Assessora de Álvaro Dias é presa por peculato

Delânia Melo de Medeiros foi presa na manhã desta na Deicot.

Fred Carvalho,
Fred Carvalho
Delânia Melo foi presa nesta quinta, em Natal
A servidora pública Delânia Melo de Medeiros, 38 anos, foi presa na manhã desta quinta-feira (6) em Natal. Ela é acusada pelo Ministério Público de peculato no mesmo processo do ex-governador Fernando Antônio da Câmara Freire. Ainda nesta quinta ela deverá ser transferida para a ala feminina do Complexo Penal Doutor João Chaves, na zona Norte.

Delânia Melo foi presa na Delegacia Especializada em Investigação de Crime Contra a Ordem Tributária (Deicot) às 9h. O delegado Júlio Antônio Rocha, titular da Deicot, deu voz de prisão à servidora pública cumprindo mandado expedido pelo juiz da 8ª vara Criminal, Ivanaldo Bezerra Ferreira dos Santos.

O crime de peculato está previsto no artigo 312 do Código Penal Brasileiro e é relativo ao funcionário público que se apropria “de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio”. A pena para esse crime é de prisão de reclusão de dois a doze anos e multa.

Delânia Melo disse que trabalha no gabinete de Álvaro Dias há cerca de um ano e que não sabia da existência da ação criminal. “Nunca havia sido procurada por ninguém para falar sobre esse assunto. Na segunda-feira passada (3), recebi um telefonema do pessoal aqui da delegacia me chamando para depor. Quando cheguei aqui com minha advogada, Cláudia Santos, recebi a informação do delegado que estava presa por nunca ter comparecido a nenhuma audiência. Não entendi o porquê de ter sido presa e espero que isso se resolva o quanto antes”, falou.

Indagada se cometeu peculato, Delânia Melo disse que preferia não “entrar em detalhes sobre o processo”. “Só sei que sou inocente. Minha advogada é que vai tratar desse assunto a partir de agora”.

A advogada de Delânia, Cláudia Santos, informou à reportagem do Nominuto.com que já tomou todas as providências cabíveis para a liberação de sua cliente. Segundo ela, o motivo da prisão seria apenas a necessidade do juiz Ivanaldo Bezerra de ouvi-la, já que Delânia não foi localizada na primeira vez em que foi acionada pela Justiça. Cláudia disse ainda que já se encontrou com o magistrado para tirar cópia dos autos.
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