PF prende líder de quadrilha que fraudava seguro defeso de pescador artesenal em Mossoró

Prisão ocorreu no último sábado na cidade de Bacabal, no Maranhão, mas só foi divulgada nesta segunda.

Da redação, PF,
Cedida/PF

A Polícia Federal em Mossoró, com apoio da PF no Maranhão e da Polícia Civil daquele estado, prendeu no último sábado (13), em Bacabal (MA), o líder de uma organização criminosa, de 33 anos, que atuava falsificando documentos de identidade com o objetivo de sacar indevidamente parcelas de seguro defeso de pescador artesanal. Segundo apurado, ele era o destinatário principal dos recursos da fraude.

As investigações tiveram seu início em janeiro com a prisão em flagrante de cinco integrantes dessa organização criminosa, os quais continuam presos e respondem ação penal perante à 10ª Vara da Justiça Federal em Mossoró.

Desde aquelas prisões, a Polícia Federal reunia provas contra o investigado, culminando com a expedição de mandados de busca a apreensão e de prisão preventiva pela Justiça Federal de Mossoró.

Durante o seu interrogatório, o investigado alegou desconhecer os fatos pelos quais é acusado, entrando em contradição diversas vezes sobre as principais evidências de sua participação nos delitos, mas para a PF não restam dúvidas sobre o envolvimento do investigado com os crimes praticados tanto em Mossoró, quanto em pelo menos mais seis cidades de quatro diferentes estados da Federação: Grajau (MA), Chapadinha (MA), Belém (PA), Paulistana (PI), Fortaleza (CE) e Limoeiro do Norte (CE), onde em apenas três meses também foram identificados saques ilegais praticados pelo bando que alcançaram a cifra total de R$ 50 mil.

Ademais, a organização tinha em seu modus operandi, a produção em larga escala de documentos de identificação falsos, além de locar um imóvel que servia de base para a prática dos delitos, uma verdadeira “casa de produção” de papéis falsificados.

Caso os suspeitos venham a ser condenados, as penas somadas pelos crimes de estelionato, uso de documentos públicos falsos e integrar organização criminosa podem alcançar 19 anos de reclusão, além de multa.

O preso encontra-se recolhido na cadeia pública de Bacabal, à disposição da Justiça.

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