“Ainda rezo para ver minha filha viva”, diz mãe adotiva de Andréia Rodrigues

Maria Lídia Narotvky falou por telefone com a reportagem. Ela deve ser ouvida pelo delegado Rolim esta semana.

Fred Carvalho,
Cedida
Andréia Rodrigues está desaparecida desde o dia 22 de agosto
Mesmo diante dos indícios, dos mais de 50 dias de sumiço e da afirmativa da polícia de que houve um assassinato com ocultação de cadáver, a família da dona de casa gaúcha Andréia Rosângela Rodrigues mantém a esperança de encontrá-la viva. “Rezo todos a cada minuto pedindo a Deus que ela seja encontrada com vida”, disse a pensionista Maria Lídia Job Narotvky, mãe adotiva de Andréia. Ele será uma das pessoas que vão prestar depoimento ao delegado Raimundo Rolim de Albuquerque Filho, designado para investigar o desaparecimento, que embarca nesta terça-feira (16) a Porto Alegre.

Lídia Narotvky falou por telefone com a reportagem do Nominuto.com. Segundo a pensionista, Andréia foi adotada pela família dela quando ainda era criança. “A mãe dela é filha de um pessoal amigo nosso. Como eles não tinham condições financeiras de criá-las, pediram para que nós cuidássemos da Deinha, o que fizemos com todo o amor possível”, relatou.

A mãe adotiva disse ainda que a coleta de material genético por parte do delegado Raimundo Rolim – um dos motivos da ida dele ao Rio Grande do Sul - não será prejudicada. “Nós já localizamos os pais biológicos da Andréia, que moram em Três Cachoeiras, cidade distante 171 quilômetros aqui de Porto. Eles devem vir para cá para auxiliar o trabalho da polícia”, frisou a pensionista.

Lídia Narotvky falou ainda do relacionamento de Andréia com o marido, o sargento da Aeronáutica Andrei Bratkowsi Thies. Ela lembrou que ligava para a filha, no mínimo, duas vezes por dia. “Para ser sincera, nunca ouvi barulho de agressão física. Mas por diversas vezes escutei o Andrei gritando com a Deinha e isso me deixava preocupada com ela e com as minhas duas netas”. Andrei Bratkowsi é apontado pela polícia como sendo o principal responsável pelo sumiço de Andréia.

A pensionista também falou de como Andréia convivia com os sogros. “Ela sempre me dizia que não se dava bem com eles, que viviam discutindo. Eles achavam que a minha filha queria apenas se aproveitar do marido, o que não era verdade”, disse. “Tanto que nunca ouvi minha filha falar em separação. Pelo contrário. Ela estava feliz porque iria se mudar com o marido e com as filhas para uma outra casa e deixaria de morar perto dos sogros”, completou. De acordo com Lídia Narotvky, a casa citada por Andréia nos telefonemas, que fica no conjunto Alagamar, hoje é ocupada por Amilton e Mariana, os pais de Andrei.

Lídia Narotvky contou que evita falar sobre o sumiço de Andréia com a filha dela, uma garota de 12 anos, que está morando em Porto Alegre. “Minha neta me pergunta todos os dias sobre o que aconteceu com a Andréia, dizendo que está com saudades. Mas como ainda não sabemos direito o que aconteceu, desconversamos, passamos a falar sobre outra coisa. Eu ainda não sei como vou falar com a minha neta caso chegue a notícia de que algo pior aconteceu”, concluiu.
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