Joel do Mosquito ofereceu R$ 1 milhão para não ser morto na prisão

Crime foi planejado por audioconferência; Sete presos foram indiciados após investigação.

Da redação, Polícia Civil,

De acordo com uma investigação da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em conjunto com a Força Nacional, o traficante Joel Rodrigues da Silva, conhecido como Joel do Mosquito, assassinado no dia 10 de outubro de 2015, dentro da Cadeia Pública Professor Raimundo Nonato, localizada na zona norte de Natal, ofereceu R$ 1 milhão para não ser morto.

Joel do Mosquito era considerado um dos líderes de uma facção criminosa de fora do Rio Grande do Norte. o traficante tinha automóveis de luxo, apartamentos, terrenos em praias, uma empreiteira e duas clínicas de estética no estado. Ao todo, o patrimônio somava R$ 2 milhões.

Depois do assassinato, fotografias do preso morto se espalharam pelas redes sociais. As imagens mostravam Joel sendo estrangulado.

“Nós descobrimos que Joel do Mosquito foi morto apenas 15 dias depois de ter sido preso, em uma Operação do Ministério Público do Rio Grande do Norte denominada Citronela. Assim que foi preso, ele foi encaminhado para ficar detido na Cadeia Pública Professor Raimundo Nonato. Três detentos que estavam dentro da referida cadeia realizaram uma audioconferência com outros quatro detentos que estavam em outras unidades. Os sete presos, que fazem parte de uma facção criminosa do Estado, realizaram um `julgamento virtual´ de Joel do Mosquito, o qual chegou a oferecer R$ 1 milhão de reais para não ser morto”, detalhou o delegado Odair José Soares, da Força Nacional.

Os quatro detentos indiciados, que participaram do planejamento da morte de Joel do Mosquito, são Bruno Pierre Araújo Falcão da Silva (“Wolverine”); William Ferreira da Cunha (“Brahma”); Alexsandro Freitas de Souza (“Senhor”); e Francisco das Chagas Rosa da Silva (“Chaguinha”).

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