Motorista de caminhão diz que faltou freio em acidente na Ponte de Igapó

Adalberto Aguiar afirmou que não fugiu do local nadando pelo rio Potengi, mas que saiu caminhando. Acidente envolveu 17 veículos.

Thyago Macedo,
A causa do acidente na Ponte de Igapó, na última quinta-feira (11), foi a falta de freio na carreta que colidiu com os 16 veículos. Pelo menos é essa a versão dada pelo motorista  Adalberto Aguiar, de 51 anos, ao delegado Heleno Luís da Especializada em Acidentes de Veículos (Deav).

O caminhoneiro não quis falar com a reportagem e quase não entrava na delegacia, ao perceber a presença da equipe do Nominuto.com, mas foi convencido pelo delegado. Adalberto informou ao titular da Deav que não fugiu pelo rio Potengi, desmentindo informações prestadas por populares e policiais, que se encontravam no local do acidente.

O motorista explicou que ficou muito nervoso, chegando a ver fogo em um carro que estava na sua frente. Depois disso, ele contou que ficou com medo, ao ver toda a situação, e saiu caminhando, passou pelo posto policial próximo à ponte, e pediu ajuda em uma casa.

Adalberto disse ao delegado que tomou água, descansou um pouco e depois caminhou até a Avenida 12, no Alecrim. O caminhoneiro mora em Parnamirim e trabalha como motorista há mais de 30 anos, estando há 19 anos na empresa L&O Mercadão da Construção.

Segundo o delegado Heleno Luís, o motorista relatou na tarde desta segunda-feira (18) que estava no semáforo próximo à Ponte de Igapó e, quando saiu, já sentiu que o caminhão estava sem freios. “Ele me contou que chegou a ficar em pé, dentro da cabine, tentando controlar o veículo”, disse o delegado.

Além disso, Adalberto disse a Heleno que tentou colocar o caminhão no meio dos outros para evitar uma colisão maior. O titular da Deav informou à reportagem que, a partir das investigações, o motorista poderá ser autuado no artigo 305, do Código de Trânsito Brasileiro, que prevê pena de seis meses a um ano de detenção, podendo ser transformada em atividades sociais.

“Ele também poderá ser enquadrado no artigo 303, do mesmo código, por lesão corporal”, explicou. Este último prevê pena de seis meses a dois anos, também podendo ser substituída por uma pena alternativa.

O delegado Heleno Luís explicou ainda que a empresa L&O Mercadão da Construção afirmou que o caminhão envolvido no acidente tem seguro. “Se isso for verdade, o prejuízo dos carros envolvidos no acidente será coberto pelo seguro”, concluiu.
A+ A-