PF encontra cocaína dentro de bateria de carro

Quase quatro quilos de cocaína em pó foram encontrados no interior da bateria de um veículo gol, em São José de Mipibu.

Redação,
Divulgação/PF
O que chamou a atenção dos agentes foi que o Gol estava sendo rebocado por um guincho.
Que os traficantes utilizam diversas maneiras de camuflar droga na tentativa de enganar a polícia, isso não é novidade, mas uma barreira realizada por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal de Natal e que contou com o apoio de Policiais Rodoviários Federais, descobriu por volta das 22h desta quinta-feira (27), no Posto da PRF de São José de Mipibu/RN, uma forma até então considerada inusitada.

Quase quatro quilos de cocaína em pó (3,9 kg), foram encontrados no interior da bateria de um veículo gol, placas JZI 4517-Varzea Grande-MT. Duas pessoas foram presas em flagrante: o acreano Alexandro Monteiro da Silva, comerciante, 27, e o sulmatogrossense José Gomes de Andrade, comerciante, 49, ambos já condenados por tráfico, respectivamente, pela Justiça do Acre e Mato Grosso do Sul, e atualmente em liberdade condicional.

O que chamou a atenção dos agentes foi que o Gol estava sendo rebocado por um guincho. Interpelado, o motorista, que teve o seu serviço contratado pelos dois detidos, na cidade de Goiana-PE, disse que a dupla ordenou que o carro fosse levado até Parnamirim/RN. Durante a abordagem, Alexandro e José Gomes, que são residentes nos estados de origem, não souberam informar por que o carro, com o motor fundido, não foi consertado em Pernambuco, sendo rebocado por quase 250 km.

Diante do fato, o veículo foi conduzido, ainda no reboque, juntamente com os seus ocupantes, para a sede da Superintendência da Polícia Federal, onde ao ser parcialmente desmontado, para surpresa dos policiais, a bateria do gol estava sem o “miolo” e havia sido substituída por uma outra, de moto, que é bem menor e, no espaço que sobrou, foi recheada de sacos plásticos, contendo a droga.

Em depoimento, Alexandro, que ao ser preso apresentou documentos falsos, alegou que comprou o Gol na cidade de Cuiabá, das mãos de uma pessoa conhecida apenas pelo nome de “Júlio” e que sabia que estava transportando a droga camuflada, mas negou saber quem seria o destinatário da cocaína. Disse ainda que, como não tinha carteira de motorista, convidou o parceiro José Gomes para dirigir o carro, estando este ciente de que transportariam a substância entorpecente até o Rio Grande do Norte.

Por sua vez, José Gomes, afirmou que foi contratado para conduzir o veículo porque Alexandro não tinha habilitação, entretanto, não sabia afirmar quem receberia o Gol, quando chegasse em Parnamirim, bem como negou ter conhecimento que estava transportando droga. Os presos estão custodiados na Superintendência da Polícia Federal em Lagoa Nova, à disposição da Justiça.


Fonte: Assessoria da PF/RN.
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