Revistas semanais destacam o presidente Jair Bolsonaro

Veja traz pesquisa onde mostra os sentimentos ambíguos que o presidente inspira na população.

Da redação,

VEJA2Veja

O Paradoxo Bolsonaro

Com quase oito meses de governo, que parecem muito mais pela intensidade e quantidade de polêmicas, o presidente inspira sentimentos ambíguos na população. Há um Jair Bolsonaro apoiado pela maioria, que ostenta índices positivos de avaliação, a ponto de se colocar em condições de sonhar com a reeleição, e que consegue alimentar no eleitor uma expectativa de desfecho positivo para sua administração, a despeito de problemas graves que persistem no país, como o desemprego. Mas uma parte de Bolsonaro é reprovada com força pelos brasileiros — até entre os que o apoiam. Curiosamente, é a porção polêmica da personalidade do capitão, a mesma que o ajudou a chegar ao poder como o único capaz de “peitar” o PT e o establishment político.

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istoe1Istoé

A rebelião

No brilhante ensaio filosófico “A Rebelião das Massas”, Ortega y Gasset não distingue elite e massas pelo sentido socioeconômico. Pelo contrário, como na doutrina hindu das castas e dharmas, atesta que há homens da elite entre os proletários e homens-massa na chamada classe dominante. Pois os nossos homens-massa estão embebidos em fúria. O autoritarismo de Jair Bolsonaro, ao perseguir e substituir funcionários públicos que de uma forma ou de outra investigaram malfeitos de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, deu vazão a uma verdadeira rebelião nos órgãos de combate ao crime organizado e lavagem de dinheiro. A ação do presidente foi interpretada como um claro boicote à Lava Jato.

Por isso, protestos contra a interferência do presidente na direção dessas instituições deixaram os ambientes herméticos dos gabinetes e ganharam as ruas nesta quarta-feira 21, sob um lema sintomático: “Dia Nacional de Luto”. Centenas de servidores dos órgãos atingidos pela sanha persecutória do presidente manifestaram-se contra o governo, promovendo atos em todo o País e até defronte o Ministério da Economia.

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carta1Carta Capital

Senhor do Feudo

Em defesa do seu clã e das mílias, Bolsonaro ataca e subjuga a PF e o fisco, enquanto o Brasil debastado antecipa mais uma crise econômica mundial.

A edição traz também a criação do Consórcio Nordeste, relatos dos parentes das vítimas da Boate Kiss e colunas de Guilherme Boulos, Celso Amorim, etc.

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epoca1Época

A bala da vez

O flagrante do sobrevoo de dois helicópteros na última terça-feira é simbólico do Rio de Janeiro de 2019. O primeiro transportava o governador Wilson Witzel (PSC) depois de um atirador de elite matar o sequestrador que mantivera 39 reféns — com arma de brinquedo — por três horas e meia em um ônibus na ponte Rio-Niterói. Eufórico com a ação da polícia (a ponto de mandar um secretário filmar seus movimentos com um celular), Witzel desembarcou no meio da via e saiu vibrando para as câmeras que ali estavam como se comemorasse um gol. “Projeção mundial”, celebrou naquela noite com ÉPOCA, satisfeito com seu desempenho diante da imprensa: “Minha entrevista hoje certamente foi a melhor de todas”, empavonou-se.

Naquela mesma manhã, a 40 quilômetros dali, outra aeronave do governo do estado sobrevoava a Cidade de Deus, um dos principais entrepostos da maior facção criminosa do Rio, mas também uma favela na Zona Oeste onde moram cerca de 100 mil cariocas. Sob a justificativa de uma operação policial para prender criminosos, um explosivo foi arremessado aleatoriamente numa rua residencial. Não há notícia de benefício causado pelo ataque aéreo além de um estrondo assustador para os moradores da região.

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