Caso Leocádio Júnior: adolescente envolvido na morte de jovem é novamente apreendido

Segundo a PM, policiais foram recebidos a tiros durante operação no Passo da Pátria para cumprir mandado judicial. Um homem morreu em confronto.

Da redação, PM e MPRN,
Reprodução/Facebook
Luiz Benes Leocádio Júnior, de 16 anos, foi morto no dia 15 de agosto, após um sequestro relâmpago e uma troca de tiros entre bandidos e PMs.

Uma operação do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – órgão do Ministério Público (MP) – apreendeu na manhã desta sexta-feira (14) o adolescente envolvido na ocorrência policial que resultou na morte do jovem Luiz Benes, filho do ex-prefeito de Lajes Benes Leocádio. Ele foi localizado na comunidade do Passo da Pátria, na zona leste, e encaminhado ao Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciad).

Segundo a Polícia Militar, durante o cumprimento do mandado os policiais se depararam com dois jovens - incluindo o adolescente procurado - que ao perceberem a aproximação das equipes efetuaram disparos de arma de fogo. No confronto, um deles foi baleado e socorrido para o Pronto Socorro Clóvis Sarinho, mas não resistiu aos ferimentos. Com a dupla foram apreendidos uma pistola de calibre .40, de uso restrito das forças de segurança pública, uma balança de precisão e certa quantidade de maconha.

Pistola40MaconhaBPCHOQUE

A apreensão do adolescente envolvido na morte de Luiz Benes foi concedida pela Justiça potiguar, atendendo ao pedido do MPRN que havia pleiteado a internação provisória do adolescente, pelo menos até o prazo somado de 45 dias até que seja expedida a sentença do processo, em virtude da abertura de novas vagas.
 
O pedido do MP baseou-se na abertura de 18 novas vagas no sistema socioeducativo, desinterditadas pela Justiça de Parnamirim e de Mossoró. Dessa forma, a decisão que soltou o adolescente na quarta-feira (12) foi reformada. O MP argumentou que a sentença deveria ser reformada “em virtude dessas vagas surgidas, há local para internação do representado, que não merece ser remido no caso, mas internado, ao final do processo, por ter colaborado, mesmo que indiretamente com a morte da vítima”.

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