João Faustino lança o livro 'Eu perdoo'

Autobiografia traz reflexão do político sobre momentos que marcaram sua vida e destaca: "A atitude de perdão me confere o sentimento completo de paz".

Lara Paiva,
O ex-senador João Faustino lançará o livro ‘Eu perdoo’ na próxima quinta-feira (29). A autobiografia traz uma reflexão do político sobre os acontecimentos de sua vida dele, como o assassinato do pai. Outro momento que levou João Faustino à reflexão foi a Operação Sinal Fechado, que culminou na prisão de Faustino.

Ele afirma que perdoa todas as pessoas que tentaram lhe desmoralizar de alguma forma. “O ser humano, diante da imperfeição, está perto de sentimentos como o revanchismo por conta dos acontecimentos do cotidiano”.

O político explica, durante entrevista ao Jornal 96 desta quarta-feira (28), que a atitude de perdoar é a mais difícil que o ser humano possa fazer.

João Faustino afirma que a reflexão sobre o perdão não foi motivada somente pela Operação Sinal Fechado e sim, primeiramente, pela morte de seu pai. O político conta que o assassinato do pai dele, em 1951, foi um dos primeiros momentos que teve contato com esse ato. Ele tinha nove anos e a sua mãe era a acusada pelo crime.

João Faustino comenta que as pessoas incapazes de aceitar um perdão, terão intranquilidade. “A paz passa pelo perdão. Aquele que não conseguir perdoar, não terá paz no seu interior”, afirma.

O político afirma que apesar dos acontecimentos ruins que apareceram na sua vida, ele ainda se considera uma pessoa bastante feliz. “Eu exerci tudo que um brasileiro poderia fazer”, disse.

Faustino já foi secretário de Educação, ministro quando Fernando Henrique Cardoso era presidente e também atuou como deputado federal. “Em todas as funções que exerci, não tive problema”.

Em 2011, ele foi preso por suposto envolvimento na Operação Sinal Fechado, deflagrada pelo Ministério Público (MP), que investigou as irregularidades na inspeção de carros do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

O ex-ministro afirma que o seu envolvimento foi uma tentativa de perseguição política e nunca pisou no Detran, nomeou alguém para exercer um cargo no órgão público ou realizou um lobby político. “Eu nunca aceitei dinheiro que não fosse fruto do meu trabalho”, afirma.

Faustino conta que a sua prisão foi ilegal e isso foi comprovado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar dos impasses, ele reconhece a importância do MP para a sociedade, mas critica a postura de alguns membros do órgão. “Alguns membros são bastante imaturos”.

O livro será lançado no salão paroquial da Igreja Santa Teresinha, às 19 horas, que fica na Avenida Rodrigues Alves, 793, no bairro de Tirol.
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