Ministro do STF defende fim do foro privilegiado

Joaquim Barbosa irritou-se com a morosidade do processo contra o deputado Ronaldo Lima.

Redação,
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa defendeu, na tarde desta quarta-feira (31), o fim do foro privilegiado para políticos, entendendo que a renúncia do deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) representa "um escárnio para com a Justiça e para com o Supremo Tribunal Federal".

Para o ministro, o pai do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, renunciou ao mandato para evitar uma provável condenação do STF, pelo crime supostamente praticado em 1993. O ex-deputado é réu confesso de uma ação penal, em que é acusado de tentativa de homicídio contra o ex-governador da Paraíba, Tarcísio de Miranda Buriti.

"É preciso acabar com o foro privilegiado. Ele [Ronaldo Cunha Lima] praticou todas as chicanas processuais por 14 anos, usando as facilidades dos cargos eletivos pelos quais passou. E quando percebeu que o caso seria julgado pelo Supremo ele renunciou. Agora, todo processo recomeça da estaca zero na primeira instância", disse.

Segundo o ministro do STF, há ainda uma outra quetão envolvida na renúncia, visto que o ex-parlamentar tem mais de 70 anos. "Por ele ter mais de 70 anos, todos os prazos prescricionais do processo caem pela metade", comentou.

Barbosa disse esperar que o caso tenha continuidade no Estado da Paraíba. "Espero que haja juízes corajosos e independentes na Paraíba para julgá-lo", afirmou.

Na época do crime, Ronaldo Cunha Lima era governador da Paraíba. Ele teria atirado contra seu antecessor em um conhecido restaurante da capital paraibana.


Com informações do site Terra.
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