“Prisão temporária confirma que delegado não tem prova”, diz advogado de Andrei

Segundo Álvaro Filgueira, “caso o delegado tivesse provas contra Andrei, como afirma, ele teria pedido a prisão preventiva. No entanto, pediu apenas a temporária”.

Thyago Macedo,
Fred Carvalho
Advogado de Andrei explicou que para pedir prisão temporária não é necessário fundamento.
O advogado Álvaro Filgueira, que defende o sargento da Aeronáutica Andrei Bratkowsi Thies, afirmou ao Nominuto.com que a prisão temporária decretada pelo juiz Eduardo Feld, da 1ª Vara Criminal de Parnamirim, confirma que "o delegado Raimundo Rolim não tem provas contra o militar".

Álvaro alega que "caso o delegado tivesse provas contra Andrei, como afirma, ele teria pedido a prisão preventiva. No entanto, pediu apenas a temporária”. Álvaro disse que “isso é até bom para a gente.”

O advogado explicou que para se pedir a prisão temporária não é necessário nenhum fundamento. “Isso é apenas para assegurar o bom andamento da investigação e como o delegado não tem provas ele não pediu a preventiva”, esclarece.

O delegado Raimundo Rolim, que preside as investigações do desaparecimento de Andréia Rosângela Rodrigues, retrucou dizendo que “no momento, a única medida cautelar cabível era pedir a prisão temporária. Não foi pedida a preventiva por questões legais”.

Álvaro Filgueira informou ainda que a juíza Sandra Elali, da 7ª Vara Criminal de Natal, concedeu no final da tarde desta terça-feira (9) a liberdade provisória do sargento da FAB solicitada pela defesa. Porém, a decisão da juíza não terá nenhum valor efetivo já que Andrei agora está preso pelo desaparecimento da esposa.

O advogado pretende avaliar na manhã desta quarta-feira (10), o mandado de prisão expedido nesta terça-feira. Ele disse que a decisão do juiz Eduardo Feld cabe recurso.
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