Edivan Martins presta depoimento ao delegado Júlio Rocha

O vereador do PV esteve na tarde desta quarta-feira (29), na sede da Dedepp. Em depoimento, ele negou que tenha “recebido algum pedido para derrubar os vetos”.

Thyago Macedo,
Thyago Macedo
Edivan Martins disse que não sabia de nenhum esquema de pagamento de proprina a vereadores.
O depoimento do vereador Edivan Martins (PV)  foi antecipado e ele esteve na tarde desta quarta-feira (29), na sede da Delegacia Especializa em Defesa do Patrimônio Público (Dedepp). O delegado Júlio Rocha explicou que o vereador foi chamado na condição de declarante. Em depoimento, Edivan negou ter “recebido algum pedido para derrubar os vetos do prefeito ao Plano Diretor”.

Com início às 16h, o depoimento do vereador do PV durou cerca de uma hora e meia. O promotor Afonso de Ligório, do Ministério Público, disse que o motivo da convocação de Edivan era “para esclarecer alguns fatos relacionados à votação do Plano Diretor e o posicionamento que o Partido Verde adotou.” Edivan só iria prestar depoimento nesta quinta-feira (30) pela manhã.

Durante a conversa com o delegado, o vereador afirmou ter recebido da presidente do PV, deputada Mircala de Souza, “orientação para votar pela manutenção dos vetos.” Além disso, Edivan informou que no dia da votação (3 de julho) “ reuniu-se com Júlio Protásio e Aquino Neto, na própria Câmara dos Vereadores”.

Na ocasião, o vereador-declarante teria dito aos colegas que havia uma orientação do PV para votar pela manutenção dos vetos. Edivan declarou ainda que os vereadores Aquino e Júlio disseram, no encontro, que “iriam pensar, não declinando se votariam contra ou a favor do veto”. O vereador verde disse ainda que “não tem como nominar os edis que votaram a favor e contra os vetos”.

Negociata

Ainda durante o depoimento, o vereador Edivan Martins revelou que conversou com o presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Dickson Nasser, na qual este último “pergunta para o declarante se o mesmo aceitaria a liderança do Governo na Câmara, ocasião em que o declarante lhe respondeu que só aceitaria, caso fosse interessante para a Casa”.

No interrogatório, o delegado Júlio Rocha questionou se o vereador se lembrava de nessa conversa “Dickson ter dito que a liderança da Câmara para Edivan era um pedido dos meninos do Sinduscon”. Edivan respondeu que “não lembra”.

Provavelmente, o delegado estava se referindo às interceptações telefônicas nas quais o vereador Dickson Nasser teria feito referência a um pedido de pessoas do Sinduscon. O promotor Afonso de Ligório chegou a confirmar que conversou com o vereador sobre essas interceptações, mas não podia revelar qual o teor,  “pois corre em segredo de justiça”.

Depois do depoimento, o delegado Júlio Rocha, que preside o inquérito da Operação Impacto, informou que dará um tempo nos interrogatórios e que agora as investigações se concentram na conclusão da perícia dos objetos apreendidos quando a operação foi deflagrada.
A+ A-