Pedofilia: testemunhas depõem contra norueguês

Adolescente que teria sido vítima de abuso não foi encontrado para depor.

Fred Carvalho,
Um sargento da Polícia Militar e um funcionário de uma pousada de Natal depuseram nesta sexta-feira (28) contra o norueguês Geir Lervag, preso em flagrante em dezembro do ano passado sob suspeita de abusar sexualmente de um adolescente de 13 anos. Os dois constam no processo como testemunhas arroladas pelo Ministério Público. O menor também seria ouvido, mas não foi encontrado.

O juiz-substituto da 11ª vara criminal de Natal, Marcos José Sampaio de Freitas Júnior, colheu do policial e do funcionário da pousada no Fórum Miguel Seabra. O teor dos depoimentos não foi repassado porque o processo, como envolve crime contra menor, corre em segredo de Justiça. Geir Lervag acompanhou o depoimento ao lado do advogado de defesa.

O juiz agora deve aguardar que o menor seja encontrado para depor e, em seguida, marcar a audiência com as três testemunhas de defesa do norueguês.

Após o depoimento das testemunhas de acusação e posteriormente de defesa, as partes podem requisitar provas complementares, tais como perícia ou documentos. E, em seguida, o acusado terá três dias para apresentar suas alegações finais, momento em que o processo retorna ao magistrado para proferir a sentença.

Geir foi preso em dezembro de 2006 por atentado violento ao pudor contra o menor. Duas testemunhas que trabalhavam na pousada, informaram que presenciaram o mesmo praticando sexo oral no adolescente na sala de estar do estabelecimento. O menor declarou que se dirigiu com o acusado até uma sala de estar da pousada, onde lá, o norueguês lhe ofereceu a quantia de R$ 50 para praticar sexo oral nele (Geir) e que aceitou a proposta , informou ainda que naquele momento um funcionário da pousada chegou e flagrou.

O norueguês está em liberdade provisória desde fevereiro deste ano. O juiz Jarbas Bezerra, titular da 11ª vara criminal, o libertou sob o argumento de que os motivos da prisão não mais existiam, pois ele demonstrou que não pretendia fugir, disponibilizando, inclusive, a retenção de seu passaporte, além colaborar com a elucidação dos fatos.
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