Reforma que só simplifica impostos manterá a carga tributária alta, diz Maia

Presidente da Câmara dos Deputados participa hoje, em SP, de evento organizado pelo Brasil de Ideias.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presidente d Câmara, Rodrigo Maia destacou que a referência da proposta apresentada pelo economista Bernard Appy é muito positiva.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), disse nesta segunda-feira (16) que uma reforma que apenas simplifique os impostos manterá a carga tributária ainda muito elevada. O deputado participa hoje, em São Paulo, de evento organizado pelo Brasil de Ideias.

Maia destacou que a referência da proposta apresentada pelo economista Bernard Appy é muito positiva. Ainda de acordo com o parlamentar, o caminho para o Brasil é o da organização dos impostos de bens e serviços.

O presidente da Câmara criticou durante o evento os altos salários nas esferas governamentais e disse que os salários de alguns servidores do Executivo superam em 67% os salários.

"A Câmara, sem os deputados, custa ao Brasil R$ 4,5 bilhões por ano", disse Maia, para quem é preciso que a sociedade passe a ter conhecimento da estrutura salariais no setor público. Para ele, se muitas das pessoas que hoje são contra a privatização da Eletrobras conhecessem a estrutura salarial da estatal certamente apoiariam a privatização da empresa.

Maia disse que o Parlamento continua esperando que o governo envie a sua proposta de reforma tributária. De acordo com ele, seria muito positivo ter uma proposta do Executivo à mesa para ser discutida.

Perguntado sobre quais são suas impressões sobre o pacto federativo, defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, Maia disse que "pacto federativo é organizar melhor as atividades dos entes federativos e desindexar as despesas públicas".

O presidente da Câmara voltou a dizer que o momento não é o adequado para se discutir a flexibilização do teto dos gastos, discussão que ganhou muita força nos últimos dias como sendo a solução para o governo passar a ter recursos para investir. "Acho que só deveríamos discutir o teto dos gastos depois que controlarmos as despesas", disse.

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