Paulo Guedes em Veja: Previdência ou morte

Ministro da Economia disse que vai renunciar ao cargo se reforma da Previdência virar "reforminha".

Da redação,

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Previdência ou morte

Em entrevista exclusiva, Paulo Guedes diz que sem a reforma o país quebra em um ano e que ele vai mesmo embora se a economia com o projeto for menor que 800 bilhões de reais em dez anos. Na opinião do ministro, o governo, até aqui, merece nota 7,5

No fim do ano passado, logo depois das eleições, o economista Paulo Guedes, já anunciado como futuro ministro da Economia, procurou o presidente eleito Jair Bolsonaro para tentar convencê-lo a engajar-se numa empreitada audaciosa. O presidente usaria o prestígio e o respaldo das urnas para tentar aprovar antes mesmo de sua posse, nos estertores da administração de Michel Temer, um projeto de reforma da Previdência que já tramitava no Congresso. A ideia: o novo governo ganharia tempo precioso para atacar outros problemas relevantes, pouparia os parlamentares, muitos em fim de mandato, da pressão das ruas e afastaria o Brasil do risco de ser capturado por uma espiral econômica autodestrutiva. O plano parecia interessante. A conversa entre o economista e o capitão, contudo, foi tensa.

Seis meses depois dessa conversa, confirmada por pessoas próximas aos dois personagens, o ministro garante que nunca houve vacilo do presidente. Em entrevista exclusiva a VEJA, Guedes diz que Bolsonaro está totalmente empenhado em aprovar a reforma nos moldes em que o projeto foi enviado pelo governo ao Congresso. A proposta prevê mudanças que gerariam uma economia de até 1,2 trilhão de reais aos cofres públicos nos próximos dez anos. É, de acordo com a equipe econômica, a senha para o Brasil deixar a crise de lado e impulsionar o crescimento. O contrário disso seria o caos, que pode, segundo o ministro, ocorrer já em 2020.

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Bolsonaro protesta contra o quê?

O presidente flerta com a ruptura da ordem constitucional, parte para cima do Congresso dizendo que o problema é a classe política, ataca o STF e fala que o país é ingovernável. Para onde vai este governo?

A boa-fé do político é a clareza; Jair Bolsonaro é a escuridão – toda vez que ele se manifesta, pessoalmente ou no Twitter, dá curto-circuito na democracia do País. Bolsonaro aposta na confusão social e política, como o faz todo governante com temperamento autoritário, porque é nesse clima que ele consegue se vitimizar e responsabilizar os demais poderes republicanos pela paralisia do Brasil – enquanto a culpa é dele próprio, devido, sobretudo, a sua incompetência, inépcia e inabilidade. O truque é velho demais e frequenta a agenda dos que narcisicamente deliram com a perpetuação no poder.

Bolsonaro deu as costas à classe política e menospreza o Congresso – poder constituinte imprescindível ao funcionamento democrático de uma Nação -, e isso ocorre desde o primeiro minuto de seu mandato. Nos últimos dias, no entanto, o capitão da reserva ultrapassou os limites de freios e contrapesos inerentes ao Estado de Direito e aos regimes representativos, flertando abertamente com o autoritarismo ao dar motivo à organização de uma manifestação em seu apoio, agendada em cinquenta cidades do País para esse domingo (26).

Bolsonaristas radicais alardearam ao longo da semana que “um protesto estava sendo montado”, e a primeira pergunta, a mais óbvia de todas, é a seguinte: protestar contra o quê? É ridículo, mas só se for para protestar contra o próprio Bolsonaro, pois não é outra pessoa, senão ele, a responsável pela fomentação das crises nacionais – nelas incluído o choque entre os poderes federativos.

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As novas e controversas teses sobre os efeitos da maconha

Debate ganhou fôlego com argumentos que relacionam planta à violência, enquanto há pesquisas ligando o consumo ao desenvolvimento de sintomas psicóticos

Um livro com pesadas advertências ao consumo de maconha tornou-se, recentemente, uma das obras mais vendidas nos Estados Unidos e eriçou as comunidades médicas e acadêmicas especializadas na investigação das drogas. Ex-repórter do New York Times , o autor Alex Berenson inflamou um debate até tão considerado superado em razão da popularização do uso medicinal e recreativo da Cannabis . “A maconha causa paranoia e psicose. Paranoia e psicose causam violência. Há evidências esmagadoras que ligam transtornos psicóticos à violência”, escreveu ele em Conte a seus filhos: a verdade sobre a maconha, doenças mentais e violência , publicado em janeiro passado.

Berenson opina que não se deveria mais dourar a pílula sobre o uso da maconha, apregoando a importância de sua função medicinal, realçando seu papel relaxante ou enumerando as possibilidades de negócios decorrentes desse novo filão. “Talvez eu seja muito cínico, mas acredito que a maioria das pessoas fuma maconha pela mesma razão que elas bebem álcool ou usam qualquer outra droga: porque gostam de ficar chapadas.”

Ele ainda argumenta que os defensores do uso de maconha ignoram evidências científicas de que o composto ativo da droga, o THC (tetra-hidrocanabinol, principal ingrediente ativo da Cannabis ), pode precipitar o início da esquizofrenia e provocar atos de violência em indivíduos que experimentam “surto” psicótico.

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Quem manda é o Centrão

Rodrigo Maia é o rosto da trama parlamentar que leva Bolsonaro a chamar a ultradireita para as ruas

No editorial de Mino Carta:

Lição de democracia. A independência do Judiciário permite na Itália que um procurador de província passe por cima das ordens do Executivo.

Em Seu País, por Thais Reis Oliveira:

Na gaiola de Doria. O governador paulista caminha para tomar de assalto o PSDB e moldar o partido à sua imagem e semelhança.

Na coluna de Antonio Delfim Netto:

A política é a solução. O bestialógico produzido pelo governo em 150 dias piora o clima e acirra os ânimos de forma desnecessária.

Em Q/I:

Arte macabra. Depois da arte povera, da pop art, da arte cinética, a Biennale de Veneza envereda por um rastro de cadáveres.

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