Istoé questiona se intervenção no Rio é necessária ou se é uma ação populista

Essa é a primeira vez, desde a promulgação da carta magna em 1988, que uma medida como essa é decretada.

Da redação,

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Intervenção no Rio de Janeiro: necessidade ou populismo?
O Governo Federal intervém na segurança do estado e transfere para as Forças Armadas o controle das polícias Civil e Militar – um esforço para conter a maior crise de segurança da história do Estado. Além da promessa de melhorar a vida dos cidadãos que se tornaram reféns da violência, a medida altera a agenda política do País.

A calamidade na segurança pública do Rio de Janeiro e a vertiginosa escala dos indicadores de violência nas últimas semanas culminaram em uma inédita intervenção federal no Estado. O decreto assinado pelo presidente Michel Temer às 13h31 da sexta-feira 16, com transmissão em rede nacional, precedeu o pronunciamento no qual o chefe do Executivo expôs a urgência de intervir na segurança do estado: “Eu tomo essa medida extrema porque as circunstâncias assim exigem”, disse Temer, comparando o avanço da criminalidade a uma metástase que ameaça o Brasil inteiro.

Quem mais está se arriscando é o próprio Temer. Se for bem-sucedido, ele pode amenizar a sua baixa popularidade — hoje na casa de 6%. Ao atacar de frente o problema da violência num dos mais importantes estados do País, ele não só entra na seara da segurança pública como hasteia a mesma bandeira do pré-candidato ao Palácio do Planalto Jair Bolsonaro (PSC). Com Lula fora do páreo, o ex-capitão passou a liderar as pesquisas de intenção de votos, com 18%. Outro fator positivo gerado com a intervenção no Rio é o adiamento da Reforma da Previdência. Segundo o inciso 1º artigo 60: “A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio”. A lógica é que, em momentos como esses, a ordem institucional está sob uma grave instabilidade, que torna inoportunas as alterações constitucionais.

Essa é a primeira vez, desde a promulgação da carta magna em 1988, que uma medida como essa é decretada. Com a necessidade de contar com 308 votos para se aprovar a PEC, sabendo que dificilmente alcançará este número antes das eleições, o presidente e a equipe econômica agora têm um bom pretexto para não assumir a derrota e, assim, continuar contando com o apoio do meio empresarial. Porém, o risco é calculado: ao assinar o decreto da intervenção, Temer deixou claro que poderá revogá-lo a qualquer momento para que a reforma da Previdência seja votada.

Um xerife trapalhão
Ao sugerir o arquivamento de uma investigação em andamento contra o presidente Michel Temer, o diretor-geral da PF, Fernando Segovia, extrapola suas funções, provoca uma desnecessária crise interna e fica ameaçado até de perder o posto.

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Veja

veja1Abram alas, o voto vem aí
Protesto e indignação tomaram conta do Sambódromo. Em pleno ano de eleição, especialistas em política dizem que pode ser o começo de uma temporada quente.

Os enredos de escola de samba do Rio são, por tradição, celebrações épicas de lendas, de figuras do folclore, de acontecimentos históricos e de tudo que favoreça o brilho e a opulência típicos dos desfiles na Sapucaí. Questões políticas só comparecem raramente, com discrição, como convém a agremiações movidas a dinheiro público, patrocínios e governantes amigos. Pois este ano não foi nada igual àqueles que passaram.

Com pouca verba e sem costas quentes, as escolas optaram por temperar a exaltação com a voz rouca das ruas, rodaram a baiana da indignação e fizeram do Sambódromo uma caixa de ressonância da insatisfação popular com os governos, os políticos e a corrupção. Em pleno ano eleitoral, a revolta coreografada e celebrada na passarela é um sinal nítido do humor da população: ela está farta.

Felipe Neto: como vive e pensa o youtuber que faz a cabeça dos seus filhos
Com 19 milhões de seguidores em seu canal (além de 7,8 milhões no Twitter, 6 milhões no Instagram e 3,5 milhões no Facebook, do qual não é tão adepto), Felipe Neto conta com quinze gravações que superaram 10 milhões de cliques. “Sei muito bem que a dimensão da minha audiência, atrelada ao fato de que a maior parte dela é formada por crianças, faz com que eu tenha uma grande responsabilidade sobre o que falo, ou acerca de como me posiciono diante de vários temas”, afirma o youtuber.

“O que eu digo pode ser depois reproduzido pela criançada em casa, na escola, em conversas com amigos”, observa. E é mesmo o que acontece. Se existe, hoje, uma dessas celebridades que a internet ajudou a formar capaz de tomar conta da cabeça da garotada, essa figura é Felipe Neto — inclusive, literalmente: os fãs adoram pintar o cabelo com cores extravagantes para ficar mais parecidos, um pouquinho que seja, com o ídolo.

Como disse um pai dos milhões de fãs, ele é “a Xuxa dos novos tempos”. Com uma diferença em relação à ex-estrela da Rede Globo: a independência. O canal de Felipe Neto é… Felipe Neto.

Xenofobia: os refugiados venezuelanos põe à prova o mito da hospitalidade brasileira
Pesquisa revela que uma grande parcela de brasileiros vê a imigração como algo negativo. Como contraponto, há cada vez mais iniciativas apoiando refugiados.

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Época

epoca1A Polícia Federal se torna dócil ao Palácio do Planalto
Grupo de delegados da PF reage a movimentos políticos do diretor-geral, Fernando Segovia, em favor do presidente Michel Temer.

Não houve Carnaval para os 12 delegados da mais seleta equipe da Polícia Federal. Eles compõem o Grupo de Inquéritos do Supremo, conhecido internamente como Ginq. São os responsáveis por investigar os tubarões da política nacional, aqueles que têm foro no Supremo Tribunal Federal (STF). Passaram o feriado trocando mensagens. Não planejavam mais uma operação secreta da Lava Jato. Tentavam entender se estavam diante do que aparentava ser uma operação contra eles, contra a Lava Jato – uma sabotagem que vinha, inacreditavelmente, de dentro da Polícia Federal.

Expressavam espanto e perplexidade em face da desastrosa entrevista do chefe deles à agência Reuters, dias antes. Nela, Fernando Segovia indicara que a principal investigação em curso na PF – um inquérito sigiloso contra o presidente da República, autorizado pela Suprema Corte – seria arquivada por falta de provas. Como precisava eliminar qualquer dúvida sobre a firmeza de sua genuflexão ao Planalto, Segovia dissera que o delegado responsável pelo caso poderia ser punido: as perguntas que ele enviara ao investigado Michel Temer não haviam agradado – por que será? – ao presidente Michel Temer. Não pareciam declarações do chefe da máquina de investigação mais formidável e independente do país. Pareciam, em seu conjunto, uma declaração de lealdade ao presidente da República; uma declaração de um vassalo político, não de um diretor da Polícia Federal.

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CartaCapital

cartaAlckmin bombardeado
Os planos presidenciais do governador sofrem sabotagem dentro do PSDB e a chantagem do governo Temer.

Estatais
O fracasso da tentativa neoliberal de ocultar a importância das empresas do estado.

Folia
O carnaval contagia a política ou seria o inverso?

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